[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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domingo, 14 de fevereiro de 2016

[1347.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XXXII] || COIMBRA [VI] || FIGUEIRA DA FOZ [II]

* CNMP || COIMBRA || FIGUEIRA DA FOZ || 1946 *

|| CARTA DE MARIA LAMAS, DATADA DE 21 DE AGOSTO, A MARIA DA NATIVIDADE PINHEIRO CORREIA, INFORMANDO-A DA POSSÍVEL DESLOCAÇÃO A COIMBRA E À FIGUEIRA DA FOZ ||
[AP/JE || Cópia cedida por Natividade Correia em Fevereiro de 1998]

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

[1345.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XXXI] || FIGUEIRA DA FOZ [I]

* CNMP || FIGUEIRA DA FOZ || 1946 *

CARTA A MARIA LAMAS DE 14 MULHERES DA FIGUEIRA DA FOZ A SOLICITAR A CRIAÇÃO DE UMA DELEGAÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS

[AP/JE || Cópia cedida por Natividade Correia em Fevereiro de 1998]

Subscritoras:

1. Celeste Harrisson.
[Celeste Pereira Harrisson. Poetisa e autora de peças de teatro, nasceu no Porto a 27 de Abril de 1907. Manteve colaboração nos periódicos O Comércio do Porto, O Jornal da Mulher, Jornal de Notícias, Notícias da Figueira, Notícias de Lourenço Marques, Portugal Feminino e A Tarde. Esteve representada na grande “Exposição de Livros Escritos por Mulheres”, organizada pelo CNMP em 1947. Terá falecido em 1977.]

2. Maria Rosa dos Santos.

3. Maria do Carmo Santos [?] Costa.
[Professora de Inglês].

4. Maria Fernanda das Neves.
[Estudante universitária].

5. Maria Madalena Nogueira e Silva.

6. Maria Isabel Marques de Andrade Salgado.

7. Maria Celinda Dias Carvalheiro.
[Comerciante. Filha de Manuel Duarte Carvalheiro e de Albertina Dias Carvalheiro, nasceu em 21 de Agosto de 1915 e faleceu a 25 de Dezembro de 2000, com 85 anos. Tal como a irmã, Maria Regina Dias Carvalheiro, associou-se desde muito nova à oposição ao Estado Novo, mantendo-se coerente com os seus ideais até à morte. Foi também ativista da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, à qual aderiu por intermédio de Eva Amado.]

8. Maria Cristina Esteves.
[Maria Cristina Damas Esteves. Filha de João Soares Esteves e de Maria Teresa Damas Esteves, nasceu em Rio de Moinhos, Abrantes, a 26 de Junho de 1912. Para além de subscritora desta carta, aderiu, por proposta de Maria Joana Rosendo Dias, à Delegação de Coimbra da Associação Feminina Portuguesa para a Paz. Residia então na Figueira da Foz, na Rua da República, 94, 1.º.]

9. Natividade Pinheiro.
[Mãe da ativista Maria da Natividade Pinheiro Correia, impulsionadora da Delegação de Coimbra.]

10. Maria Eugénia Cruz.

11. Dulce Coelho Costa Redondo.



14. Cesaltina Bengala Vasco.
[Professora, casada com o médico comunista Gilberto Vasco. Foi da sua autoria a proposta da subcomissão da Figueira da Foz organizar Cursos de Puericultura.]

terça-feira, 1 de setembro de 2015

[1070.] MARIA HERMÍNIA ALVES DE MIRANDA MACÁRIO [I] || CNMP - FIGUEIRA DA FOZ

* MARIA HERMÍNIA MIRANDA MACÁRIO *

[Maria Hermínia Macário || Fotografia cedida pelo neto, via Maria João Dias]

Apesar de alguns estudos fundamentais, como os de Vanda Gorjão, Manuela Tavares, Lúcia Serralheiro, Célia Costa e Cecília Honório, muitos dos nomes que participaram no associativismo feminino nas primeiras três décadas do século XX e, posteriormente, nas agremiações conotadas com a Oposição à Ditadura de 48 anos continuam esquecidos e não tem sido fácil reconstruir os seus percursos, actividades, militâncias e sociabilidades.

Porque não integravam o grupo de dirigentes ou eram mais discretas, não sentiram necessidade de valorizar a sua intervenção, remeteram-se, ou foram remetidas, ao silêncio, continuando na penumbra.

Maria Hermínia Alves de Miranda Macário, casada com o juiz Manuel Ribeiro Macário e mãe de Maria Manuela Miranda Macário, dirigente do MUD Juvenil e presa em 7 de Março de 1955, é um desses nomes. 

Filha de Maria Hermínia Miranda e de Artur Miranda, professor de francês em Aveiro e democrata, nasceu em 1 de Março de 1910, em Lufrei, Concelho de Amarante, e faleceu em Coimbra, 11 de Dezembro de 1999.

De tal modo discreta que a filha, em conversa com Cecília Honório, sugere que, ao contrário do pai que tanto a marcou, a mãe era uma figura apagada [Mulheres contra a Ditadura, Bertrand Editora, 2014, p. 176]. E no entanto, Maria Hermínia Miranda Macário integrou, em 1946, o grupo das catorze subscritoras que, através de abaixo-assinado dirigido à Presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, Maria Lamas, solicitou a criação duma delegação na Figueira da Foz, “tendo em vista levar a efeito várias realizações de alcance cultural e social, no sentido de elevar a mulher a um grau de maior dignificação e de prestar à criança a assistência de que carece” [Abaixo-assinado dirigido à Presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, documentação gentilmente cedida por D. Natividade Correia].

Quão importante e urgente se torna recuperar cada um destes nomes que, mesmo que pontualmente, fizeram-se ouvir, tomaram posição e assumiram riscos. 

NOTA: Agradece-se a colaboração de Maria João Dias na obtenção, junto de familiares, da filiação e datas de nascimento e de falecimento de Maria Hermínia Macário. Agradecimento extensivo a Pedro Octávio Macário Lopes, pela disponibilização de uma fotografia da avô.

[João Esteves]
[actualizado em 23/12/2020]
[actualizado em 02/11/2021]