[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

domingo, 4 de janeiro de 2015

[0892.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XXIV] || 1947 - EXPOSIÇÃO DE LIVROS ESCRITOS POR MULHERES

* HÁ 68 ANOS || 04 DE JANEIRO DE 1947

|| O PRINCÍPIO DA EXTINÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS COM O SUCESSO DA EXPOSIÇÃO DE LIVROS ESCRITOS POR MULHERES DE TODO O MUNDO ||

 



[Diário de Lisboa, 04/01/1947]

sábado, 3 de janeiro de 2015

[0891.] ARMINDA DOS SANTOS SOARES [I] || UMA MULHER NOS PREPARATIVOS DA FUGA DE PENICHE (1960)

* ARMINDA SOARES *


|| UMA MULHER NOS PREPARATIVOS DA FUGA DE PENICHE A 3 DE JANEIRO DE 1960 ||

[Gravura de Margarida Tengarrinha segundo desenho de Álvaro Cunhal]

Filha de Olívia dos Santos Espinho Soares e de Luís António Soares, antifascista que se opôs à ditadura salazarista, combateu na Guerra Civil de Espanha, foi preso e esteve internado num campo de concentração em França aquando da Segunda Guerra Mundial.

Irmã de Pedro dos Santos Soares [13/01/1915-10/05/1975], militante clandestino do Partido Comunista.

Casou, no início da década de 1940, com o advogado escalabitano Humberto Pereira Diniz Lopes [17/10/1919-23/11/1984], jovem militante do Partido Comunista, embora na legalidade, passando o casal a revelar as mesmas opções políticas. 

Segundo Teresa Lopes Moreira, Arminda Soares envolveu-se, em 1944, no projecto do Club Literário Guilherme de Azevedo e do Grupo Pró-Cultura dos Empregados no Comércio para fundar o primeiro jardim-de-infância em Santarém, projecto pioneiro que durou apenas três meses.

A partir de 1946, a militância política fez com que Humberto Lopes fosse várias vezes preso nas cadeias políticas, passando Arminda Soares a visitar quer o marido, quer o irmão Pedro. 

Arminda também conheceu, temporariamente, a prisão durante dois dias, entre 24 e 26 de Dezembro de 1953, quando o marido estava novamente detido e condenado a dois anos e meio, acusado de pertencer ao Movimento Nacional Democrático.

Quando Humberto Lopes e Pedro Soares se encontravam presos no Forte de Peniche e se preparou a fuga de Álvaro Cunhal, do irmão e de outros camaradas em janeiro de 1960, Arminda dos Santos Soares constituía o primeiro sinal para a confirmar, através da visita dominical ao marido, o que não sucedeu pelo facto dos planos terem sido antecipados uma semana. 

Recorrendo novamente às palavras de Teresa Lopes Moreira, inscritas no Correio do Ribatejo de 31 de outubro de 2014, "o divórcio e a morte do irmão e da cunhada [Maria Luísa Costa Dias] num acidente [9 de maio de 1975] tornaram-na mais amarga, mas não quebraram os laços da militância".

Feminae - Dicionário Contemporâneo, editado em 2013 pela CIG, inseriu a biografia possível de Arminda dos Santos Soares, constituindo um primeiro passo para a divulgação e estudo do seu percurso político. Por sua vez, os textos de Teresa Lopes Moreira no Correio do Ribatejo permitem redescobrir o percurso comum do casal.

[0890.] MÁRIO SACRAMENTO [IV]

* MÁRIO SACRAMENTO HOMENAGEADO EM MAIO DE 1974 *

** AVEIRO, 18 DE MAIO DE 1974 **

[Diário de Lisboa, 19 de Maio de 1974]

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

[0889.] MÁRIO SACRAMENTO [III] || JOAQUIM BARRADAS DE CARVALHO [II]

* TEXTO DE JOAQUIM BARRADAS DE CARVALHO PUBLICADO NO EXÍLIO BRASILEIRO EM JUNHO DE 1969 *


[Portugal Democrático, nº 141, Junho de 1969]
[in Joaquim Barradas de Carvalho, O obscurantismo salazarista, Seara Nova, 1974]

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

[0887.] LISBOA [V]






[0886.] ELISA AMADO BACELAR [II]

* ASSOCIAÇÃO FEMININA PORTUGUESA PARA A PAZ *

|| COIMBRA || PORTO ||

* ELISA AMADO BACELAR *

Filha de Augusto Amado e de Maria da Luz Sá Amado, nasceu em Coimbra e faleceu no Porto. 

Irmã de Maria de Lourdes [n. 05/03/1906], de Eva [n. 21/01/1908] e de Abílio Amado [n. 29/12/1912].

Casou com Armando Filipe Cerejeira Pereira Bacelar [25/09/1918-02/09/1998], advogado e militante comunista na década de 40. 

Para além de ter sido impulsionadora do núcleo de Coimbra da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, juntamente com Madalena Coelho Marques de Almeida, também pertenceu à Delegação do Porto, sendo a sócia nº 102, com residência em Vila Nova de Famalicão. 

