[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

[3456.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXLI

PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXLI * 

00129. Alberto Cortez [1933]

[
Alberto Cortez.
Pampilhosa da Serra, c. 1906. Serralheiro mecânico. Filiação: Maria José, José Cortez. Casado. Residência: Rua Carvalho Araújo, 139 - Lisboa. Preso em 05/08/1933, "por ordem superior, para averiguações"; libertado em 08/08/1933.]
[alterado em 27/10/2024]

00130. Alberto Costa [1927]

[Alberto Costa || F. 25/10/1927 || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[
Alberto Costa.
"O Tatuagem". Lisboa. Soldado 1135 da Companhia de Artífices Automobilistas. Filiação: Virgínia da Silva, José Maria da Costa. Preso durante a 1.ª República por suspeita de ser monárquico (17/08/1923). Preso em 19/10/1927, por fazer parte de um grupo de indivíduos das oficinas gerais da Câmara Municipal de Lisboa que proferiam ameaças e fabricavam bombas. Deportado para Timor em 22/10/1927. Passou, em 22/01/1929, de São Tomé para Angola e, em 20/10/1929, apresentou-se no Quartel-General do Governo Militar da Madeira. Embarcou, em 12/11/1930, para Ponta Delgada. Transferido, em 17/03/1931, para Cabo Verde, não sendo abrangido pela amnistia de 05/12/1932. Por ordem do Governo, regressou de Cabo Verde em 20/07/1945 e foi libertado.]
[alterado em 15/05/2023]

00154. Alberto José da Fonseca [1932]

[Alberto José da Fonseca.
Figueira de Castelo Rodrigo, c. 1903. Guarda 393 da PSP do Porto. Filiação: Emília Augusta Granado, Francisco José Fonseca. Casado. Residência: Travessa do Pinheiro Manso, 225 - Porto. Preso no Porto em 29/02/1932, por estar filiado no Partido Comunista e integrar o Socorro Vermelho Internacional. Faria parte da Célula N.º 1, composta por guardas da PSP do Porto, sendo considerado "um elemento muito ativo e pernicioso".]
[alterado em 28/10/2024]

00155. Alberto Lopes Graça [1931]

[Alberto Lopes Graça.
Tomar, c. 1909. Escrivão ajudante. Filiação: Emília da Conceição Lopes, Silvério Lopes Graça. Residência: Tomar. Preso em Tomar e enviado, em 11/11/1931, para a Secção de Justiça e Informações do Comando da PSP de Lisboa, acusado de ter feito parte do grupo que pintou frases nas paredes, incitando o povo a revoltar-se contra a Situação política. Libertado em 21/01/1932.]
[alterado em 28/10/2024]

00156. Alberto Marcelino de Carvalho [1930]

[Alberto Marcelino de Carvalho.
Lisboa, c. 1910. Serralheiro mecânico no Arsenal da Marinha. Filiação: Gertrudes Magna de Azevedo, Artur Marcelino de Carvalho. Solteiro. Residência: Rua dos Prazeres, 54 - Lisboa. Preso em 27/09/1930, por ter arrancado do peito de um operário uma medalha posta pelo Presidente da República aquando do lançamento da canhoneira "Lagoa" (Arsenal da Marinha). Libertado em 02/10/1930.]
[alterado em 28/10/2024]

00157. Alberto Maria de Andrade [1927, 1931, 1934]

[Alberto Maria de Andrade.
Vila Nova de Foz Côa, c. 1890. Tenente - Infantaria 13. Filiação: Antónia Joaquina Lopes de Andrade, António Joaquim de Andrade. Solteiro. Travessa da Amoreira, 29. Preso em fevereiro de 1927, por ter participado no movimento revolucionário que eclodiu nesse mês. Deportado, foi autorizado, posteriormente, o seu regresso. Preso em 23/12/1931, por estar implicado no movimento revolucionário de 26/08/1931, mantendo ligações com o furriel Cristina, cabo José dos Santos Coração, tenente Quilhó. Enviado, em 27/02/1932, ao Governo Militar de Lisboa. Encontrava-se, em 01/03/1934, no Presídio Militar de Santarém, acusado de estar implicado em manejos conspiratórios. Autorizada a sua libertação em 13/09/1934, mas ficou com residência fixada em Mora. Em 09/04/1935, foi-lhe fixada residência em São Martinho do Porto. Em junho de 1936, foi autorizado a transferir a residência fixada para Sebadelhe, concelho de Vila Nova de Foz Côa.]
[alterado em 28/10/2024]

