[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
Mostrar mensagens com a etiqueta Fundação Mário Soares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fundação Mário Soares. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

[2441.] TARRAFAL DE S. NICOLAU - CABO VERDE [II] || 1931-1932 / 2020

 * TARRAFAL DE S. NICOLAU || CABO VERDE *

[1931-1932 || Campo de Concentração de Presos Políticos do Tarrafal de S. Nicolau || Documento disponibilizado por José J. Cabral]

Planta propositadamente invertida para melhor se perceber a localização das casernas utilizadas no Campo de Concentração
[Tarrafal de S. Nicolau || 1931-1932 || Planta do Campo de Concentração dos Presos Políticos do Tarrafal, São Nicolau || (s.d.), "Deportação - Planta do Tarrafal", Fundação Mário Soares / João do Carmo Miranda de Oliveira, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_78928 (2020-12-5)]

[17/12/2020 || Tarrafal de S. Nicolau || Fotografia actual disponibilizada por Cess--]

Nesta fotografia é ainda possível ver algumas das marcações das casernas utilizadas no Campo de Concentração do Tarrafal de S. Nicolau. 

Como assinala José J. Cabral, as fundações das demais casernas estão soterradas, mas encontram-se lá.

[João Esteves]

quarta-feira, 21 de março de 2018

[1773.] FRANCISCO SILVÉRIO MATEUS [I]

* FRANCISCO SILVÉRIO MATEUS || PARTICIPAÇÃO NO 18 DE JANEIRO DE 1934 || DEPORTADO PARA ANGRA DO HEROÍSMO (1934 - 1936) E, DEPOIS, PARA O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO TARRAFAL (1936 - 1949) *

Militante comunista desde o início da década de 1930, Francisco Silvério Mateus teve intervenção directa nos acontecimentos de 18 de Janeiro de 1934, em Lisboa. Preso e condenado a 12 anos, só saiu em liberdade condicional após mais de quinze anos e meio de cativeiro, treze deles no Tarrafal.

Como muitos outros nomes, desconhece-se o seu percurso político para além do que consta dos registos policiais, os quais devem sempre ser analisados com as devidas precauções e interrogações.

[Francisco Silvério Mateus || 1934 || ANTT || RGP/70]

Filho de Maria da Conceição e de Silvério Mateus, Francisco Silvério Mateus nasceu em 27 de Janeiro de 1903, em Vila Franca de Xira.

Pedreiro, com residência em Lisboa, na Vila Ferreira - Calhariz, terá aderido no início da década de 30 ao Partido Comunista por intermédio de Agostinho dos Reis, nome que, no entanto, nunca foi detido nem consta de outra documentação.

Por indicação de Agostinho dos Reis, organizou uma Célula na zona de Benfica, de que seria o Secretário, composta por Joaquim Bacalhau [?] e Mário de Almeida Pinto [RGP/282]. 

Decorridos cerca de dois anos, talvez em 1933, terão entrado para aquela Célula Américo da Silva [RGP/540], Américo Fernandes [RGP/34] e José Ramalho [RGP/329]. 

Segundo o seu Cadastro Político [ANTT, Cadastro 5193], Francisco Silvério procedeu, por indicação de Agostinho dos Reis, à organização do Comité de Zona Nº 3 do Partido Comunista, integrando-o os nomes acima referenciados.

Além de controlar a Célula Nº 3, composta por Carlos José Esteves [RGP/314] e Joaquim Bacalhau, Francisco Silvério Mateus assegurava a ligação daquele Comité de Zona ao Comité Regional de Lisboa do Partido Comunista.

[Francisco Silvério Mateus || 1934 || ANTT || RGP/70]

No âmbito das actividades do Comité de Zona Nº 3, por indicação de Agostinho dos Reis, Francisco Silvério Mateus interveio nos preparativos da Greve Geral de 18 de Janeiro de 1934, juntamente com Américo Fernandes e Joaquim Bacalhau, cabendo-lhes actuar junto às portas das fábricas de Benfica e inutilizar a rede eléctrica, entre outras acções locais. 

