[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

[1515.] AS MULHERES E AS GUERRAS NO MUNDO CONTEMPORÂNEO [II] || ANABELA SILVEIRA

* CONFERÊNCIA INTERNACIONAL *
[AQUI e AQUI]


|| 28 DE SETEMBRO || 15 HORAS || FCSH/UNL ||

|| BEATRIZ PINHEIRO: POR ANABELA SILVEIRA ||


"De pacifista a defensora da Guerra. O percurso singular de Beatriz Pinheiro (1871-1922)"


CONFERENCISTA: Anabela Silveira (IHC-FCSH/NOVA)

Anabela Silveira é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Mestre em História da Educação pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Doutorada em História pela Universidade do Porto com a tese Dos nacionalismos à Guerra, os movimentos de libertação angolanos -1945/1965. Investigadora integrada no Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. A sua dissertação de Mestrado teve como título: Bata preta, cinto vermelho, gola branca: subsídios para o estudo do ensino privado em Portugal durante o Estado Novo, teve ensejo de trabalhar também História de género. Tem-se debruçado sobre esta feminista republicana, fundamentalmente a partir da revista Ave Azul. Dentro desta temática efectuou a comunicação “O pensamento feminista de Beatriz Pinheiro a partir da revista viseense Ave Azul (1899/1900)”, no II Congresso da I República e do Republicanismo, Lisboa, 2/10/2014.



RESUMO: De pacifista a defensora da Guerra. O percurso singular de Beatriz Pinheiro (1871-1922)


"Beatriz Pinheiro, natural de Viseu onde nasceu em 1871, foi republicana, feminista, pedagoga, escritora, pacifista, membro da Liga Portuguesa da Paz e da Liga republicana das Mulheres Portuguesas. Correligionária de Afonso Costa no Partido Democrata, defendeu a participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial.

Nas páginas da revista viseense Ave Azul (1899-1900), de que era directora juntamente como o marido Carlos de Lemos, deixou muito do seu pensamento republicano, feminista e pacifista. Na Chronica, com que abre o número 15, de Outubro de 1899, Beatriz Pinheiro discorre sobre a importância da manutenção da paz, esse “ideal deslumbrantíssimo” pois “a Humanidade já não precisa da Guerra para progredir; é na Paz que hoje estão os elementos do progresso: e o Progresso é a lei da Humanidade”. Ao enaltecer o papel da mulher na consecução de uma cultura de paz, aproveita para divulgar a fundação, em Lisboa, a 18 de Maio daquele ano, da Liga Portuguesa da Paz, presidida por Alice Pestana. Beatriz Pinheiro veio a ser uma das primeiras «correspondentes» da Liga na «província», sendo sua representante em Viseu.

Se em 1909 adere à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, como propagandista republicana Beatriz Pinheiro usava a imprensa para a difusão das suas ideias, colaborando em periódicos como A Beira, Almanaque de Senhoras, Alma Feminina ou A Crónica. A militância republicana dos directores da Ave Azul alimentou tais anti-corpos em Viseu, que o casal teve de abandonar a cidade nos primeiros anos do século XX. Depois da instauração da República, Beatriz Pinheiro passou a residir em Lisboa, leccionando no Liceu Maria Pia. Foi precisamente neste Liceu que, a 8 de Junho de 1916, proferiu a célebre conferência “A mulher Portuguesa e a Guerra Europeia”.   A comunicação, que aqui proponho, tem por objectivo analisar os dois discursos, proferidos e escritos com dezassete anos de diferença, e perceber o caminho percorrido de militante pacifista à defenda da participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial."

domingo, 21 de setembro de 2014

[0747.] BEATRIZ PINHEIRO [V] || "JORNAL DA MULHER" - 16/01/1908

* BEATRIZ PINHEIRO *

"Discurso da ilustre escritora senhora D. Beatriz Pinheiro na festa das Escolas Móveis pelo método João de Deus, em Viseu"

"Jornal da Mulher" || 16/01/1908



[O Mundo || 16/01/1908]

[João Esteves]

sábado, 20 de setembro de 2014

[0746.] BEATRIZ PINHEIRO [IV] || "JORNAL DA MULHER" - 15/01/1908

* BEATRIZ PINHEIRO *

"Discurso da ilustre escritora senhora D. Beatriz Pinheiro na festa das Escolas Móveis pelo método João de Deus, em Viseu"

"Jornal da Mulher" || 15/01/1908



[O Mundo || 15/01/1908]

[João Esteves]

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

[0739.] CARLOS DE LEMOS [I]

- CARLOS DE LEMOS E BEATRIZ PINHEIRO -


 [1867-1954]


[0738.] BEATRIZ PINHEIRO [II]

- BEATRIZ DA CONCEIÇÃO PAES PINHEIRO [DE LEMOS] -
[1871-14/10/1922]

Escritora, professora, publicista, pacifista, republicana e defensora dos direitos das mulheres ainda no final do século XIX.