00158. Alberto Mário de Magalhães Lima [1928, 1935, 1937]

[Alberto Mário de Magalhães Lima || 31/08/1935 || ANTT || RGP/1615 || PT-TT-PIDE-E-010-9-1615]

[Alberto Mário de Magalhães Lima.
Santo Ildefonso - Porto, 03/01/1899. Empregado bancário / empregado de  comércio. Filiação: Emília Bessa Pereira de Magalhães, José Alves Magalhães Lima. Casado. Residência: Rua de Sampaio Bruno, 20 - Porto / Largo da Lapa, 34 - Porto. Preso em 20/07/1928, "por se encontrar reunido com o comité revolucionário do Norte", na Rua de Malmerendas, 90, estando presentes: coronel Maia Pinto, tenente Ernesto de Almeida, alferes António de Jesus Vieira, (ex) 2.º sargento cadete Mário Edgar Ribeiro de AlmeidaJosé Guilherme LopesErnesto da Costa Cardoso, dr. Arnaldo Cândido da Veiga PiresJosé Pereira da Silva e Raul Lopes Gonçalves, proprietário da casa. Deportado para Angola em 21/08/1928. Apresentou-se em Angra do Heroísmo em 02/01/1930. Seguiu, em 12/05/1931, da Madeira para Cabo Verde, onde lhe foi fixada residência por ordem superior por ter participado no movimento militar daquela ilha. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, regressou e apresentou-se em 17/01/1933, saindo em liberdade. Regressou ao Porto, continuando a residir no Largo da Lapa, 34. Preso no Porto em 24/08/1935, por "motivo político"; libertado em 23/09/1935. Preso no Porto em 18/02/1937, "para averiguações"; libertado em 19/03/1937.]

[alterado em 30/04/2023]
[alterado em 28/10/2024]

[João Esteves]

domingo, 27 de outubro de 2024

[3455.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXL

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXL *

00106. Agostinho José de Oliveira Gouveia [1930, 1931]

[Agostinho José de Oliveira Gouveia.
Lisboa, c. 1884. Ajudante de apontador na Câmara Municipal de Lisboa. Filiação: Maria do Rosário de Oliveira, Cândido José Gouveia. Casado. Residência: Rua da Beneficência, 177 - Lisboa. Preso em 10/05/1930, "por suspeita de ter armamento em casa"; libertado em 14/05/1930. Preso em 16/09/1931 pela Secção de Justiça e Informação do Comando da PSP de Lisboa, por suspeita de ter andado armado durante o movimento de 26/08/1931 e "ser chefe de um grupo revolucionário em Palma de Baixo". Nada se provou, sendo libertado em 25/09/1931.]
[alterado em 27/10/2024]

00107. Agostinho Pereira [1929]

[Agostinho Pereira.
Vizela, c. 1905. Comissionista. Filiação: Emília de Jesus Pereira, Adelino Francisco Cardoso. Solteiro. Residência: Sebastião Saraiva Lima, 95. Preso em 12/04/1929, "por falsa denúncia", e libertado em 20/04/1929.]
[alterado em 27/10/2024]

00110. Aires Leal de Matos [1931, 1933, 1935]

[Aires Leal de Matos.
Pombal, 05/06/1882. Farmacêutico na Cadeia Nacional. Filiação: Eugénia Marques Leal de Matos, Joaquim Leal de Matos. Casado. Residência: Rua Neves Costa, 37 - Lisboa. Preso em 29/08/1931, por ter participado no movimento de 26/08/1931, juntamente com o dr. Joaquim Pratas, homiziado em Espanha; libertado em 11/11/1931. Integraria a Ação Republicana Socialista. Preso em 10/07/1933, acusado de estar envolvido num movimento revolucionário em preparação, seguiu, em 11/07/1933, para Peniche, onde lhe foi fixada residência obrigatória por despacho do Ministro do Interior. Mandado restituir à liberdade em 26/07/1933, sendo-lhe fixada residência obrigatória em Carnide, onde residia, para onde seguiu em 28/07/1933. Preso pela Secção Política e Social da PVDE em 21/06/1935, levado para uma esquadra e transferido para o Aljube em 26/06/1935. Libertado em 05/07/1935.]
[alterado em 27/10/2024]

