[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

[2219.] ARQUIMEDES DA SILVA SANTOS [IV] || PRISÃO - 1949-1952

* ARQUIMEDES DA SILVA SANTOS *
[1921 - 2019]

ALJUBE - CAXIAS - ALJUBE

[Arquimedes da Silva Santos || 25/07/1949 || ANTT || RGP/19311 || PT-TT-PIDE-E-010-97-19311]

[Arquimedes da Silva Santos || 25/07/1949 || ANTT || RGP/19311 || PT-TT-PIDE-E-010-97-19311]


[Arquimedes da Silva Santos || 25/07/1949 || ANTT || RGP/19311 || PT-TT-PIDE-E-010-97-19311]

[João Esteves]

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

[2218.] ARQUIMEDES DA SILVA SANTOS [III] || COM BONA DA SILVA - 1939

* ARQUIMEDES DA SILVA SANTOS *
[1921 - 2019]

Arquimedes da Silva Santos com Bona da Silva [1913 - 1983], quando ambos integravam o Grupo de Neo-Realistas de Vila Franca de Xira.

[in Garcez da Silva || Alves Redol e o Grupo de Neo-Realistas de Vila Franca || Editorial Caminho || 1990]

[2217.] ARQUIMEDES DA SILVA SANTOS [II] || RETRATO POR GARCEZ DA SILVA - 1938

* ARQUIMEDES DA SILVA SANTOS *
[18/06/1921 - 08/12/2019]

Retrato de Arquimedes da Silva Santos por Garcez da Silva (1915 - 2006), quando ambos integravam o Grupo de Neo-Realistas de Vila Franca de Xira. Está datado de 1938, quando aquele tinha 17 anos.

[in Arquimedes da Silva Santos - Caminhos de uma vida, Grupo de Teatro Esteiros e Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo, 2000]

[João Esteves]

sábado, 7 de dezembro de 2019

[2215.] BONA DA SILVA [I] || PRESO EM 1947 E AFASTADO DA ARMADA

* GILBERTO BONA DA SILVA *
[01/12/1913 - 1983]

Gilberto Bona da Silva integrou, a partir de 1936, o grupo inicial de neo-realistas de Vila Franca de Xira. 2.º Sargento da Marinha, foi preso em 1947 e expulso da Armada, sendo reintegrado após Abril de 1974. 

[Bona da Silva || PT/BCM-AH/FMA-AF/Álbuns de Fotografias de Sargentos/Álbum 10 || N.º 4837]

Filho de Maria da Silva C. e de João José da Bona, Bona da Silva nasceu em Ereira, concelho do Cartaxo, em 1 de Dezembro de 1913.

Frequentou o Curso Industrial da Escola Marquês de Pombal e ingressou na Armada aos dezassete anos, frequentando a Escola de Marinheiros de Vila Franca de Xira, o que foi decisivo para vir a integrar o grupo de neo-realistas local, conjuntamente com Alves Redol, António Dias Lourenço e Garcez da Silva.

[Bona da Silva || in José Rogeiro, Neo-Realistas de Vila Franca de Xira || 2006]

Colaborou esporadicamente no periódico Concelho do Cartaxo. Em 27 de Outubro de 1935, iniciou a sua colaboração no Mensageiro do Ribatejo e, entre 1938 e 1940, publicou crónicas e contos em O Diabo e na revista Pensamento.


[Fotografias de Garcez da Silva || Alves Redol e o Grupo de Neo-Realistas de Vila Franca || Editorial Caminho || 1990]

Entre as muitas iniciativas em que esteve envolvido no âmbito do grupo local dos neo-realistas, consta a participação no serão de arte que ocorreu no Grémio Artístico Vilafranquense em 18 de Janeiro de 1939, proferindo uma palestra sobre Bocage.

[Gilberto Bona da Silva || 27/02/1947 || ANTT || RGP/17241 || PT-TT-PIDE-E-010-87-17241]

Preso em 27 de Fevereiro de 1947, uma semana depois de Luís Eugénio Ferreira, a quem a PIDE partiu os dentes e que era cunhado de Alves Redol, por terem sido encontrados documentos comprometedores aquando da prisão de Fernando Piteira Santos numa casa clandestina na Estrada da Portela. A documentação apreendida pela PIDE incluía plantas de instalações militares, nomeadamente da Escola de Marinheiros, elaboradas no âmbito da formação de Grupos Antifascistas de Combate.

[Bona da Silva || 06/05/1947 || Fotografias enviada pela filha mais nova, a quem muito se agradece]

Levado para o Aljube, seguiu para Caxias meses depois, em 24 de Maio e, por fim, em 21 de Julho de 1947, ficou preso no Forte da Trafaria por ter sido entregue na Casa de Reclusão do Governo Militar de Lisboa.

[Gilberto Bona da Silva || 27/02/1947 || ANTT || RGP/17241 || PT-TT-PIDE-E-010-87-17241]

Afastado da Armada, passou para a Marinha Mercante, onde permaneceu até 1972. Reintegrado na sequência do 25 de Abril,  passou a desempenhar funções na biblioteca do Museu da Marinha.

