* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || DII *
02529. Adelino Teixeira Pires [1933, 1934]
[Adelino Teixeira Pires || F. Porto, 02/05/1933 || ANTT || RGP/368 || PT-TT-PIDE-E-010-2-368]
[Adelino Teixeira Pires.
Celorico de Basto, 1911. Manipulador de Pão - Padeiro. Filiação: Maria Pires Teixeira, Joaquim Queiroz. Solteiro. Residência: Rua Fernão Magalhães, 200-A / Rua Santo Ildefonso, 430 - Porto / Rua do Pinheiro, 42 - Porto. Preso em 2 de maio de 1933, por pertencer ao Socorro Vermelho Internacional, ser o responsável pela organização de grupos do SVI entre os manipuladores de pão e «fazer distribuição de panfletos de propaganda comunista», mantendo contactos com Álvaro de Magalhães, tipógrafo, Augusto de Sousa, José Pinto Miranda, Manuel Casal Ribeiro e Manuel de Sousa. Libertado em 24 de maio de 1933, voltou a ser preso pelas mesmas razões em 14 de agosto de 1934 e levado para o Aljube do Porto: tinha ligações com Antero Moreira, Artur Andrade, Francisco Soares e Viana Ribeiro. Julgado pelo TME em 6 de abril de 1935, foi condenado a 12 meses de prisão correcional e seguiu, em 20 de abril, para Peniche. Transferido, em 8 de junho de 1935, para a Fortaleza de S. João Batista, em Angra do Heroísmo. Libertado em 23 de dezembro de 1938, por ter sido indultado. Regressou em 6 de janeiro de 1939.]
02530. Adolfo Ernesto Godfroy de Abreu Lima [1927]
[Adolfo Ernesto Godfroy de Abreu Lima.
Lisboa, 25 de maio de 1874. Professor. Filiação: Palmira Olímpia Godfroy de Abreu, Artur Jorge Rubim de Abreu e Lima. Casado. Residência: Rua 9 de Abril, 40 - Queluz. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e exerceu a advocacia entre 1902 e 1910. Dedicou-se, então, à educação e ao ensino, defendendo uma escola única como forma de combater a diferenciação entre a educação profissional, destinada aos mais desfavorecidos, e a clássica. Para além da sua ligação à Escola Oficina n.º 1, lecionou Liceu Pedro Nunes (1911-1923) e foi diretor Escola Normal de Benfica ente 1918 e 1921. Preso em 29 de outubro de 1927 por pertencer à Associação de Professores, havendo a suspeita de esta ser comunista. Libertado em 2 de dezembro, o processo foi enviado à Direção Geral do Ensino Primário e Normal.]
[João Esteves]