00125. Alberto Augusto de Almeida [1932]

[Alberto Augusto de Almeida.
Lisboa, c. 1891. Pedreiro. Filiação: Maria Augusta de Almeida, José de Almeida. Solteiro. Residência: Visconde de Santo Ambrósio, 6 / Rua Pereira e Sousa, 13. Era filiado na Aliança Libertária Portuguesa e integrava o Sindicato da Construção Civil. Preso por duas vezes durante a 1.ª República (1919, 1920): 17/08/1919, "como agitador"; 20/03/1920, "por ordem superior". Preso em 21/10/1932 por ligações anarco-sindicalistas, nomeadamente com Eurico Pinto Mateus e Alfredo Crispim Duarte. Assegurava contactos internacionais, nomeadamente com a Aliança Internacional de Trabalhadores e Comissão Internacional Antimilitarista, "sendo bastante culto, pois fala e escreve a língua francesa, o esperanto e percebe alguma coisa de alemão". Criou um organismo de solidariedade para com os presos anarco-sindicalistas, o qual funcionava através da venda de selos impressos para esse fim e distribuídos por núcleos operários no dia do recebimento do salário. Julgado pelo TME em 17/06/1933, foi absolvido e libertado.]
[alterado em 19/03/2023]
[alterado em 27/10/2024]

00126. Alberto Augusto [1931]

[
Alberto Augusto.
"O Batatinha". Lisboa, c. 1899. Professor de ginástica. Filiação: Amélia Maria Rocha, António Augusto. Solteiro. Residência: Travessa da Cruz da Era, 6 - Lisboa. Preso em Castelo Branco por andar fugido, deu entrada na Secção da Justiça e Informação do Comando da PSP de Lisboa em 13/11/1931. Acusado de ter participado ativamente no movimento de 26/08/1931, "andando dentro do automóvel de Manuel Casaes Rodrigues Júnior, armado de espingarda de guerra," e chefiar civis em Benfica e no Jardim Zoológico. Em 22/06/1932, por parecer do Diretor Geral da Segurança Pública, e concordância do Ministro do Interior, foi-lhe fixada residência obrigatória nos Açores - ilha Terceira. Libertado em 08/12/1932 por ter sido abrangido pela amnistia de 05/12/1932.]
[alterado em 27/10/2024]
00127. Alberto Cardoso Freire [1927]

[Alberto Cardoso Freire || F. 06/10/1927 || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Lisboa, c. 1883. Fiscal de impostos. Filiação: Adelaide Ferreira dos Santos Cardoso, Leopoldo Freire. Casado. Residência: Parede. Preso em 29/09/1927, por conspirar contra a Ditadura e ser o Chefe dos grupos civis da linha de Cascais; deportado para Angola em 01/11/1927. Apresentou-se, em 17/02/1929, ao Governador Militar da Madeira ido de Luanda. Regressou ao Continente em 27/03/1929, apresentou-se na SPS e declarou ir residir na Parede.]
[alterado em 27/10/2024]

00128. Alberto Carlos Ferreira de Andrade [1929]

[
Alberto Carlos Ferreira de Andrade.
Montemor-o-Novo, c. 1907. 1.º Cabo de Metralhadoras 1. Filiação: Felismina Ferreira de Andrade, Augusto Ferreira de Andrade. Solteiro. Residência: Rua Damasceno Monteiro, 57 -Lisboa. Preso em 01/04/1929, "por estar implicado num movimento revolucionário em preparação"; libertado em 11/04/1929.]
[alterado em 27/10/2024]

[João Esteves]

[3454.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXIX

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXIX *

02029. Artur Simões Barreiros [1933]

[Artur Simões Barreiros.
"O Caneças". Loures, c. 1906. Condutor de carroças. Filiação: Rosa Balbina, Francisco Palmilhante. Residência: Quinta dos Apóstolos ao Alto de S. João - Barracão do Silvino. Preso em 12/10/1933, por suspeita de ter conivência no transporte de uma caixa suspeita. Por se tratar de "falsa denúncia", foi libertado em em 16/10/1933.]

02030. Abel Maria de Carvalho [1930]

[Abel Maria de Carvalho.
Preso, "por ordem superior", em 23/03/1930. Libertado na mesma data.]