Faleceu em 1983.

[João Esteves]

terça-feira, 6 de junho de 2017

[1606.] MÁRIO RODRIGUES FARIA [I]

* CONTOS E OUTRAS PROSAS DE MÁRIO RODRIGUES FARIA || PREFÁCIO, ORGANIZAÇÃO E NOTAS DE LUÍSA DUARTE SANTOS *

[Edições Fénix || Dezembro de 2016]


Eis um livro que, provavelmente, terá passado despercebido e que, no entanto, merece particular atenção a todos os estudiosos da geração vilafranquense do neo-realismo e da luta antifascista no final da década de 30.

Com Prefácio, Organização e Notas de Luísa Duarte Santos e Posfácio de Maria Lucília Estanco Louro, compila oito Contos e quinze outras Prosas de Mário Rodrigues Faria [11/01/1921 - 08/02/2004] publicadas, entre Março de 1938 e Outubro de 1940, nos periódicos Sol Nascente (1938/39), O Diabo (1938/40), Mensageiro do Ribatejo (1939/40), Pensamento (1940) e Jornal de Ílhavo (1940).



Nascido em Vila Franca de Xira em 1921, integrou o "grupo de jovens com renovados interesses literários sociais e políticos e que viria a constituir a nova geração neo-realista" [Luísa Duarte Santos, p. 7], tornando-se amigo e camarada de ideais de Alves Redol, de Carlos Pato, de Arquimedes Silva Santos e de Garcez da Silva.

No ano lectivo de 1938/39, começou a frequentar o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, instituição onde passou a conviver com alguns dos principais intelectuais antifascistas: Cândida Ventura, Fernando Piteira Santos, Joana Campina, Joaquim Barradas de Carvalho, Joel Serrão, Jorge Borges de Macedo, Manuel Campos Lima, Maria Lucília Estanco Louro, Matilde Rosa Araújo, Olívia Cunha Leal e Rui Grácio,

Participou, em 1940/41, na reorganização do Partido Comunista, integrando o Comité Local em Vila Franca, juntamente com António Dias Lourenço e Carlos Pato, e foi um dos convivas da fragata Liberdade (1940-1942).

Por dificuldades financeiras, abandonou a Faculdade e seguiu, mais tarde, a carreira militar, falecendo em Lisboa, em 8 de Fevereiro de 2004, aos 83 anos.

Começou a publicar com apenas dezassete anos e, apesar da reconhecida qualidade literária, os seus últimos escritos editados findaram ao fim de dois anos e meio: se "o tempo e as circunstâncias, pessoais e sociais, levaram a sua escrita ao silêncio", "é hora de voltar à sua leitura" [Luísa Duarte Santos, p. 15].

Projecto nascido da investigação de Luísa Duarte Santos do reencontro de dois amigos e correlegionários de Mário Rodrigues Faria - Arquimedes da Silva Santos e Maria Lucília Estanco Louro -, este livro "oferece" ainda um conjunto de fotografias, onde constam, para além destes dois nomes, Alves Redol, Atilano dos Reis Ambrósio (Jorge Reis), Dias Lourenço, Garcez dos Santos, Maria Ângela Montenegro, Rui Grácio.

O Posfácio de Maria Lucília Estanco Louro é de leitura obrigatória pelo enquadramento histórico que faz de Mário Rodrigues Faria. 



[João Esteves]

terça-feira, 7 de junho de 2016

[1490.] ARQUIMEDES DA SILVA SANTOS [I] || CATÁLOGO - 2007

* ARQUIMEDES DA SILVA SANTOS: SONHANDO PARA OS OUTROS || CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO ORGANIZADA PELO MUSEU DO NEO-REALISMO EM 2007 *

A propósito dos Passeios no Tejo realizados em finais da década de 30 e inícios dos anos 40, onde participou, entre muitos outros, Arquimedes da Silva Santos, vale a pena ler/consultar o Catálogo da Exposição que o Museu do Neo-Realismo lhe dedicou em 2007.


[Edição do Museu do Neo-Realismo || 2007]

sábado, 4 de junho de 2016

[1489.] ESTÓRIAS DO TEMPO DA OUTRA SENHORA [IX] || RTP2

* ESTÓRIAS DO TEMPO DA OUTRA SENHORA || RTP2 || EDGAR FELDMAN *

|| 8.º EPISÓDIO || 6 DE JUNHO || 23H30 || OS PASSEIOS DO TEJO ||

Com Maria Lucília Estanco Louro e Arquimedes da Silva Santos que participaram nos passeios e ainda António Pedro Pita, António Mota Redol, Manuel Augusto Araújo, Sérgio Ribeiro. 

Música: Fernando Lopes Graça. 

Desenhos: Teresa Carvalho.

[Retirado, com a devida vénia, do excelente Blogue António Aniceto Monteiro]

Nos finais da década de 30 e inicio de 40 do século passado, o grupo neorrealista que se formava em Vila Franca de Xira organizava passeios culturais e políticos no rio Tejo. É o início do Estado Novo, com novas formas de resistência ao fascismo que começam a surgir.