[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]
A apresentar mensagens correspondentes à consulta Maria Alda Nogueira ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta Maria Alda Nogueira ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 14 de julho de 2020

[2390.] MARIA ALDA NOGUEIRA [IV] || MARIA ALICE SAMARA (2019)

* MARIA ALDA NOGUEIRA. DA RESISTÊNCIA À LIBERDADE *

MARIA ALICE SAMARA || ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA || 2019

Integrado na Série Parlamentares do Regime Democrático, coordenada por Luís Farinha, abrangendo uma selecção de deputados eleitos para a Assembleia Constituinte de 1975, este livro de Maria Alice Samara incide sobre Maria Alda Nogueira, cujo papel político na construção do Portugal Democrático remonta aos anos quarenta do século XX quando, enquanto militante e dirigente clandestina do Partido Comunista, encetou uma luta de mais de três décadas contra o fascismo, sintetizada no título Da Resistência à Liberdade.

[Maria Alice Samara || Maria Alda Nogueira. Da Resistência à Liberdade || Assembleia da República || 2019]

Numa batalha pela memória da Resistência, Alice Samara dedica a Parte I, subdividida em 10 capítulos, à história de vida que medeia entre o seu nascimento, ainda durante a 1.ª República, e a data libertadora de 25 de Abril de 1974, quando tinha 51 anos, contextualizando-a nas diferentes sociabilidades que a foram moldando, no processo de fascização do país e na luta daqueles que lhe souberam resistir e trilharam, com elevados custos pessoais - familiares, económicos e profissionais - o difícil, corajoso e arrojado combate político, entre os quais esteve, sempre, Maria Alda Nogueira. Individual e colectivamente.

Entre 1942, data da sua filiação no Partido Comunista, e 1974, conheceu a clandestinidade, longos anos de prisão e o exílio, não abdicando de ser «um sujeito político ativo e atuante e que é, precisamente, esta a característica definidora do seu percurso» [p. 15]: «A história da sua vida até à Revolução dos Cravos é de uma riqueza extraordinária, que estas páginas não conseguem capturar» mas, «sempre que possível [...] recuperamos a sua voz e o seu discurso» [p. 14].

Já os dois capítulos seguintes centram-se na sua intervenção pública e política enquanto parlamentar de várias legislaturas, iniciada em 1975 com a eleição para a Assembleia Constituinte.

Centremo-nos, "apenas", no longo período da Resistência em que tão poucos, muitas vezes os mais humildes e desfavorecidos, fizeram tanto.

Filha mais velha de Vitória de Jesus Barbosa Nogueira [n. 1898] e de António Pedro Nogueira [1900], Maria Alda Barbosa Nogueira nasceu em 19 de Março de 1923, quando a família vivia em Alcântara. Cresceu nesse bairro marcadamente operário e aí apreendeu acontecimentos que muito contribuíram para a sua crescente politização, como a Revolta dos Marinheiros, em 1936, a Guerra Civil de Espanha, as greves de 1943, onde as mulheres se começaram a evidenciar no espaço público, ou os festejos pela vitória dos Aliados em 1945. E «foi em Alcântara que Maria Alda Nogueira se cruzou com José Magro e Pires Jorge que tiveram um importante papel na sua formação política» [p. 29].

Frequentou a Escola da Tapada, actualmente Escola Raul Lino, e continuou os estudos no Liceu Filipa de Lencastre, onde novas sociabilidades, nomeadamente com Maria Helena Tavares Magro [1923 - 1956], que se tornaria na sua melhor amiga e morreria na clandestinidade, Cecília Simões (Areosa Feio) [1921 - 1980] e Maria Barroso [1925 - 2015], a iniciaram na luta e levaram-na a colaborar com o Socorro Vermelho Internacional ou à recolha de géneros e roupas para os republicanos espanhóis. Ainda no Liceu, foi Presidente da Associação de Estudantes.

Também algumas professoras a marcaram e influenciaram a sua formação, como Manuela Palma Carlos, que integrara o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas - CNMP, Irene Alice de Oliveira (História), Alice Graça (Física), que militara na Liga Republicana das Mulheres Portuguesas - LRMP, ou Maria José Estanco (desenho).

Concluído o Liceu, ingressou na Faculdade de Ciências, no curso de Ciências Físico-Químicas, numa altura em que decorria a Guerra, propiciando-se, então, o contacto e a filiação nas duas associações progressistas de mulheres - a Associação Feminina Portuguesa para a Paz e o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas - que, para além de pugnarem pela emancipação feminina, continham uma postura antifascista, a primeira, e oposicionista, a segunda. Para Alda Nogueira, a filiação na AFPP, em Janeiro de 1946, e o convívio com outras mulheres fez «gerar [...] a ideia de que os direitos das mulheres estavam entrelaçados com a defesa da democracia, com a própria luta contra o fascismo» [p. 32].

Simultaneamente, integrou a última fase do CNMP, quando este passou a ser dirigido por Maria Lamas e aglutinava muitas mulheres que integravam, ou viriam a integrar, as fileiras das oposições ao fascismo, ajudando à implantação de Delegações locais, nomeadamente no Algarve: Faro, Olhão, Silves, Monchique.

Interveio na Exposição de Livros Escritos por Mulheres, organizada na SNBA em Janeiro de 1947, proferindo a conferência "A mulher e a Ciência", e assinou  textos no Jornal do Fundão e nas revistas Modas e Bordados e Os Nossos Filhos.

Já era, então, militante do Partido Comunista, a que tinha aderido ainda no final do Liceu ou no início da Faculdade: primeiro, terá militado na Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas e, em 1942, com 18 ou 19 anos, passou para o Partido, integrando a célula da Faculdade, onde foi activa na luta contra o decreto-lei n.° 31658, de 21 de Novembro de 1941, que triplicava o valor das propinas.

Concluiu o curso em 1945; foi professora em Olhão, provavelmente no ano lectivo de 1945-1946, onde ajudou a implantar uma delegação do CNMP; leccionou, em 1947, no Externato Comercial da Voz do Operário, em Lisboa; e, entre Novembro de 1948 e Abril de 1949, trabalhou na Escola Industrial Alfredo da Silva, no Barreiro.

[Maria Alice Samara || Maria Alda Nogueira. Da Resistência à Liberdade || Assembleia da República || 2019]

Subscreveu as listas do Movimento de Unidade Democrática - MUD e a sua preocupação com o desenvolvimento e enquadramento das lutas das mulheres a nível nacional, levou-a a trabalhar até 1949, com Cecília Simões Areosa Feio e Maria das Dores Cabrita, no sector de Mobilização e Organização das Mulheres Comunistas.