No dia 18, reuniu-se com Américo Fernandes, Joaquim Bacalhau, José Pires, José Ramalho e Renato Duarte Simões [RGP/5660], entre outros, de forma a executarem um atentado contra a locomotiva de comboio que, à meia-noite, costumava passar pela Estação de Benfica. No entanto, só Francisco Silvério Mateus e Américo Fernandes estiveram envolvidos no lançamento de duas bombas [Processo 1075/SPS].

Preso em 24 de Fevereiro de 1934 e julgado em 14 de Agosto, foi condenado a doze anos de degredo, com prisão, multa de vinte mil escudos, ficando à disposição do Governo [Processos 153/934 e 162/934, do Tribunal Militar Especial].

Apesar do recurso interposto, o mesmo Tribunal, reunido em 1 de Setembro, manteve a sentença. 

Francisco Silvério Marques embarcou para Angra do Heroísmo em 23 de Setembro de  1934 e dois anos depois, em 23 de Outubro de 1936, integrou a primeira leva de presos políticos enviados para o Campo de Concentração do Tarrafal. 

[Presos no Tarrafal - Década de 40 || Francisco Silvério Mateus está na 3.ª Fila, com casaco e gravata Fotografia retirada de Antifascistas da Resistência

Em 1945, subscreveu a exposição dirigida por presos políticos no Tarrafal à Comissão Executiva do Movimento de Unidade Democrática (MUD), onde se saúda e apoia as resoluções tomadas na sessão de Outubro de 1945. Subscreveram-na ainda, António Batista, António Gato Pinto, António Franco Trindade, António Gonçalves Coimbra, Armindo Guimarães, Constantino, Eurico Martines Pires, Jaime Tiago, João Maria, Joaquim Pedro e Tomás Marreiros [Casa Comum/Fundação Mário Soares]. 

Posto à disposição do Ministério da Justiça em 31 de Dezembro de 1945, o Tribunal de Execução das Penas só lhe concedeu a liberdade condicional em finais de 1949, com as seguintes condições: "fixação de residência na Colónia de Cabo Verde, sem prejuízo da vinda à Metrópole, mediante autorização"; "não frequentar meios ou locais, especialmente procurados por indivíduos suspeitos"; "não acompanhar com pessoas de má conduta, designadamente antigos companheiros, que tenham estado ligados a quaisquer actividades subversivas"; e "aceitar a protecção e indicações de uma instituição de Patronato ou de pessoa encarregada de a exercer".

[Francisco Silvério Mateus || 1934 || ANTT || RGP/70]

Saiu em liberdade condicional, por três anos, em 23 de Dezembro de 1949, ao fim de quase dezasseis anos de prisão e depois ter ter já cumprido a pena a que fora condenado.

Regressou em 13 de Fevereiro de 1950 e só obteve a liberdade definitiva em 13 de Dezembro de 1952, passando a residir na Travessa da Pereira, 11, 3.º dto - Lisboa.

Fontes: 
ANTT, Cadastro Político 5193 [PT-TT-PIDE-E-001-CX09_m0715, m0715a, m0715b, m0715c].
ANTT, Registo Geral de Presos / 70 [Francisco Silvério Mateus / PT-TT-PIDE-E-10-1-70_c0154].
ANTT, Fotografia de Francisco Silvério Mateus / 2419 / ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-4-NT-8904_m0006].


[João Esteves]

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

[1714.] ALFREDO JOSÉ DA COSTA [I]

* ALFREDO JOSÉ DA COSTA || DEPORTADO PARA ANGRA DO HEROÍSMO || 1933 *

Filho de Maria da Costa e de Eduardo Costa, Alfredo José da Costa por volta de 1890, no Barreiro.

Empregado no comércio e preso aos 43 anos, integrou, em 19 de Novembro de 1933, a leva de 143 presos políticos que embarcou no vapor Quanza, fundeado a cerca de 500 metros da praia sul de Peniche, com destino à Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, onde chegou a 22.