Beatriz Pinheiro é um nome a reter, não só porque pertenceu à geração das republicanas e feministas portuguesas mais relevantes do princípio do século XX, como pela intervenção na sua terra e que se estendeu muito para além da direção da revista Ave Azul [1899-1900]. 

Segundo Humberto Liz, citando o dr. Maximiano Aragão [1853-1929], amigo e correlegionário do marido, era filha de Joaquim António Pinheiro, empregado dos correios, e de Antónia da Conceição Paes de Figueiredo, de Mosteiro de Silgueiros, Beatriz da Conceição Paes Pinheiro nasceu em Viseu em 1871 [e não em 1872 como aparece referenciado em vários sítios, obras e estudos]. 

Fez a estreia literária na revista académica A Mocidade, quando ainda era aluna do liceu. 

Com o marido, Carlos de Lemos [1867-1954], poeta e professor do Liceu de Viseu que, em 1909, foi Presidente da Comissão Municipal Republicana, sendo então perseguido pelo seu posicionamento político, dirigiu a revista literária Ave Azul [1899-1900]. 

Aí assinou textos dedicados à emancipação feminina e, considerando que o feminismo pretendia “pôr a mulher em condições de viver dignamente na sociedade, por meio do seu trabalho, sem precisar dum homem que a mantenha” [15/11/1899, p. 500], incitou as mulheres à luta, para “que reivindiquem os seus direitos, que façam por conquistar a igualdade civil e política, que sejam nos bancos das Escolas as dignas rivais dos mais inteligentes e dos mais estudiosos” [15/08/1899, p. 324]. 

Nos seus escritos, revelou-se defensora da independência económica das mulheres e considerava que ela só era possível de alcançar com uma educação diferente para o sexo feminino.

Colaborou nos periódicos:
  • A Beira, Nova Aurora [1900-1901];
  • Almanaque das Senhoras [1901, 1916, 1924];
  • A Crónica [1900-1906];
  • Alma Feminina ]1907-1908]; 
  • O Garcia de Resende [1908-1909]. 

Tornou-se, em 1899, correspondente local da Liga Portuguesa da Paz, a convite de Alice Pestana que a dirigia. Tornou-se, assim, uma das primeiras correspondentes locais daquela agremiação pacifista, onde se destacavam aquela pedagoga e Magalhães Lima.

Propagandista republicana aderiu à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas quando esta agremiação surgiu no final da primeira década do século XX orientada pela amiga Ana de Castro Osório.

Empenhou-se na campanha a favor da aprovação da lei do divórcio e reivindicou o ensino e a enfermagem laicas, servindo-se da imprensa para difundir o seu ideal. 

Diplomada em Ciências e Letras, terá começado a leccionar em 1900. Poucos anos volvidos sobre a implantação da República passou a residir em Lisboa, onde era professora provisória do Liceu Maria Pia e leccionava Francês, Geografia e História. 

Em 1913, foi escolhida, juntamente com Ana Augusta de Castilho, Ana de Castro Osório, Luthgarda de Caires, Joana de Almeida Nogueira e Maria Veleda, para fazer parte da comissão que deveria representar as feministas portuguesas no sétimo Congresso da International Women Suffrage Alliance, a realizar em Budapeste. 

Em 8 de Junho de 1916, proferiu no Liceu Maria Pia a conferência “A Mulher Portuguesa e a Guerra Europeia”, editada pela Associação de Propaganda Feminista. 
Segundo Henrique Perdigão, “deve-se-lhe a criação da Escola Liberal João de Deus, para raparigas pobres, fundada como protesto à educação congreganista por ocasião do célebre ‘caso Calmon’”, inaugurada a 10 de Novembro de 1901. Beatriz Pinheiro presidiu à sessão inaugural e discursou, juntamente com José Augusto Pereira, Carlos de Lemos, Maximiano Aragão e Ricardo (Paes) Gomes, tendo O Distrito de Viseu de 12 de Novembro de 1901 disso dado conta.

Como refere o Almanaque Republicano, blogue de Artur B. Mendonça e José M. Martins, pertenceu ao Instituto Liberal de Instrução e Recreio, fundado em 1904 e que, no ano seguinte, estaria na origem do Centro Republicano de Viseu, inaugurado a 30 de Janeiro por Bernardino Machado. 

Beatriz Pinheiro faleceu em Lisboa a 14 de Outubro de 1922.

Foi, juntamente com Carlos de Lemos, uma importantíssima propagandista republicana em Viseu antes da implantação do novo regime em Outubro de 1910.