Nesse mesmo ano, participou na candidatura presidencial de Norton de Matos, "mergulhando", de seguida, na clandestinidade. Tinha 26 anos e a sua opção relacionou-se com a prisão, no Luso, de Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro e Sofia Ferreira e a intensificação das ofensivas repressivas sobre o Partido Comunista. O que pensava ser algo temporário e que voltaria à carreira científica, que abraçara e tanto desejava, tanto mais que fora deferido o seu pedido para ir trabalhar para França com Irene Curie, transformou-se em 25 anos de sacrifícios, inimagináveis para o comum dos oposicionistas, numa luta ininterrupta pelo derrube do duradouro fascismo português.

Montou casa clandestina com Sérgio Vilarigues e desse amor nasceu, em Dezembro de 1953, o único filho que, por uma questão de segurança e sociabilização, antes de completar quatro anos foi viver com a avó materna. Da defesa das casas por onde passou, e que nunca foram localizadas pela PIDE, passou a integrar a redacção do jornal Avante, a colaborar em A Voz das Camaradas das Casas do Partido / 3 Páginas e em O Militante e a controlar organizações territoriais e sectoriais.

Em 1956, integrou o Comité Local de Lisboa, em Setembro de 1957, no V Congresso, foi eleita suplente do Comité Central e, entre 1957 e 1959, foi membro da Direcção da Organização Regional de Lisboa, envolvendo-se, cada vez mais, no trabalho de organização, tanto no sector operário, quer no dos empregados (bancários,  seguros), aquele que preferia mas que a tornavam mais vulnerável à identificação pela PIDE.

Três outras mulheres foram eleitas nesse Congresso para o Comité Central, todas como suplentes: Cândida Ventura, a primeira a ter integrado aquele organismo dirigente, Sofia Ferreira e Virgínia Moura.

No ano seguinte, envolveu-se, organicamente, na candidatura presidencial de Arlindo Vicente e, no rescaldo da fraude eleitoral que envolveu as eleições de 1958, coordenou parte do trabalho colectivo associado ao desencadear de greves e outras acções políticas de protesto na região de Lisboa.

Após dez anos consecutivos de clandestinidade, Alda Nogueira foi detida na Avenida da Liberdade em 15 de Outubro de 1959, quando se deslocava num táxi, e iria passar nove anos e três meses na prisão. Foi a primeira mulher a ser condenada a oito anos de prisão maior e, devido ao cumprimento de medidas de segurança, só foi libertada, condicionalmente, em Dezembro de 1968: «Na prisão, retiraram-me os melhores anos da minha vida. Entrei com 35 anos, saí com 45 anos» [p. 46].

Ao afirmar-se como comunista e ao pedir para avisarem a família no acto da prisão, dando o telefone e a morada da mãe, permitiu que, duas horas depois de chegar à António Maria Cardoso, já os familiares a procurassem em Caxias. Presa e submetida a duros interrogatórios, recusou-se, sempre, a «responder a todas as perguntas feitas pela polícia política» [p. 52]. Por isso, aqueles estenderam-se à mãe, ao irmão e a outras pessoas das suas sociabilidades, abordando, ainda, o filho na escola que frequentava, usando um estratagema para obter informações que desconhecia.

Julgada em 22 de Outubro de 1960 pelo Tribunal Plenário, presidido por pelo juiz Silva Caldeira, foi seu advogado Manuel João da Palma Carlos [1915 - 2001], com o qual Alda Nogueira só pôde estar uma vez. Entre as testemunhas de defesa, constavam Alice Torres Magalhães, também licenciada em Ciências Físico-Químicas e que fora Assistente na Faculdade de Ciências entre 1943 e 1947, Cecília Simões, Fernando Pedro Lopes Batista, Justino de Sousa Seabra, Maria Isabel Aboim Inglês, que não foi ouvida e sofreu ameaças, e Maria Lamas, não tendo Alda Nogueira conseguido fazer-se ouvir e ameaçada pelo juiz, à terceira tentativa, de ser reenviada para a cela.

Durante a prolongada detenção em Caxias, Alda Nogueira interveio nas diferentes dinâmicas colectivas, participou na partilha dos saberes enquanto contributo para a formação e promoção cultural de cada uma e ensinou várias mulheres a ler e a escrever. Também reencontrou e conviveu com Aida Paulo, Albertina Diogo, Ivone Dias Lourenço, Maria da Piedade Gomes, Maria Luísa Costa Dias, Matilde Bento e Sofia Ferreira, entre muitas outras, como as mulheres do Couço. A prisão também se constituía como local de Resistência e de formação política, sendo Alda Nogueira e Sofia Ferreira as responsáveis pela célula do PCP em Caxias, assegurando a primeira as ligações exteriores com a direcção partidária. Os encontros com o filho, António Vilarigues, não eram passíveis de qualquer contacto físico e decorriam sob vigilância policial permanente.

Depois de Alda Nogueira ter iniciado o período, ainda mais arbitrário, das medidas de segurança, foram seus advogados Jorge Sampaio, contactado através de um familiar, e Armando Bacelar, que  a acompanhava desde 1965. A sua libertação, condicional, em Dezembro de 1968, foi antecipada em um dia, o que fez com que não tivesse ninguém à sua espera, tornando o momento "horrível".

[Maria Alice Samara || Maria Alda Nogueira. Da Resistência à Liberdade || Assembleia da República || 2019]

Regressou a Alcântara e a adaptação às rotinas da liberdade não foi fácil, sendo que, «a partir de então, teria sempre dificuldade em dormir» [p. 62]. Em Abril e Maio de 1969, passou uns dias no Porto e, em Janeiro de 1970, saiu clandestinamente de Portugal com José Bernardino e mediante a ajuda, técnica, de Margarida Tengarrinha, reencontrando-se em Paris com Álvaro Cunhal

Até 1974, continuaria o trabalho político no exílio, passando pela União Soviética, para recuperar da saúde debilitada, Roménia, onde trabalhou na Rádio Portugal Livre, e Bélgica, onde se encontrava aquando do 25 de Abril, regressando a Portugal em 8 de Maio. 

Tinha 51 anos e começava uma outra vida. Em 25 de Abril de 1975, era eleita para a Assembleia Constituinte.