Por ter terminado a pena imposta pelo Tribunal Militar Especial, regressou dos Açores em 8 de Outubro de 1934.

A Biografia Prisional não contém fotografia. 

Alfredo José da Costa consta de uma fotografia de grupo tirada na Fortaleza de Angra do Heroísmo, juntamente com: 1 – Raul Jorge Weelhouse; 2 – José Praça; 3 – António Marques; 4 – António João da Silva; 5 – João Lopes Soares; 6 – José Matos Machado; 7 – Bernardino Dias; 8 – Joaquim de Oliveira Guerreiro; 9 – Jaime António Palma Mira; 10 – António Seca; 11 – Alfredo José da Costa; 12 – João Perdigão; 13 – Augusto Monteiro [Espólio de João Lopes Soares / Fundação Mário Soares].

Fonte: ANTT, RGP/8.

[ANTT || RGP/8]

[João Esteves]

sábado, 27 de janeiro de 2018

[1710.] ANTÓNIO FRANCO TRINDADE [I] || DEPORTADO PARA ANGRA DO HEROÍSMO E TARRAFAL

* ANTÓNIO FRANCO TRINDADE || DEPORTADO PARA ANGRA DO HEROÍSMO E PARA O TARRAFAL || 18 ANOS CONSECUTIVOS DE PRISÃO *

Militante do Partido Comunista no início de década de 1930, António Franco Trindade foi um dos resistentes à Ditadura Militar e ao Estado Novo que mais anos esteve preso: de 24 de Abril de 1932 a 30 de Maio de 1950.

[António Franco Trindade || ANTT || RGP/4 || PT-TT-PIDE-E-010-1-4]

Filho de Maria de Jesus Costa da Trindade e de Prudêncio Franco da Trindade, António Franco da Trindade era natural da Ericeira, concelho de Mafra, onde nasceu em 1906.

Litógrafo da Casa da Moeda, com residência na Avenida Almirante Reis, 35 - R/C, integrou o Comité de Zona N.º 1 do Partido Comunista. Filiado nº 132 da Célula 19, foi seu Secretário, tendo ainda a cargo o controlo da Célula 18.

Esteve envolvido nos preparativos da jornada de luta preparada para o dia 29 de Fevereiro de 1932 e que implicava o recurso a bombas, a qual acabou por não se realizar devido à prisão dalguns dos implicados.

De seguida, com Álvaro Augusto Ferreira e Manuel Francisco da Silva ("O Manuel Pedreiro" que faleceu em 24 de Agosto de 1941, quando detido na Fortaleza de Angra do Heroísmo), fez parte do núcleo responsável pela preparação de acções durante o 1.º de Maio, com recurso ao uso das bombas não utilizadas anteriormente. Jaime Tiago e Manuel Alpedrinha também acompanharam os preparativos. 

[António Franco Trindade || ANTT || RGP/4 || PT-TT-PIDE-E-010-1-4]

No dia 24 de Abril de 1932, quando o grupo experimentava o material na Serra de Monsanto e se treinava sob a instrução de Manuel Francisco da Silva, a PSP e a Polícia Especial do Ministério do Interior intervieram e prenderam alguns dos presentes, entre eles António Franco Trindade, Abel Augusto Gomes de Abreu (gráfico da Casa da Moeda), Álvaro Augusto Ferreira, Carlos Luís Correia Matoso (estudante de Agronomia), Eduardo Valente Neto (marítimo), João Lopes Dinis (canteiro, faleceu no Tarrafal em 12/12/1941), Manuel Francisco da Silva (pedreiro) e Silvino Fernandes Costa (ajudante de farmácia). Outros, conseguiram fugir.

Do Cadastro Político de António Franco da Trindade, consultado na Torre do Tombo, consta que ele "é elemento duma actividade extraordinária e perigosíssimo pela acção revolucionária desenvolvida, sendo de notar que, como funcionário do Estado, não hesitou em sacrificar o seu lugar aos manejos revolucionários em que se envolveu" [Cadastro 5992].