00032. Acácio Gonçalves Calado [1927, 1928]

[Acácio Gonçalves Calado || F. 31/05/1928 || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Acácio Gonçalves Calado.
Lisboa, c. 1899. Funcionário público. Filiação: Emília dos Anjos Gonçalves Calado, João Ferreira Calado. Solteiro. Residência: Av. Almirante Reis, 42 - Lisboa. Preso em 18/12/1927, "por encobrir um distribuidor de manifestos, de nome Luís Laboreto; libertado em 19/12/1927. Preso, provavelmente, em maio de 1928.]
[alterado em 26/10/2024]

00093. Afonso Henriques Ventura [1933]

[Afonso Henriques Ventura.
Pampilhosa da Serra, c. 1904. Empregado de comércio. Filiação: Encarnação Henriques Ventura, José Maria de Almeida Ventura. Solteiro. Residência: Rua da Mouraria, 27 - Porta 8A. Membro 161 do Partido Comunista, integraria o seu Comité Regional de Lisboa, onde desenvolveu intensa atividade em 1932 e início de 1933. Preso em 26/02/1933, "por estar envolvido em manejos comunistas", colaborou, entre outros, com Álvaro Augusto FerreiraEduardo Neves, Francisco de Campos, Jaime Tiago, José Manuel Saraiva de Aguiar, Manuel Augusto da Rosa Alpedrinha, Manuel Francisco Roque Júnior. Passou pela enfermaria da Cadeia do Limoeiro a fim de ser submetido a tratamento. Também terá estado na enfermaria de Monsanto, ido do Aljube, em 18/10/1933. Julgado no TME em 22/02/1934 e libertado em 10/05/1934.]
[alterado em 26/10/2024]

00094. Afonso Justino [1931]

[Afonso Justino.
Alcobaça, c. 1905. Empregado de hotel. Filiação: Maria Carvalho, António Justino. Solteiro. Residência: Alcobaça. Enviado de Leiria para Lisboa em 07/05/1931, acusado de "estar implicado na organização revolucionária de Alcobaça" e ter sido portador de uma carta de Bernardo da Silva para José Carlos Afonso. Libertado em 15/06/1931.]
[alterado em 27/10/2024]
00095Afonso Marques [1932]

[Afonso Marques.
Alenquer, c. 1891. Industrial de sapataria. Filiação: Guilhermina da Conceição Santos, Onofre Marques. Casado. Residência: Travessa Rebelo da Silva, 1. Preso em 20/04/1932, "sob a acusação de ser portador de correspondência, de carácter revolucionário, entre o ex-Capitão Vilhena e o Tenente Arnaldo de Almeida". Desconhecia o conteúdo daquela e revelou-se partidário da Situação, sendo libertado em 09/05/1932, no mesmo dia que António Pires.]
[alterado em 27/10/2024]

00096. Afonso Pires Miguens [1931] 

[Afonso Pires Miguens.
Gavião, c. 1895. Empregado nos Caminhos de Ferro Portugueses. Filiação: Guilhermina Calado, António Pires Miguens. Solteiro. Residência: Rua Sebastião Saraiva Lima, Letras A.D.A. - Lisboa. Preso em 26/06/1931, "por estar ligado a José Simões da Piedade nas maquinações revolucionárias" e ter contactos com o padre João Lopes Soares. Libertado em 12/08/1931, "por ordem do Senhor Delegado Especial.]
[alterado em 27/10/2024]

00097. Afonso Tavares da Fonseca [1930]

[Afonso Tavares da Fonseca.
Porto - Bonfim, c. 1905. Empregado de comércio. Filiação: Ana Ferreira Pinto da Fonseca, António Tavares da Fonseca. Solteiro. Residência: Rua de Francos, 535 - Porto. Preso pela Polícia de Informações do Porto em 05/10/1930, por fazer parte de um grupo que andou pelas ruas a gritar "vivas subversivos e morras à atual Situação". Enviado para Lisboa em 06/10/1930 e libertado em 17/10/1930.]
[alterado em 27/10/2024]

00098. Agostinho Alves Ferreira [1931]

[Agostinho Alves Ferreira.
Loulé, c. 1880. Comerciante. Filiação: pais incógnitos. Casado. Residência: Rua Teófilo Braga, 12 - Setúbal. Preso, em Setúbal em 05/09/1931, a pedido do Comando da GNR de Lisboa, por denúncia de ser contra a Situação. Libertado em 10/09/1931.]
[alterado em 27/10/1924]

[João Esteves]

terça-feira, 22 de outubro de 2024

[3453.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXVIII

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXVIII *

02024. Bernardino dos Santos [1927]

[Bernardino Santos || F. 1916 || ANTT || -PT-TT-PIDE-Policias-Anteriores-1-NT-8902]