[Maria Alice Samara || Maria Alda Nogueira. Da Resistência à Liberdade || Assembleia da República || 2019]

Bibliografia:

Maria Alice Samara, Maria Alda Nogueira. Da Resistência à Liberdade, Assembleia da República, Novembro de 2019.

[João Esteves]

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

[0240.] DICIONÁRIO NO FEMININO [XII] || LETRA M (I)

* DICIONÁRIO NO FEMININO || M (I) *

 


M. C.
M. C. A. e Silva
Maçonaria no Feminino
Maçonaria - Republicanismo - Feminismo
Madalena de Ataíde
Madalena Lencastre
Madalena Martins de Carvalho
Madame Brouillard
Madame Clara Sarti
Madame Coumates
Madeleine Frondoni Lacombe
Madre Andaluz
v. Luiza Maria Langstroth Figueira de Sousa do Vadre Santa Marta de Mesquita e Melo
Madre Maria da Santíssima Trindade
v. Maria das Dores Paes de Sande e Castro
Madre Maria da Visitação
v. Ana Maria Alves Braz
Madre Maria Inês Champalimaud Duff
v. Maria Josefina Champalimaud Duff
Madre Visitação
v. Ana Maria Alves Braz
Madressilva
Madrugada (A)
Mafalda da Silva
Mafalda Mouzinho de Albuquerque
Magiocas
Mamia Roque Gameiro
v. Maria Emília Roque Gameiro Martins Barata
Mam’zelle Caprice
Manifesto O Dia do Armistício
Manuais de Civilidade
Manuela Ângela
Manuela Bermudes
Manuela Conceição Silva
Manuela da Silva Ricardo
Manuela de Melo Freitas
Manuela Laborde dos Santos
Manuela Palma Carlos
Manuela Pinto Basto
v. Maria Manuela Ferreira Pinto Basto
Manuela Porto Araújo Pereira
Manuela Trindade Neto
Mar Alto
Marcel Tudor
Marcela Carneiro de Andrade
Marcelina A. Teixeira
Marcelina Judite de Jesus
Marcelina Rosa de Santa Ana Franco
Márcia M. O. da Cunha
Margarida Adelina Abranches
Margarida Afonso
Margarida Alegre
Margarida Alice Coelho dos Santos
Margarida Alves Lima
Margarida Chaves
Margarida Coutinho
Margarida da Conceição
Margarida Dalva
Margarida de Almeida
Margarida de Jesus
Margarida de Matos Soeiro
Margarida de Milão
Margarida de Oliveira
Margarida de Sequeira
Margarida de Sousa
Margarida de Vasconcelos Martins Férin
Margarida Lorjó Tavares
v. Margarida Victor Lorjó Tavares
Margarida Maia Rebelo
Margarida Marques
Margarida Pereira da Silva
Margarida Pimenta
Margarida Relvas
Margarida Ribeiro Neves
Margarida Silva Lopes
Margarida Victor
v. Margarida Victor Lorjó Tavares
Margarida Victor Lorjó Tavares
Marge Grey
Maria I (D.)
Maria II (D.)
Maria A. C. de Campos
Maria A. de Carvalho Amaral
Maria A. de Mendonça
Maria Abranches
v. Maria Couto
Maria Adelaide Brito
Maria Adelaide Coelho da Cunha
Maria Adelaide Costa
Maria Adelaide Cristina da Silva
Maria Adelaide da Silva
Maria Adelaide de Sá
Maria Adelaide Fernandes Prata
Maria Adelaide Ferreira Gonçalves
Maria Adelaide Lalande
Maria Adelaide Osório Lecocq
Maria Adelaide Robert
Maria Adelaide S. Encarnação
Maria Adelina da Conceição Maia Júlio
v. Mulheres nos Colégios Eleitorais do Presidente da República em 1965 e 1972
Maria Adelina de Queiroz B. Campos
Maria Agostinha da Conceição Lopes
Maria Águeda Rego
Maria Aida de Oliveira Santos
Maria Aida Fernandes Gerardo Vaz
Maria Albertina Fernandes de Brito
Maria Albertina Kopke Mimoso
Maria Albertina Veiga
Maria Albina de Melo Cochofel
Maria Albuquerque
Maria Alda Barbosa Nogueira
Maria Alda Montalvão dos Santos e Silva
Maria Alexandrina Mourato Vermelho
Maria Alice Cruz
Maria Alice de Castro
Maria Alice Goulart
Maria Alice Jorge
Maria Alice Lamy
Maria Alice Mendes
Maria Alice Morgado Miranda
Maria Alice Ribeiro Correia
Maria Alice S. Ferreira
Maria Alice Taveira Martins de Sousa
Maria Alves dos Santos
Maria Alves Fernandes
Maria Alzira de Moura Pires Machado
Maria Amália Baptista Ferreira
Maria Amália Dias
Maria Amália Leocádia da Cunha Castro Padrão
Maria Amália Luiz Ferreira
Maria Amália Marques
Maria Amália Medeiros
Maria Amália Neves
Maria Amália Vaz de Carvalho
Maria Amélia Brun do Canto
Maria Amélia Caldas Xavier
Maria Amélia da Costa Agria
Maria Amélia Duarte de Almeida
Maria Amélia Ferreira Marques Pereira
Maria Amélia Köpke Pinto
Maria Amélia Manso
Maria Amélia Oliva Aquiles Gonçalves
Maria Amélia Raposo de Oliveira
Maria Amélia Santos Costa
Maria Amélia Teixeira
Maria Amélia Teixeira de Matos
Maria Amélia Veiga
Maria Ana Acciaioli
Maria Ana Acciaioli Tamagnini Barbosa
Maria Ana Marchial Franco
Maria Ângela Carneiro
Maria Ângela Montenegro Miguel
Maria Ângela Ramos Vargas
Maria Ângela Rego dos Santos Pestana
Maria Angélica Centeno
Maria Angelina de Andrade
Maria Antónia Ornelas de Oliveira
Maria Antónia Palhares
Maria Antónia Pereira Martinho Ferrão
Maria Antónia Pires de Oliveira
Maria Antónia Pulido Valente
Maria Antónia Viana Baptista
Maria Antonieta
Maria Antonieta Vieira Lisboa
Maria Arlete Gonçalves da Cunha
Maria Arminda Barroso Antunes
Maria Ascensão Santiago
v. Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora
Maria Augusta Belita
Maria Augusta Bordalo Pinheiro
Maria Augusta Bragadas
Maria Augusta Campos
Maria Augusta Cancela de Amorim
Maria Augusta Coelho
v. Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora
Maria Augusta Correia da Cruz
Maria Augusta Cruz Viana
Maria Augusta da Silva Dias
Maria Augusta da Silveira Duarte de Almeida
Maria Augusta de Barros Mimoso
Maria Augusta de Castro Pereira (Colman)
Maria Augusta de Oliveira
Maria Augusta de Prostes Bordalo Pinheiro
v. Maria Augusta Bordalo Pinheiro
Maria Augusta Formozinho Vaz de Oliveira
Maria Augusta Martins
v. Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado
Maria Augusta Peres Fernandes
Maria Augusta Ravasini
Maria Augusta Santos Nogueira
Maria Augusta Serra
Maria Augusta Vaz
Maria Aurora