Fez parte da leva de 143 presos políticos que, em 19 de Novembro de 1933, embarcou no vapor Quanza, fundeado a cerca de 500 metros da praia sul de Peniche, com destino à Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, onde chegou a 22.

Julgado, em 24 de Agosto de 1934, pela Secção dos Açores do Tribunal Militar Especial, foi condenado, tal como muitos dos seus camaradas, a 14 anos de degredo e à multa de vinte mil escudos.


[António Franco Trindade || ANTT || RGP/4 || PT-TT-PIDE-E-010-1-4]
Embora tenha interposto recurso, a sentença foi confirmada em 30 de Agosto e, em 23 de Outubro de 1936, integrou a primeira leva de presos políticos que seguiu para o Campo de Concentração do Tarrafal.

Aí, integrou a Organização Comunista Prisional do Tarrafal (OCPT) e, na sequência de divergências no seu seio, formou, com Álvaro Duque da Fonseca, Boaventura Gonçalves, Fernando Macedo, Fernando Quirino, Jaime Tiago, José de Sousa, Leonilde Felizardo e Virgílio de Sousa o Grupo dos Comunistas Afastados, sendo todos expulsos do Partido Comunista em 1943 [José Pacheco Pereira, Álvaro Cunhal - Uma Biografia Política, Vol. I, 1999]. 

Em 1945, subscreveu a exposição dirigida por presos políticos no Tarrafal à Comissão Executiva do Movimento de Unidade Democrática (MUD), onde se saúda e apoia as resoluções tomadas na sessão de Outubro de 1945. Subscreveram-na ainda, António BatistaAntónio Gato Pinto, António Gonçalves CoimbraArmindo Guimarães, Constantino, Eurico Martins Pires, Francisco Silvério Mateus, Jaime Tiago, João Maria, Joaquim PedroTomás Marreiros [Casa Comum/Fundação Mário Soares]. 

António Franco Trindade só foi libertado (liberdade condicional) do Tarrafal em 30 de Maio de 1950. A liberdade definitiva só se deu em 2 de Junho de 1953, passando a residir na Rua António Pedro, 54, 1.º - Lisboa.

Dos 18 anos que esteve preso, três foram passados na Fortaleza de São João Baptista, Açores, e catorze no Tarrafal, Cabo Verde.

Fontes: ANTT, Cadastro Político 5992; RGP/4.

[João Esteves]
[Revisto em 25/11/2021]

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

[1707.] ALFREDO CALDEIRA [I] || MORTO NO TARRAFAL AOS 30 ANOS DE IDADE

* ALFREDO CALDEIRA (1908 - 1938) || MORTO NO TARRAFAL *

Alfredo Caldeira, importante dirigente do Partido Comunista na década de 30, foi um dos 32 presos políticos que perderam a vida no Campo de Concentração do Tarrafal.

Passou pelas principais prisões fascistas, esteve deportado em Angra do Heroísmo e quando integrou a primeira leva de presos enviada para a Ilha de Santiago já tinha cumprido a pena a que fora condenado. 

Morreu de uma biliosa, por falta de assistência médica, ao fim de vários dias de sofrimento. Tinha 30 anos de idade.

[Alfredo Caldeira || ANTT || RGP 1]

Filho de Sara de Castro e de Paulo Caldeira, Alfredo Caldeira nasceu em Lisboa, em 11 de Julho de 1908. 

Alfredo Caldeira cedo conheceu a repressão da Ditadura Militar através da detenção do seu pai no Forte de S. Julião da Barra, e do irmão, Heliodoro Caldeira, um ano mais novo, preso e deportado na transição da década de 20 para a de 30. 

