[Cipriano Dourado]

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[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
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segunda-feira, 1 de novembro de 2021

[2605.] FERNANDO MATA [I] || PRESO EM 1928, 1930 E 1937. DEPORTADO PARA ANGRA. FALECEU NA PRISÃO EM 1950

 * FERNANDO MATA *

[09/06/1885 - 30/07/1950]

Preso em 1928, 1930 e 1937, Fernando Mata passou mais de treze anos nas prisões do fascismo, cinco dos quais na Fortaleza de S. João Baptista, em Angra de Heroísmo, de onde regressou doente. Faleceu no Hospital de S. José em 30 de Julho de 1950, quando tinha 65 anos.

[Fernando Mata || F. 19/11/1928 || ANTT || -ca-PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Filho de Rita Maria de Jesus e de Francisco Fernandes Mata, Fernando Mata nasceu em Molelos - concelho de Tondela, em 9 de Junho de 1885.

Ex-guarda das Cadeias Civis, conhecido por "O Malhado", era vigiado desde, pelo menos, Setembro de 1928, por conspirar "activamente contra a Situação" e ser "chefe de um grupo civil revolucionário", sendo preso em 17 de Novembro, "acusado de cumplicidade no atentado praticado contra o Director das Cadeias Civis" e ter "reuniões conspiratórias na Cadeia do Aljube". Referido como tendo participado "no movimento de 19 de Outubro", foi libertado em 05 de Março de 1929 (v. Processo 4101). 

Preso em 2 de Dezembro de 1930, "por andar envolvido em manejos revolucionários", cumpriu 90 dias no aljube, de onde saiu em 3 de Março de 1931 (v. Processo 4717). Residia, então, na Rua dos Mouros, n.º 3. 

Já identificado como trabalhador e a viver no Penedo da Ajuda - Cordoaria, foi preso pela terceira, e derradeira vez, em 20 de Agosto de 1937, "para averiguações".

Permaneceu na 1.ª Esquadra (07/09/1937, 10/01/1938) e em Caxias, para onde fora transferido em 23 de Outubro. 

Julgado pelo Tribunal Militar Especial em 15 de Janeiro de 1938, foi condenado a 10 anos de degredo com prisão e uma multa de vinte mil escudos, ficando, depois, à disposição do Governo (Processo 1210/37). 

Passou, então, pelo Aljube (17/01/1938), Peniche (19/01/1938) e 1.ª Esquadra, antes de ser enviado, em 23 de Maio de 1938, para a Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, de onde regressou em 23 de Julho de 1943 e levado para Peniche.

Transferido para a Penitenciária de Lisboa em 19/07/1945, "para hospitalização", ficou à disposição do Ministério da Justiça a partir de 31 de Dezembro de 1945. 

Faleceu no Hospital de S. José em 30 de Julho de 1950, segundo ofício da Cadeia do Forte de Peniche de 07 de Agosto. 

Tinha completado 65 anos, dos quais treze anos e meio em prisões do fascismo.

[João Esteves]

[2604.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [LXXXVII] || 1926 - 1933

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || LXXXVII *

00688. Ezequiel Pereira da Costa [1929]

[Ezequiel Pereira da Costa || F. 04/04/1929 || ANTT || -ca-PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Lisboa, 1884, reformado do Arsenal do Exército. Viúvo. Filiação: Adelaide Augusta e José Firmino. Com residência na Calçada da Graça n.º 17, foi preso em 02/04/1929, "por fazer parte de um grupo civil revolucionário" (Processo 4287); libertado em 28/05/1929.]

00689. Fernando Mata [1928, 1930, 1937] 

[Fernando Mata || F. 19/11/1928 || ANTT || -ca-PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

["O Malhado". Molelos - concelho de Tondela, 09/06/1885, ex-guarda das Cadeias Civis/trabalhador. Solteiro. Filiação: Rita Maria de Jesus e Francisco Fernandes Mata. Vigiado desde, pelo menos, Setembro de 1928, por conspirar "activamente contra a Situação" e ser "chefe de um grupo civil revolucionário", foi preso em 17/11/1928, "acusado de cumplicidade no atentado praticado contra o Director das Cadeias Civis" e ter "reuniões conspiratórias na Cadeia do Aljube". Referido como tendo tomado parte "no movimento de 19 de Outubro", foi libertado em 05/03/1929 (v. Processo 4101). Preso em 02/12/1930, "por andar envolvido em manejos revolucionários"; libertado em 03/03/1931, depois de ter cumprido 90 dias de prisão no Aljube (v. Processo 4717). Residia, então, na Rua dos Mouros, n.º 3. Já identificado como trabalhador e a viver no Penedo da Ajuda - Cordoaria, foi novamente preso em 20/08/1937, "para averiguações", tendo permanecido na 1.ª Esquadra (07/09/1937, 10/01/1938) e em Caxias, para onde fora transferido em 23/10/1937. Julgado pelo Tribunal Militar Especial em 15/01/1938, foi condenado a 10 anos de degredo com prisão e uma multa de vinte mil escudos, ficando, depois, à disposição do Governo (Processo 1210/37). Passou, então, pelo Aljube (17/01/1938), Peniche (19/01/1938) e 1.ª Esquadra, antes de ser enviado, em 23/05/1938, para a Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, de onde regressou em 23/07/1943 e levado para Peniche. Transferido para a Penitenciária de Lisboa em 19/07/1945, "para hospitalização", ficando à disposição do Ministério da Justiça a partir de 31/12/1945. Faleceu no Hospital de S. José em 30/07/1950, segundo ofício da Cadeia do Forte de Peniche de 07/08/1950. Tinha completado 65 anos, dos quais treze anos e meio em prisões do fascismo.]

00690. Celestino da Silva Rosa [1927, 1928]

[Celestino da Silva Rosa || F. 30/07/1928 || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-1-NT-8902 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Santarém, c. 1901, fogueiro. Casado. Filiação: Emília Maria da Silva. Residência: Rua Manuel Soares Guedes, 14. Preso em 04/02/1927, "por ter tomado parte no movimento revolucionário" (Processo 2977); libertado em 06/02/1927. Preso em 28/07/1928, "por ter tomado parte no movimento revolucionário de 20, no Entroncamento", a chamada Revolta do Castelo, e deportado para Moçambique em 21/08/1928 (Processo 3914), embarcando no paquete "Lourenço Marques" no dia seguinte. Em 1931, por ter participado na Revolta das Ilhas, foi-lhe fixada residência em Cabo Verde, na Ilha de S. Nicolau, onde ainda se encontrava em Dezembro de 1932, "por motivos políticos", tendo sido abrangido pela amnistia de 05/12/1932, informação recebida do Ministério do Interior em 28 do mesmo mês. Apresentou-se em 17/01/1933 e ficou a residir em Lisboa, na rua Manuel Soares Guedes.]
[alterado em 25/04/2023]

[João Esteves]