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

[2294.] MARIA ALDA NOGUEIRA [III] || MARIA ALICE SAMARA - 2019

* MARIA ALDA NOGUEIRA. DA RESISTÊNCIA À LIBERDADE *

MARIA ALICE SAMARA || ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA || 2019








[Maria Alice Samara || Maria Alda Nogueira. Da Resistência à Liberdade || Assembleia da República || 2019]

quinta-feira, 19 de março de 2015

[0946.] ALDA NOGUEIRA [I] || 1923 - 1998

* MARIA ALDA BARBOSA NOGUEIRA *
[19/03/1923-05/03/1998]

[1975]

Filha de uma costureira de alfaiate e de um serralheiro mecânico, Maria Alda Barbosa Nogueira nasceu em 19 de Março de 1923 em Alcântara, “então um bairro cheio de fábricas, de trabalhadores e muitos dos seus filhos eram meus colegas de escola” [entrevista a Helena Neves].

Andou na Escola da Tapada, em Alcântara, e frequentou o Liceu D. Filipa de Lencastre, onde militou no Socorro Vermelho Internacional, recolhendo géneros e roupas para os espanhóis e foi Presidente da Associação Escolar durante vários anos. 

No Filipa de Lencastre foi aluna de Manuela Palma Carlos, “uma mulher admirável que me despertou para as ciências humanas, para a literatura”, de Irene Alice de Oliveira, “professora de História que me alargou a visão de história, do mundo”, de Alice Graça, “professora de Física, uma mulher republicana que tinha pertencido à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, uma mulher interessantíssima, muito avançada para a época” e de Maria José Estanco, “em Desenho”, mulheres que a influenciaram muito [Helena Neves].

Também no Liceu, tornou-se amiga e camarada inseparável de Cecília Simões [Areosa Feio] e de Maria Helena Alves Tavares Magro: “A Helena era quase como irmã, era a minha grande amiga, e acompanhou-me sempre. Ela foi para a clandestinidade primeiro que eu, mas estive a tomar a última refeição com ela. Sim, foi a minha melhor amiga cuja morte na clandestinidade eu senti muito” [Helena Neves].

Aos 17 anos entrou para a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, licenciou-se em Ciências Físico-Químicas em 1946 e exerceu a docência liceal durante três anos. 

Durante a Faculdade, integrou a Associação Feminina Portuguesa para a Paz, cuja sede funcionava próximo da Faculdade de Ciências. Na AFPP “conheci mulheres fantásticas, combativas, inteligentes, a Maria Valentina Trigo de Sousa, a Maria Helena Pulido Valente, a Glafina Lemos, assistente da faculdade, a Maria Letícia, a Francine Benoit, que dirigia o orfeão da Associação, a Manuela Porto” [Helena Neves].

Aí, 
Aprendi imenso. Tínhamos muita correspondência a nível internacional, recebíamos filmes das embaixadas que fazíamos passar nos cinemas, para arranjar fundos para o socorro dos refugiados da guerra, aos perseguidos pelo fascismo, no estrangeiro e entre nós. Enviámos mesmo algum socorro para o Tarrafal. Simultaneamente a esta atividade funcionavam cursos de alfabetização, cursos de primeiros socorros. Pela própria composição da Associação, pelas mulheres que a animavam, mas também pelas notícias que nos vinham dos países envolvidos no conflito, onde as mulheres ocupavam todos os postos de trabalho, começou a gerar-se a ideia de que os direitos da mulher estavam entrelaçados com a defesa da democracia, com a própria luta contra o fascismo”.

Em 1945, integrou o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, onde colaborou ativamente com Maria Lamas.

“O Conselho estava organizado só aqui em Lisboa e a Maria, tal como muitas de nós, considerava que era necessário alargá-lo a todo o país. Como eu dava aulas mas tinha uma vida bastante disponível, fui destacada para ir ao Algarve e lá consegui organizar várias delegações do Conselho, em Faro, Olhão, Silves, Montachique. Depois fui o Porto… Enfim, enraizámo-nos de facto. Tínhamos delegações na Figueira da Foz, em Coimbra, no Porto, na Marinha, nas Caldas. Tínhamos várias atividades. Entre elas, os cursos de alfabetização. Recordo-me que em Olhão foi distribuída uma tarjeta pelas fábricas informando que no Conselho se ensinava a ler e a escrever e o largo onde eu morava e funcionava o Conselho, ficou pejado de mulheres, umas 200 ou 300, querendo vir às aulas. Foi um trabalho esgotante este, mas maravilhoso. Aprendi muito com a Maria e também ela aprendeu connosco – foi belo!” [Helena Neves].

Aderiu ao Partido Comunista em 1942.

Em 1949, quando se lhe deparava a possibilidade de uma carreira de investigadora científica, passou à clandestinidade. Trabalhou na redação do jornal Avante!, pertenceu ao Comité Local de Lisboa, em 1957, no V Congresso do Partido Comunista, foi eleita membro suplente do Comité Central e, entre 1957 e 1959, integrou a Direção da Organização Regional de Lisboa.  

Em 1958, destacou-se na candidatura presidencial de Arlindo Vicente.

Presa a 15 de Outubro de 1959, recusou-se a responder a qualquer pergunta e permaneceu detida 10 anos consecutivos: “Na prisão retiraram-me os melhores anos da minha vida. Entrei com 35 anos, saí com 45 anos” [Helena Neves].