A História da República, editada aquando do quinquagésimo aniversário da revolução republicana, inseriu a sua fotografia no grupo das mulheres republicanas.

[João Esteves]

sábado, 4 de janeiro de 2014

[0440.] BEATRIZ PINHEIRO [I]

Beatriz Paes Pinheiro de Lemos
[1872-14/10/1922]



- Escritora e professora.

- Filha de Francisco Pinheiro e de Antónia Paes de Figueiredo,  nasceu em Viseu, em 1872. 

- Pertenceu à geração das republicanas e feministas portuguesas mais relevantes do princípio do século XX. 

- Fez a estreia literária na revista académica A Mocidade, quando ainda era aluna do liceu. 

- Com o marido, Carlos de Lemos, poeta e professor do Liceu de Viseu que, em 1909, foi Presidente da Comissão Municipal Republicana, sendo então perseguido pelo seu posicionamento político, dirigiu a revista literária Ave Azul (1899-1900). 

- Aí assinou textos dedicados à emancipação feminina e, considerando que o feminismo pretendia “pôr a mulher em condições de viver dignamente na sociedade, por meio do seu trabalho, sem precisar dum homem que a mantenha” [15/11/1899, p. 500], incitou as mulheres à luta, para “que reivindiquem os seus direitos, que façam por conquistar a igualdade civil e política, que sejam nos bancos das Escolas as dignas rivais dos mais inteligentes e dos mais estudiosos” [15/8/1899, p. 324]. 

- Nos seus escritos, revelou-se defensora da independência económica das mulheres e considerava que ela só era possível de alcançar com uma educação diferente para o sexo feminino.
- Colaborou nos periódicos A Beira, Nova Aurora (1900-1901), Almanaque das Senhoras* (1901, 1916, 1924), A Crónica (1900-1906), Alma Feminina (1907-1908), e O Garcia de Resende (1908-1909). 

- Correspondente local da Liga Portuguesa da Paz, dirigida por Alice Pestana, nunca deixou de caucionar a propaganda republicana e aderiu à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.

- Empenhou-se na campanha a favor da aprovação da lei do divórcio e reivindicou o ensino e a enfermagem laicas, servindo-se da imprensa para difundir o seu ideal. 

- Diplomada em Ciências e Letras, terá começado a leccionar em 1900. Poucos anos volvidos sobre a implantação da República passou a residir em Lisboa, onde era professora provisória do Liceu Maria Pia e leccionava Francês, Geografia e História. 

- Foi escolhida, juntamente com Ana Augusta de Castilho, Ana de Castro Osório, Luthgarda de Caires, Joana de Almeida Nogueira e Maria Veleda, para fazer parte da comissão que deveria representar as feministas portuguesas no sétimo Congresso da International Women Suffrage Alliance, a realizar em Budapeste. 

- Em 8 de Junho de 1916, proferiu no Liceu Maria Pia a conferência “A Mulher Portuguesa e a Guerra Europeia”, editada pela Associação de Propaganda Feminista. 



- Segundo Henrique Perdigão, “deve-se-lhe a criação da Escola Liberal João de Deus, para raparigas pobres, fundada como protesto à educação congreganista por ocasião do célebre ‘caso Calmon’”, e pertenceu ao Instituto de Coimbra. 

- Faleceu em Lisboa, em 14 de Outubro de 1922.

 [João Esteves,
v. Dicionário no Feminino (séculos XIX-XX), Lisboa, Livros Horizonte, 2005]

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

[0212.] SARA BEIRÃO [I] || 1880 - 1974

* SARA BEIRÃO *
[30/07/1880 - 21/05/1974]

[Sara Beirão || 1928 || Pormenor de uma fotografia do II Congresso Feminista]

Filha do médico Francisco de Vasconcelos de Carvalho Beirão, a jornalista e escritora Sara de Vasconcelos Carvalho Beirão nasceu em Tábua em 30 de Julho de 1880.

Para além da notoriedade enquanto autora foi, desde a Monarquia, propagandista republicana e militou na Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.

A sua estreia no jornalismo deu-se no periódico Tabuense fundado pelo pai, servindo-se do pseudónimo Álvaro de Vasconcelos. Passou por Coimbra, onde colaborou no jornal Humanidade e, quando se fixou em Lisboa, manteve colaboração diversificada na imprensa: Boletim da Câmara Municipal de Lisboa, O Comércio do Porto, Diário de Coimbra, Diário de Lisboa, Diário de Notícias, Eva, Figueirense, Ilustração, Jornal da Mulher, Jornal de Notícias, Modas e Bordados, Portugal Feminino, O Primeiro de Janeiro, O Século, O Século Ilustrado, Serões, Vértice.

Assinou textos em jornais brasileiros - Diário Português e Vida Carioca - e proferiu conferências sobre temas educativos e femininos.