Pintor decorador, tornou-se militante do Partido Comunista em 1931, na sequência da reorganização encetada por Bento Gonçalves em 1929 e cedo se destacou, ascendendo aos mais importantes cargos: em 1932, integrava já a direcção do Comité Regional de Lisboa, o Comité Central e o seu Secretariado, tendo responsabilidades na Organização Revolucionária da Armada (ORA) [Avante! N.º 1829, de 18/12/2008]. 

Em 1933, no seu último ano em liberdade, a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado já tinha detectado a sua relevância política e partidária, conhecendo ser "membro responsável da Comissão Central da Organização do Partido Comunista Português, onde usa o pseudónimo de «Areias»" [ANTT, Cadastro Político 5276].

Em 27 ou 28 de Outubro foi detido em Faro, na sequência de uma deslocação ao Sul para organizar os Grupos de Defesa Sindical e reorganizar  o Partido e as Juventudes Comunistas junto do operariado.

Levado para a Penitenciária de Lisboa, foi transferido para Peniche e daí embarcou, em 19 ou 20 de Novembro, para a Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo. 

Nos Açores, o Tribunal Militar Especial, reunido em 20 de Agosto de 1934, condenou-o a 690 dias (23 meses) de prisão e à perda de direitos políticos por cinco anos, a contar dessa data.

[ANTT || RGP 1]

Nos Açores, participou "na luta dos presos contra as péssimas condições prisionais da Fortaleza" [Avante!], de onde regressou em 8 de Dezembro de 1935 e transferido para a 1.ª Esquadra da PSP a fim de ser libertado por ter terminado a pena imposta pelo TME.

No entanto, libertado em 10 de Dezembro, foi imediatamente preso pela Secção Política e Social da PVDE, "como medida preventiva" [ANTT, Cadastro 5276], e transferido, em 7 de Janeiro de 1936, para a Fortaleza Militar de Peniche.

Dois dias depois, por Ofício confidencial, o Comando Militar Especial de Peniche sugeriu que Alfredo Caldeira fosse "transferido daquela Fortaleza e, até, se possível for, para fora do Continente" [Cadastro].

Levado para o Aljube em 21 de Abril, integrou, em Outubro de 1936, o grupo de 152 presos que,  a bordo do navio Luanda, seguiu para inaugurar o Campo de Concentração do Tarrafal. 

Integrou, em 1937 e 1938, o Secretariado da Organização Comunista Prisional do Tarrafal [Avante!].

Em 17 de Novembro de 1938, contraiu a segunda biliosa, e faleceu em 1 de Dezembro, estando inscrito no Diário de um dos presos a seguinte passagem: "Morreu Alfredo Caldeira. Após longos dias de sofrimento finou-se hoje, mantendo até bem pouco antes da sua morte uma extraordinária lucidez de espírito e uma coragem moral invulgar. Mais uma vítima deste regime desumano de prisão. É a 10.ª morte" [Dossier Tarrafal, Edições Avante!, 2006, p. 158].

[Campa de Alfredo Caldeira || Fotografia tirada aquando da visita ao Tarrafal de Luís e Herculana de Carvalho (1949?) || Fundação Mário Soares]


Membro do Comité Central do Partido Comunista, quando Alfredo Caldeira faleceu já terminara, há quase três anos, a pena a que fora condenado. 

O irmão, o advogado Heliodoro Caldeira (15/12/1909 - 17/11/1966), que também conheceu a prisão e a deportação, soube do desenlace quando estava a cumprir, mais uma vez, pena em Peniche.

Fontes: ANTT, Cadastro Político 5276 e RGP 1Avante! N.º 1829, 18/12/2008.

[João Esteves]

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

[0429.] HERCULANA DE CARVALHO [II] ||

* HERCULANA DE CARVALHO *

Flores na campa de Alfredo Caldeira

[Campa de Alfredo Caldeira no Tarrafal || Fotografia tirada aquando da visita ao Tarrafal de Luís e Herculana de Carvalho (1949?) || Fundação Mário Soares]

[Fundação Mário Soares - Documentos Alfredo Caldeira]