Durante a prisão, 
Estive com várias amigas durante muitos anos – a Sofia Ferreira, Ivone Dias Lourenço, Maria da Piedade, Aida Paulo, Matilde Bento, Maria Luísa Costa Dias e tantas outras. Passámos por várias situações. Houve salas com beliches (10 ou 12 pessoas) e outras menores. Dividíamos o dia em duas partes. De manhã levantávamo-nos e tínhamos de correr para tomar o banho quente (com o tempo contado e só uma por casa de banho). A inspeção e a contagem eram às 8H. Recebíamos um jornal diário – o Século – e líamos em coletivo. À volta da mesa fazíamos os nossos trabalhos. Fiz então as camisolas todas do meu filho, saias para a minha mãe, pegas para a cozinha, essas coisas… A Ivone fazia bonecas, caixas e outras coisas interessantes. Elas foram-me ensinando. A visita era às 10H, em geral de meia hora. Depois trocávamos as notícias… que não eram muitas pois a vigilância era muito grande. Almoçávamos. Repousávamos. E retomávamos o trabalho” [Helena Neves].

Passavam pelas prisões pessoas analfabetas e outras com cursos. E umas ensinavam às outras. Tínhamos cursos de matemática, ciências, português, línguas e história. Depois tínhamos o recreio. Inicialmente davam-nos apenas 15 minutos, mas lutámos e chegámos a ter 1 hora. Uma hora num terraço por cima da cela, uma cela sem telhado.!...” [Helena Neves].

Só foi libertada em Dezembro de 1969: 
O tempo tem uma contagem conforme se vive mais ou menos os acontecimentos. Ao fim de cinco anos de cadeia deixamos de ter a noção dos dias. O tempo deixa de contar. A sensação de sair liberta sozinha foi horrível. Eles tinham dito que eu saía e eu disse ao meu irmão para estar lá à minha espera. Anteciparam 24 horas e sai só, com duas malas grandes, num mundo que tinha mudado tanto. À porta da António Maria Cardoso foi horrível, não podia com as malas. Meti-me no elétrico até à Rua do Ouro. Aí, meti-me num táxi e disse ao homem para me levar a Alcântara, ao Largo do Calvário. Eram destruidores, malvados até ao fim. Quando saí tinha dificuldade em andar. Lembro-me de ir na rua com o meu filho e parecia-me ter um tapete rolante que me levava a cair. Fez-me muita impressão ver as pessoas juntas num elétrico, num autocarro. Sentia as pessoas com um ar muito triste. O primeiro filme que fui ver o “Romeu e Julieta”. Quando veio o intervalo e vi todas as pessoas juntas, fiquei agoniada e vomitei o jantar todo e tive de me vir embora.” [Helena Neves]

Libertada, voltou à militância, encontrando-se na Bélgica com o estatuto de refugiada política aquando do 25 de Abril de 1974.

Após a revolução, foi eleita pelo círculo de Lisboa para Assembleia Constituinte (1975-1976) e para a Assembleia da República, onde permaneceu até 1986.

Na Assembleia Constituinte, integrou a Comissão de Sistematização.

Na Assembleia da República, participou nas comissões de Negócios Estrangeiros e de Emigração. Segundo Teresa Fonseca refere no Dicionário no Feminino
interveio frequentes vezes a favor dos trabalhadores portugueses emigrantes, reivindicando a promoção do ensino da língua portuguesa no estrangeiro, requerendo medidas de proteção aos emigrantes de visita a Portugal e pugnando pela aprovação de um projeto de lei sobre comissões consulares dos emigrantes, suscetíveis de contribuir para a solução dos múltiplos problemas com que estes se debatiam, nomeadamente no respeitante à obtenção e à renovação das cartas de trabalho. Emitiu pareceres sobre os relatórios de várias missões parlamentares ao estrangeiro, no âmbito dos trabalhos da União Parlamentar. Interveio em diversos debates sobre a paz, o desanuviamento militar e o desarmamento nuclear, denunciando os grandes interesses económicos envolvidos no fabrico de armas. Protestou contra a violação dos direitos do homem em diversos países, como a Nicarágua, El Salvador, a África do Sul e ainda em Timor Leste. Participou ativamente nos debates em torno dos orçamentos gerais do Estado”. 

Presidente da Comissão Parlamentar da Condição Feminina de 1983 a 1985.

A par da sua militância, colaborou no Movimento Democrático de Mulheres e integrou a Comissão da Condição Feminina, sendo uma defensora intransigente, desde os tempos da juventude, dos direitos das crianças e das mulheres.

Em 1987, recebeu a Distinção de Honra do Movimento Democrático de Mulheres, tendo então Helena Neves escrito um importante texto sobre Alda Nogueira, transcrito pelo filho António Vilarigues no blogue O Castendo

Em 1988, foi condecorada com a Ordem da Liberdade.

A investigação também foi uma grande paixão de Alda Nogueira e sempre pensou que um dia voltaria a ela: “Pensei que era uma suspensão na minha carreira, apenas isso. E lia imensas obras da minha especialidade que pedia aos camaradas que me arranjassem. Entretanto, uni-me ao homem que amava, tive um filho. Mas sempre aguardando o momento em que eu retomaria a carreira. Senti sempre e sinto a nostalgia de não seguir a vida da investigação científica”.

Faleceu em 5 de Março de 1998, em Lisboa, a escassos dias de completar 75 anos de idade.

Publicou dois livros para crianças: Viagem numa gota de água (1977), escrito na prisão, em Caxias, em Dezembro de 1962, ilustrado por Miguel; e Viagem numa flor (1978), ilustrado por Ana Maria Cunhal.

[João Esteves]

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

[0188.] DICIONÁRIO NO FEMININO [I] || AUTORES - LETRA A

* DICIONÁRIO NO FEMININO *

[Livros Horizonte || 2005]