[O Mundo || Maio de 1909]

Embora menos conhecida, a intervenção política é igualmente significativa. Em 2 de Maio de 1909, secretariou, juntamente com Teresa Henriques Gomes, o primeiro comício republicano realizado em Tábua, a que se seguiu a inauguração do Centro Republicano Tabuense, presidido pelo pai, o que mereceu destaque no jornal O Mundo, que inseriu a fotografia de Sara Beirão.

Nesse mesmo mês de Maio, dinamizou a constituição do núcleo de Tábua da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, tornou-se sua Presidente em reunião por si convocada (23/05/1909) e, segundo confidenciou Beatriz Pinheiro de Lemos a Ana de Castro Osório, era “uma fervorosa propagandista”.

Nessa qualidade, subscreveu a saudação ao novo Directório do Partido Republicano Português (1909) e assinou, entre 1912 e 1914, textos no jornal A Madrugada, onde apelava à solidariedade entre as mulheres.

Depois de um interregno, prosseguiu a militância feminista no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.

Assumiu, a partir de 1925, grande protagonismo mediante o desempenho de cargos dirigentes: Vogal (1925, 1927, 1928), Vice-Presidente (1931-1934, 1943-1945), Presidente (1936-1941) e Presidente-Honorária (1942) da Direcção; Presidente da Assembleia Geral (1929, 1930); e Presidente da Secção de Sufrágio (1926). Também integrou as Secções da Paz (1931), do Sufrágio (1932-1934) e da Imprensa (1933, 1934).


No Segundo Congresso Feminista e de Educação, realizado em 1928, apresentou a tese “A mulher portuguesa no comércio” e, na assembleia geral de 30 de Dezembro de 1928, foi indigitada para integrar a comissão responsável por organizar um plano de conferências feministas. Era então cronista de O Primeiro de Janeiro, onde manteve durante anos a secção “Confessionário Feminino”.

Durante a década de 30, e até à viragem protagonizada por Maria Lamas, em 1945, tornou-se no rosto mais visível do CNMP. Com a partida de Adelaide Cabete para Angola, passou a desempenhar as funções de Presidente em Exercício e, em 1936, surgiu como Presidente.

Na qualidade de dirigente, angariou dezenas de sócias, muitas delas escritoras (Maria Amélia Teixeira) e artistas e, entre 1934 e Maio de 1946, assumiu as funções de Directora e Editora da revista Alma Feminina, onde escreveu regularmente. Muitos dos textos eram dedicados a feministas portuguesas (Adelaide Cabete, Ana de Castro Osório, Elina Guimarães) e estrangeiras (Avril de Sainte-Croix, Jane Addams, Luise Ey, Marquesa de Aberdeen, Simone Beauvoir).

Discursou, em nome do Conselho, na homenagem à escritora brasileira Iveta Ribeiro (1931) e na sessão comemorativa da Paz, realizada no Grémio Beirão (15/06/1932); foi a autora do folheto de propaganda a favor da Paz (1934); participou na recepção promovida a Adelaide Cabete quando do seu regresso de África; presidiu à sessão evocativa do 67.º aniversário desta médica, organizada na Universidade Popular Portuguesa; pertenceu à Comissão que entregou na Assembleia Nacional um requerimento pedindo que as competências da Tutoria da Infância sobre as raparigas fosse alargada dos 16 para os 21 anos, de forma a impedir o registo de toleradas antes desta idade, como estava sucedendo (10/02/1940); realizou, a convite do núcleo numeroso de sócias do Concelho de Vila da Feira, a conferência “A Mulher na civilização de hoje” (1940); fez parte do grupo encarregado de recolher os donativos a favor da Cruz Vermelha Inglesa (1940); e integrou a delegação que visitou o Jardim-Escola João de Deus, com a finalidade de se estudar o sistema de ensino adoptado naquele estabelecimento (24/03/1941).

Esteve representada na importante “Exposição de Livros Escritos por Mulheres” organizada pela agremiação em 1947, na Sociedade Nacional de Belas Artes, até porque nunca abandonou a actividade de escritora.

Em 1961, fundou em Tábua, com António Costa Carvalho, seu marido, a Casa de Repouso e Assistência para Artistas e Intelectuais.

Morou em Lisboa, na Av. Duque de Ávila, 94, 3.º, e faleceu em Tábua, em 21 de Maio de 1974, com quase noventa anos.

[v. JE, "Sara Vasconcelos de Carvalho Beirão", Dicionário no Feminino (Séculos XIX-XX), Livros Horizonte, 2005, pp. 846-848]

Em 2012, FÁTIMA PAIS publicou um texto biográfico de Sara Beirão na revista Arganilia, III série, Nº 25.



[João Esteves]