Em 1942, viveu em Braga, cidade onde o marido estava a prestar um ano de serviço militar como oficial miliciano e em cuja casa, na Rua da Cónega, se realizaram várias reuniões políticas, nomeadamente com o casal Lino Carvalho de Lima [1917-06/01/1999] e Júlia Aguiar Lima. 

Subscreveu, no período a seguir à Guerra, as listas para a constituição do Movimento de Unidade Democrática (MUD).

Em 1949, aquando da prisão de Álvaro Cunhal [1913-2005] e de Militão Bessa Ribeiro [13/08/1896-02/01/1950] no Luso e sua transferência para a sede da PIDE do Porto, foi uma das pessoas que contribuiu para a divulgação da detenção daqueles e evitou que ela passasse despercebida aos familiares e à opinião pública. 

Em junho de 1958 participou, juntamente com Maria das Dores Cabrita e Cecília Areosa Feio, no 4º Congresso da Federação Democrática Internacional de Mulheres realizado em Viena.

Segundo investigação do Dr. Amadeu Gonçalves, assinou, em 1938, diversos textos no periódico O Trabalho, de Viseu. Colaborou na Vértice, revista de arte e cultura fundada em Coimbra em maio de 1942. Traduziu vários livros de história e de filosofia.

As duas irmãs - Maria de Lourdes e Eva - integraram a Delegação de Coimbra da AFPP e Eva e Abílio Amado foram presos pela PIDE em 1962.  

Feminae - Dicionário Contemporâneo [Lisboa, CIG, 2013], inseriu a biografia possível de Elisa Amado.

O livro de Jaime Alberto do Couto Ferreira dedicado a Joaquim Namorado – O herói do “Neo-realismo mágico” contém uma fotografia de grupo onde se pode ver, entre outros, Elisa Amado e Armando Bacelar e o casal Lino Lima e Júlia Lima.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

[0885.] GUILHERMINA ADELAIDE DE ARAÚJO CARRAJOLA NAMORADO [I] || CNMP - DELEGAÇÃO DE COIMBRA

* CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS *

|| COIMBRA || 1946 ||

GUILHERMINA NAMORADO
[1942]

Diplomada com o Curso da Escola Normal. Ficou órfã de mãe muito cedo e, como o pai era militar, estudou no Instituto de Odivelas. 

Casou, em 1942, com Joaquim Namorado [1914-1986], poeta, matemático e militante comunista desde os anos 30.

Guilhermina Namorado integrou, em 1946, o numeroso grupo de mulheres da região centro que solicitou a Maria Lamas, na qualidade de Presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, a criação de uma Delegação em Coimbra. 

Conviveu com as principais activistas das delegações locais de Associação Feminina Portuguesa para a Paz e do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.

A fotografia [pormenor] aqui publicada foi retirada do belíssimo livro de Jaime Alberto do Couto Ferreira Joaquim Namorado – O herói do “Neo-realismo mágico”.

[Coimbra, Lápis de Memórias, 2014]

[0884.] BENTO DE JESUS CARAÇA [I]

* EVOCAÇÃO DE BENTO DE JESUS CARAÇA *
[1901-1948]


- CAMPO DE OURIQUE // A PADARIA DO POVO -


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

[0883.] ERNESTO CARNEIRO FRANCO [IX]

* DEPUTADO PELA GUARDA À ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE *
[1911]
[Ilustração Portuguesa, 10/07/1911]

* DEPUTADO PELO CÍRCULO DE LUANDA *
[1922]
[ANTT]

* DEPORTADO NOS AÇORES *
[1930]
[Arquivo Particular]

sábado, 20 de dezembro de 2014

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

[0877.] JOSÉ DIAS COELHO [VI]

* JOSÉ ANTÓNIO DIAS COELHO *

** FUNERAL // 26 DE DEZEMBRO DE 1961 **

[Diário de Lisboa, 26 de Dezembro de 1961]

[0876.] JOSÉ DIAS COELHO [V]

* CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO O DESENHO NA OBRA DE JOSÉ DIAS COELHO *

MUSEU DO NEOREALISMO // C. M. DE VILA FRANCA DE XIRA

- 2008 -



[0875.] FRANCISCO MIGUEL [I] // FOTOGRAFIA DE JOSÉ DIAS COELHO

* FRANCISCO MIGUEL DUARTE *
[18/12/1907-21/05/1988]

[Junho de 1960]

[in Francisco Miguel, Das prisões à liberdade, Edições Avante!, 1986]

[0874.] JOSÉ DIAS COELHO [IV]

* A RESISTÊNCIA EM PORTUGAL *
[1960-1961]

 

[Edições Avante!, 2006]

[0873.] JOSÉ DIAS COELHO [III]

* JOSÉ DIAS COELHO *
[1923-1961]

** DIÁRIO DE LISBOA DE HÁ 40 ANOS ** 
TEXTO DE FERNANDO ASSIS PACHECO [1937-1995] 



 
[Diário de Lisboa, 19 de Dezembro de 1974]