AUTORES DE ENTRADAS

[A. A.] Ana Alvelos 
[A. C. C. G.] Ana Cristina da Costa Gomes
[A. F. C.] Antónia Fialho Conde
[A. F. S.] António Ferreira de Sousa
[Â. M./J. E.] Ângela Mendonça/João Esteves
[A. M. P.] Ana Maria Pessoa
[A. V.] Ana Vicente
[C. M.] Clara Menéres
[É. P. A.] Élia Pereira de Almeida
[G. V.] Gastão de Vasconcelos
[H. C.] Hugo Crespo
[I. B.] Isabel Baltazar
[I. C.] Isabel Cluny
[I. G.] Idalete Giga
[I. L.] Ivone Leal
[I. P.] Idalina Portugal
[I. R. M. N.] Irmã Rita Maria Nicolau
[I. S. A.] Ilda Maria Assunção e Silva Soares de Abreu
[I. S. A./J. E.] Ilda Soares de Abreu/João Esteves
[I. T.] Irene Tomé
[J. A. M.] José Augusto Mourão
[J. A. N.] José de Almada Negreiros
[J. E.] João Esteves
[J. E. F.] José Eduardo Franco
[J. E. M. P.] J. E. Moreirinhas Pinheiro
[J. T. A.] Joaquina Teresa Amaro
[K. C.] Karine Coelho
[L. L.] Leonoreta Leitão
[L. P. C. T.] Luís Pereira Cardoso Torres
[L. S.] Lúcia Serralheiro
[M. A. S.] Maria Augusta Seixas
[M. C.] Margarida Caeiro
[M. C. B. V. B.] Maria do Céu de Brito Vairinho Borrêcho
[M. D. M.] Maria de Deus Manso
[M. E. S.] Maria Emília Stone
[M. G. C. S. P.] Maria da Glória C. Santana Paula
[M. H. V-B A.] Maria Helena Vilas-Boas e Alvim
[M. J. O.] Maria João Lello Ortigão de Oliveira
[M. J. P. C.] Maria João Pereira Coutinho
[M. J. P. F.] Maria João Pacheco Ferreira
[M. J. R.] Maria José Remédios
[M. L. C. S.] Manuela Lobo da Costa Simões
[M. M.] Mário Moreau
[M. M. L. F.] Margarida Maria Louro Felgueiras
[M. R. B. S.] Maria Rosalina Bento Simeão
[M. R. S.] Maria Reynolds de Souza
[M. R. T. S.] Maria Regina Tavares da Silva
[M. T. S.] Maria Teresa Santos
[M. V. F.] Marília Viterbo de Freitas
[O. G.] Odette Gonçalves
[P. B. S.] Paula Borges Santos
[P. R.] Paula Ruella
[R. F. S.] Reinaldo Francisco Silva
[R. G.] Rita Garnel
[S. A. S. F.] Sílvia Amaral da Silva Ferreira
[S. G.] Sofia Geraldes
[S. L.] Sandra Leandro
[S. M. P.] Sara Marques Pereira
[S. M. S. A.] Sara Morais Saraiva de Andrade
[T. F.] Teresa Fonseca
[T. L. M. V.] Teresa Leonor Magalhães do Vale
[T. M. P. P. P.] Teresa Maria Pimenta Pedro Peralta
[T. P.] Teresa Pinto
[V. A.] Vanda Anastácio
[V. D.] Virgínia Dias
[Z. O. C.] Zília Osório de Castro

