[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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terça-feira, 28 de julho de 2020

[2398.] RAUL CASTRO [I] || REUNIÃO ILEGAL OU ACUSAÇÃO IRREAL? (1974)

* RAUL CASTRO *

Reunião ilegal ou acusação irreal? Alegação de recurso para o Tribunal da Relação do Porto no Processo dos 90 estudantes no Tribunal de Polícia

Edição de Raul Castro / Distribuição da Editorial Inova || Março de 1974

Alegação da recorrente Maria da Graça Campos Morais e Castro e dos recorrentes Joaquim Alfredo Almeida da Rocha, Carlos Alberto Monterroio Martins da Rocha e José Luís Carneiro Praça || Processo 1160/73 - Tribunal de Polícia.

[Raul Castro || Reunião ilegal ou acusação irreal? || Março de 1974]

No dia 4 de Abril de 1973, pelas 15 horas, centenas de estudantes de diversas escolas superiores do Porto reuniram-se no átrio da Faculdade de Ciências, «a fim de apreciarem as medidas a tomar em face de uma recente iniciativa do Orfeão Académico de Coimbra: o festival internacional de coros universitários».

Iniciada a reunião, o edifício foi cercado pela PSP, que procedeu à evacuação do mesmo e à identificação de muitos dos presentes.

O julgamento de 90 estudantes decorreu no Tribunal de Polícia entre 9 de Julho e 29 de Dezembro, quase sempre com audiências diárias. A sentença,  datada de 29 de Dezembro de 1973, da  autoria do juiz Elias da Costa, determinou a absolvição de apenas um estudante, Júlio Machado; a atribuição de pena suspensa, por dois anos, a 56, por serem menores de 21 anos; e a condenação dos restantes 33.

Os 89 estudantes interpuseram recurso, reportando-se este opúsculo àquele que envolvia Maria da Graça Campos Morais e Castro, Joaquim Alfredo Almeida da Rocha, Carlos Alberto Monterroio Martins da Rocha e José Luís Carneiro Praça.

[João Esteves]

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

[2030.] ABEL SALAZAR [IV] || PRESENÇA DE ABEL SALAZAR (1969)

* ABEL SALAZAR *
[19/07/1889 - 29/12/1946]

PRESENÇA DE ABEL SALAZAR

Editorial Inova || 1969 || Capa de Armando Alves





[Editorial Inova || 1969]

domingo, 20 de janeiro de 2019

[2027.] ABEL SALAZAR [III] || FOTOGRAFIA DE 1935

* ABEL SALAZAR *
[19/07/1889 - 29/12/1946]


Prestigiado médico, professor, investigador, cientista, pintor e opositor à Ditadura Militar e à Ditadura do Estado Novo, Abel de Lima Salazar integrou, em 1935, a primeira leva de Professores afastados compulsivamente da docência universitária.

Demitido de Professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto pelo Decreto-Lei 25 317, de 13 de Maio de 1935, a fotografia inserida retrata o momento em que Abel Salazar ajuda a encher uma carroça com os seus pertences - pacotes de livro e instrumentos de trabalho - que tinha naquela instituição.

Imagem publicada em Presença de Abel Salazar, obra publicada pela Editorial Inova em Junho de 1969.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

[1422.] MÁRIO SACRAMENTO [V] || CARTA-TESTAMENTO

* MÁRIO EMÍLIO DE MORAIS SACRAMENTO *
[07/07/1920 - 27/03/1969]

[Em 13 de fevereiro de 1968, Mário Sacramento anota no seu Diário (Limiar, 1975, p. 211): "Deram-me hoje este retrato, tirado - sem que eu me apercebesse - no café. Velhinho! Nem sabia quanto!"]

Completados, a 27 de março de 2016, 47 anos sobre o seu desaparecimento físico, Mário Sacramento, um dos raros escritores que, consciente e dolorosamente, sacrificou a vida pessoal e a vaidade inteletual do "conforto" das letras em detrimento de uma constante e desgastante luta diária contra o fascismo, continua a passar despercebido, a não ser devidamente estudado e mencionado e a ser, praticamente, desconhecido das novas gerações.

Se o empenhamento político e partidário, apesar de, muitas vezes, se sobrepor a tentação de o escamotear, cívico, cultural e literário perdurou a seguir ao prematuro desaparecimento aos 48 anos de idade, sendo homenageado, por vários dos seus companheiros, recordado no Brasil, em junho de 1969, por Joaquim Barradas de Carvalho, lembrado, em maio de 1974, na cidade de Aveiro, evocado através de depoimentos há muito recolhidos e tardiamente editados em 2006 sob o título Livro de Amizade, o nome de Mário Sacramento, enquanto figura tutelar do combate ao fascismo no distrito de Aveiro, principal obreiro dos seus Congressos Republicanos e um dos mais conceituados oposicionistas a nível nacional, tem vindo a ser silenciado, apesar do estudo académico de Eunice Malaquias Vouillot, editado em 2011 pelo Campo da Comunicação.

Mário Sacramento foi, ainda, sócio auxiliar da Delegação do Porto da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, a irmã, Maria Ivone Sacramento, integrou, com morada em Ílhavo, a mesma agremiação, e a cunhada, Dalila Marques Maia [04/11/1925 - 26/04/1993], irmã de Cecília Marques Maia,  sua mulher, destacou-se enquanto ativista do MUD Juvenil em Coimbra, tendo estado presa.  
  
Referencia-se aqui a Carta-Testamento redigida por Mário Sacramento em 7 de abril de 1967 e publicada pela Editorial Inova em março de 1973. O meu agradecimento à Livraria/Editora Modo de Ler, do Porto, e ao Editor José da Cruz Santos pela pronta generosidade em facultar este raríssimo exemplar.



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