LETRA A

A. Enea de Sousa
A. H. de Almeida
A. O.
Abigail de Paiva Cruz
Abrigo da Nossa Senhora de Esperança
v. Maria José de Abreu do Couto de Amorim Novais
Acácia de Carvalho Gonçalves de Resende
Academia Portuguesa Feminina de Ciências e Artes
Adalgisa Duarte Ribeiro
Adelaide Abrantes
Adelaide Augusta
Adelaide Cabete
v. Adelaide de Jesus Damas Brazão e Cabete
Adelaide Coelho da Cunha
Adelaide Cohen
Adelaide Correia de Moura
Adelaide da Conceição Azedo
Adelaide da Cunha Barradas
Adelaide de Aguiar Pereira
Adelaide de Almeida
Adelaide de Jesus Damas Brazão e Cabete
Adelaide de Meneses Fernandes Costa
Adelaide de Sousa Barradas
Adelaide dos Santos Tovim
Adelaide Estrada
v. Adelaide Augusta Fernandes Estrada
Adelaide Ferreira de Carvalho
Adelaide Ferreira de Cupertino Ribeiro
Adelaide Ferreira Seabra
Adelaide Furtado
Adelaide Gomes Freire Ferreira
Adelaide Gomes Santos
Adelaide Ivone de Sousa Marrocos
Adelaide Jesus de Brito
Adelaide Lopes de Carvalho
Adelaide Neves de Carvalho
Adelaide Pedroso Caldeira
Adelaide Pereira Baptista
Adelaide Perestrelo
Adelaide Pires Frade
Adelaide Ramos Pamplona
Adelaide Rodrigues Sá
Adelaide Rosales de Almeida
Adelaide Safira de Sampaio e Silva
Adelaide Santos
Adelaide Silva
Adelaide Sofia de Sousa Bacelar
Adelaide Teixeira
Adelaide Valente de Almeida
Adélia dos Prazeres da Silva Seixas
Adélia Passos de Carvalho Matos Beja
Adélia Rosales Marques de Almeida
Adelina Abranches
v. Margarida Adelina Abranches
Adelina Accioly Braga
Adelina Amélia Lopes Vieira
v. Adelina Amélia Pereira Lopes Vieira
Adelina Amélia Pereira Lopes Vieira
Adelina Antónia Marques de Lemos
Adelina Baptista
Adelina Contador
Adelina da Glória Paletti Berger
Adelina de Almeida
Adelina Júdice Samora
Adelina N. dos Santos
Adelina Ruas
v. Margarida Adelina Abranches
Adelina Teodora da Silva
Adelina V. Marreiros
Adília dos Santos
Adliz
Adozinda Lobato Melo
África da Silva Cabral
Agár
Agarena de Leão
Agostinha Vicência de Santa Rita Cunha
Águeda Leonor Alvarrão Pacheco
Águeda Pacheco
v. Águeda Leonor Alvarrão Pacheco
Águeda Pereira Silva Gomes
Aida da Cruz Amorim
Aida Savard
Ailema
Albergue Nocturno de Ponta Delgada
v. Margarida Chaves
Albertina Aldegundes de Moura Benício
Albertina Cândida de Mello Falker
Albertina da Conceição
Albertina da Gama Mourão
Albertina da Silva Torres
Albertina de Barros
Albertina de Carvalho
Albertina de Castro
Albertina de Sousa Paraíso
Albertina de Sousa Pedroso e Mota
Albertina Falker
v. Albertina Cândida de Mello Falker
Albertina Ferreira
Albertina Guerreiro Saguer
Albertina Luísa Ribeiro
Albertina Maria da Costa
Albertina Mourão
v. Albertina da Gama Mourão
Albertina Olinda Paiva Rua de Gamboa
Albina Cândida Pereira Magro
Albina Guilhermina Martins da Cunha
Alcinda da Conceição Ferreira de Moura e Sousa Delgado
Alcinda Delgado
v. Alcinda da Conceição Ferreira de Moura e Sousa Delgado
Alcine
Alcipe
Alda Duarte
Alda Forjaz
Alda Guerreiro Machado
Alda Maia Henriques
Alda Martins Branco Cabral
Alda Mimoso Nunes de Sousa
Alda Nogueira
v. Maria Alda Barbosa Nogueira
Alda Rego
Alda Xavier da Silva Ferreira Mendes
Aldina Neve de Pinto
Alexandra de Carvalho Araújo
Alexandrina Rodrigues Simas
Alexandrina Rodrigues Simões
Alexandrina Soares Homem
Alfacinha
Alfinete (O)
Algarvia
Alice
Alice
Alice Aleixo
Alice Augusta Pereira de Melo Maulaz Moniz Moderno
Alice Barbosa e Oeiras
Alice Bravo Torres Maia Magalhães
Alice Brito
Alice Carmen de Sousa
Alice da Conceição
Alice da Conceição Morgado
Alice da Rocha Leão Braga Martins
Alice de Oliveira Horta Santos
Alice de Pinho Marques
Alice de Quadros Figueiredo
Alice Evelina Pestana Coelho
Alice Furtado
Alice Gomes
v. Alice Pereira Gomes
Alice Guimarães
Alice Lamonnier
Alice Maia Magalhães
v. Alice Bravo Torres Maia Magalhães
Alice Maria Rebelo da Silva Pancada
Alice Martins Carneiro
Alice Moderno
v. Alice Augusta Pereira de Melo Maulaz Moniz Moderno
Alice Nunes da Costa
Alice Ogando
v. Alice Ogando Costa de Oliveira Brun
Alice Ogando Costa de Oliveira Brun
Alice Pancada
v. Alice Maria Rebelo da Silva Pancada
Alice Pereira
Alice Pereira Gomes
Alice Pereira Lopes
Alice Pestana
v. Alice Evelina Pestana Coelho
Alice Petitpierre Salazar de Eça
Alice Pimenta da Costa Ferreira
Alice Pina Lopes Boullosa
Alice Pinto
Alice Ribeiro
Alice Sacavém
Alina Rios
Aline Viana
Almanaque das Damas para o Ano de 1856 (Bissexto). Dedicado aos Assinantes do Mensageiro das Damas
Almanaque das Senhoras
Almerinda Augusta de Oliveira Monteiro
Almerinda Lindness
Almerinda Monteiro
v. Almerinda Augusta de Oliveira Monteiro
Almerinda Ribeiro
Almira Alves Bessa
Alsácia Fontes Machado
Álvaro de Vasconcelos
Alzira Augusta de Lourdes Pinto Vieira
Alzira Bouchet Gomes Simões
Alzira Brandão e Sousa
Alzira Brandão Neves
Alzira Brasil Pina
Alzira Correia Marques
Alzira Costa
v. Alzira de Barros Mendes de Abreu e Costa
Alzira da Conceição Sobrinho
v. Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado
Alzira de Barros Mendes de Abreu e Costa
Alzira de Castro Rebelo de Sousa
Alzira Gomes
Alzira Vieira
v. Alzira Augusta de Lourdes Pinto Vieira
Amália Arantes Pedroso
Amália da Veiga Pestana
Amália de Sousa Coutinho de Queirós
Amália Luazes
v. Amália Luazes dos Santos Monteiro Leite
Amália Lopes
Amália Marques Magalhães
Amália Pereira
Amália Santiago da Silva Soares
Ambrosina de Almeida Leite
Amélia A. Romão de Freitas
Amélia Almeida Brandão de Cal
Amélia Almeida Serra
Amélia Augusta Custódio da Silva
Amélia Augusta Graça Soares e Sousa Zuzarte
Amélia Azevedo
Amélia Bastos Gonçalves
Amélia Braz
Amélia Cal Brandão
v. Amélia Almeida Brandão de Cal
Amélia Cardia
Amélia Cardia de Azevedo Coutinho
v. Amélia Cardia
Amélia Cardia dos Santos Costa
v. Amélia Cardia
Amélia Coelho
Amélia de Avelar César Ribeiro
v. Amélia Ernestina de Avelar
Amélia de Campos Sales
Amélia de Guimarães Vilar
Amélia de Moura
Amélia de Oliveira
Amélia Dinis
Amélia dos Passos Figueirôa
Amélia Ernestina de Avelar
Amélia Evedosa
Amélia Fernandes Silva de Sousa
Amélia Fernandes Tomaz Galves
Amélia Ferrão Dutel
Amélia Figueirôa
v. Amélia dos Passos Figueirôa
Amélia França Borges
Amélia Gama Barbosa
v. Manuais de Civilidade
Amélia Gondeiro
Amélia Guimarães Carvalho
Amélia Heitor Ribeiro Cruz
Amélia Jacobetty Faure da Rosa
Amélia Janny
Amélia L. de Carvalho
Amélia Laura da Luz
Amélia Leira
Amélia Leote do Rego
Amélia Levy de Sousa Lobo
Amélia Malheiro de Aguiar
Amélia Piloto César
Amélia Reis
Amélia Rey Colaço
v. Amélia Schmidt Lafourcade Rey Colaço Robles Monteiro
Amélia Rocha
Amélia Schmidt Lafourcade Rey Colaço Robles Monteiro
Amélia Trigueiros de Sampaio
Amélia Videira
América Savard
Ana Adelaide Medanha Themudo da Costa
Ana Albertina Ribeiro de Carvalho
Ana Amália Borges Carneiro Barreto e Couto Moreira de Sá
Ana Amália Moreira de Sá
v. Ana Amália Borges Carneiro Barreto e Couto Moreira de Sá
Ana Amália Moreira de Sá e Melo
v. Ana Amália Borges Carneiro Barreto e Couto Moreira de Sá
Ana Amélia de Figueiredo
Ana Augusta de Castilho
Ana Balbina de Almeida
Ana Blanch
v. Ana Rosalina Homem de Almeida Rodrigues
Ana Calisto
v. Liga Nacional de Instrução
Ana da Conceição Ladeira
Ana das Neves Patrício Álvares
Ana de Albuquerque
Ana de Carvalho
Ana de Castro Osório
Ana de Jesus Almeida
Ana de Jesus Faria de Amorim
Ana de Lorena
Ana de Melo
Ana de Sousa Dias Goulão
Ana Félix Pereira de Sousa Botelho
Ana Fernandes da Silva
Ana Guadalupe de Paiva
Ana Guedes
v. Ana José Guedes da Costa
Ana Isabel Leite de Noronha e Campos
Ana Joaquina Lopes
Ana José Guedes da Costa
Ana Júlia de Carvalho Ravasco
Ana Laura Chaveiro Calhau
Ana Leme Corte Real Braga
Ana Leopoldina
Ana Luísa da Conceição Pereira
Ana Luísa da Madre de Deus
Ana Luísa de Jesus Correia
Ana Maria Alves Braz
Ana Maria Gonçalves Dias
Ana Maria Rey
Ana Maria Ribeiro de Sá
Ana Martins
Ana Pereira Lopes
Ana Queiroz
Ana Rita Vaz
Ana Robalo
Ana Rosa Gonçalves
Ana Rosalina Homem de Almeida Rodrigues
Ana Sabina de Meneses
Ana São Gião
Ana Sardoval
Anatopa
Ana Ventura
Ana Vicência de Oliveira
Anália Niny Pereira Cardoso Torres
Anália Torres
v. Anália Niny Pereira Cardoso Torres
Anésia Alves de Sant’Ana
Ângela Maria da Silva Venâncio Ferrer
Ângela Tamagnini de Abreu
Angélica Augusta Freire de Macedo
Angélica Cristina Irene Lopes Viana Porto
Angélica de Oliveira Barroso
Angélica Joaquina Baçã
Angélica Lopes Viana Porto
v. Angélica Cristina Irene Lopes Viana Porto
Angélica Maria Martins
Angelina Augusta de Oliveira
Angelina Azevedo Gomes Shirley
Angelina Casimira do Carmo Vidal
Angelina Castanheira Barbosa
Angelina Dulce Machado Pereira Osório
Angelina Lopes de Aguiar
Angelina Maria Valente Sousa Leal
Angelina Perdigão de Vasconcelos Rosado
Angelina Pimentel e Sousa
Angelina Valadim
Angelina Vaz Morais
Angelina Vidal
v. Angelina Casimira do Carmo Vidal
Angerona
Aniceta Rebelo
Anita Ernestina de Avelar
Anita Gaspar
Anita Patrício
v. Ana das Neves Patrício Álvares
Anne Marie Caron
Anónima
Anónima Humilde
Antónia Barroso Pereira Vitorino
Antónia Bermudes
Antónia Cristina da C. Cardoso
Antónia Cristina da Costa Monteiro
Antónia de Amorim Ferreira
Antónia de Jesus da Silva
Antónia Elisa das Neves Rolão
Antónia Ermelinda Leite Pereira de Melo
Antónia Ferreira da Silva
Antónia Gertrudes Pusich
Antónia Guerra
Antónia Laclaud Gonçalves da Silva
Antónia Lima Brito
Antónia Luísa Cabral de Teive Pontes
Antónia M. Quesada
Antónia Manuela Brito
Antónia Maria José da Madre de Deus
Antónia Maria Sequeira dos Santos
Antónia Maria Vidal
Antónia Pusich
v. Antónia Gertrudes Pusich
Antónia Rodrigues de Aguiar
Antónia Rosa de Jesus
Antónia Sá Osório de Andrade
Antonieta Clotilde
Antonieta de Campos Henriques
Antonina de Almeida
Antonina Goes
Apolónia do Souto Vilar
Arceolinda Reis Fonseca
Argentina da Silva
Arlete Augusta Gonçalves
Armanda de Sousa Narciso
Armanda Fernandes Ferreira da Costa
Armandina da Conceição Silva
Armania
Arménia Correia Duarte
Arménia Neto Lemos
Arminda Barbosa
Arminda Correia
v. Arminda Nunes Correia
Arminda do Carmo Sant’Ana
Arminda Gil do Nascimento
Arminda Gonçalves
Arminda Homem de Melo
Arminda Nunes Correia
Arminda Pais
Arminda Savard
Arnaldo Brazão
Arsénia de Bettencourt Miranda
Artistas Portuguesas: Exposição 1977 (Lisboa e Paris)
Ascensão Ferreira de Simas
Asilo D. Pedro V
v. Henriqueta Leonor Mourão Gomes de Araújo
Asilo do Espírito Santo
Asilo Van Zeller
v. Irmãs Doroteias
Assembleia Literária (A)
Associação das Alunas do Instituto Feminino Educação e Trabalho
Associação das Amigas das Flores
Associação das Antigas Alunas e Amigas do Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho
Associação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus
v. Joaquina Martins Antunes
Associação das Mulheres Universitárias de Portugal
Associação de Nossa Senhora dos Aflitos
v. Maria Miquelina Pereira Pinto Guedes
Associação de Propaganda Feminista
Associação de Socorros Mútuos do Sexo Feminino 5 de Setembro de 1901
Associação de Socorros Mútuos Fraternidade das Senhoras
Associação do Registo Civil
Associação Feminina de Propaganda Democrática
Associação Protectora das Meninas Pobres
v. Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição; e Congregação Portuguesa das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena
Associações de Classe
Atsedom
Augusta Correia de Moura
Augusta Cruz
v. Maria Augusta Correia da Cruz
Augusta da Cunha
Augusta Farelo da Silva
Augusta Ferreira Manso
Augusta Filomena G. Guita
Augusta Gaspar
Augusta Maia Z.
Augusta Maria de Sousa
Augusta Pimentel
Augusta Rocha
Augusta Santos
Aura Abranches
v. Aura Abranches Ruas Grijó
Aura Abranches Ruas Grijó
Áurea de Jesus Ribeiro
Áurea Fidelis
Áurea Judite do Amaral
Aurélia Borges
v. Aurélia da Silva Borges de Moura Gomes
Aurélia da Silva Borges de Moura Gomes
Aurélia de Sousa
Aureliana Teixeira Bastos
Auronanda
Aurora Ataíde Pinheiro
Aurora Beatriz Dias Freitas
Aurora C. Rodrigues
Aurora Constança
Aurora Cordeiro Sarmento
Aurora da Conceição Pinto
Aurora Elvira de Macedo
Aurora F. L. Serrão
Aurora Fernandes da Silva
Aurora Gipsofila Costa
Aurora Godinho Moreira
Aurora Jardim
v. Aurora Jardim Correia do Vale
Aurora Jardim Aranha
v. Aurora Jardim Correia do Vale
Aurora Jardim Correia do Vale
Aurora Pereira
Aurora Pessoa
Aurora Prazeres
Aurora Ravasini
Aurora Teixeira de Castro
Aurora Teixeira de Castro e Gouveia
v. Aurora Teixeira de Castro
Aurora Teixeira de Castro Sá de Albergaria
v. Aurora Teixeira de Castro
Avelina Augusta Ramos
Avelina Correia Pereira
Avelina Fernandes
Avelina Nobre
Aventureira