[Bernardino Santos.
Nasceu em Coimbra, em 1877. Empregado de escritório - Fiscal da Assistência Pública. Filiação: Maria do Rosário, Inácio dos Santos. Interveio, em novembro de 1911, no congresso anarquista realizado em Lisboa, juntamente com Bartolomeu Constantino, Manuel Joaquim de Sousa, Neno Vasco e Pinto Quartin, entre outros. Em janeiro de 1916, foi um dos organizadores do imponente funeral do sapateiro anarquista Bartolomeu Constantino e, em 13 de dezembro desse mesmo ano, esteve associado à tentativa, falhada, de revolução que ocorreu em Tomar em 13/12/1916, cujo objetivo era contrariar o envolvimento de Portugal e dos seus militares na Guerra. Seria capturado em casa, levado para o cruzador "Pedro Nunes" e, depois, libertado, tendo posto a hipótese de ser colocado em S. Tomé. No ano seguinte, entre 29/04/1917 e 01/05/1917, representou os Empregados do Comércio e Indústria de Lisboa na Conferência Operária Nacional realizada pela União Operária Nacional no Teatro Estrela, em Lisboa. Terá sido detido algumas vezes durante o período conturbado da Guerra, participando, ainda, em ações contra a carestia de vida. Representou a UON na celebração do 1.º de Maio de 1919 em Alcanena e, em 1921, integrou a direção do Partido Comunista Português. Na sequência do atentado ao Comandante da Polícia, o tenente-coronel Ferreira do Amaral, ocorrido em 15/05/1925, seria novamente preso e deportado para Cabo Verde, onde desembarcou em 10/06/1925. Tal como muitos outros dos presos sociais que o acompanhavam, não foi submetido a qualquer julgamento, baseando-se a deportação na acusação de pertencer à Legião Vermelha e no seu "Cadastro Social". Evadiu-se de Cabo Verde e refugiou-se no Porto, onde viria a ser preso em 08/07/1927 e enviado para Lisboa acompanhado pelo seu captor. Deportado para Angola em 18/09/1927, embarcou, em 20/09/1927, no vapor "Zaire", da Companhia Nacional de Navegação, com dezenas de cadastrados e outros presos por motivos políticos e sociais: Adriano Matos Fragoso, Alexandre Pereira de Campos, Alfredo Nordeste, Álvaro da Costa Ramos, António Maria Malva do Vale, António Inácio Martins, António Marques, António Mendes Soldado Júnior, Arnaldo Simões Januário, Artur Augusto Duarte da Luz de Almeida, Custódio José Dantas, Francisco Nóbrega Quintal, Gregório Roque da Silva, José Alberto, João Pedro dos Santos, João Pereira, José Bernardino Alves Pereira, Manuel Alegria Vidal e Manuel Portolez Saraiva. Em 1931, estava em S. Nicolau, Cabo Verde, de onde embarcou em julho com destino a Timor, viajando no "Gil Eanes" com Arnaldo Simões JanuárioCal BrandãoDaniel SeverinoFilipe José da CostaEsteve no Campo de Concentração de Oecusse e permaneceu  em Timor até depois do fim da II Guerra, regressando a Portugal em fevereiro de 1946. Faleceu em 1958.]
[alterado em 13/12/2024]

02025. Eduardo Sarsfield [1927]

[Antigo Governador Civil do Porto. Preso pela Polícia de Informações do Ministério do Interior no Porto, em 11/07/1927, juntamente com outros «democráticos», acusado de ter «entendimentos com os emigrados políticos». Levado para a Casa de Reclusão.]

02026. Manuel de Oliveira [1927]

[Subdelegado de Saúde do Porto. Preso pela Polícia de Informações do Ministério do Interior no Porto, em 11/07/1927, juntamente com outros «democráticos», e libertado após «prestar declarações».]

02027. Joaquim Rodrigues Cordeiro [1927]

[Comerciante em Torres Vedras. Preso em Lisboa em 19/07/1927, a pedido das autoridades de Mafra, «acusado de ter tomado parte no movimento revolucionário de fevereiro». Depois de interrogado, seguiu para a Penitenciária.]

02028. Carvalho Araújo [1927]

[Preso por ter tido «entendimento com os revolucionários de fevereiro». Libertado da Cadeia Nacional em 19/07/1927.]

[João Esteves]

sexta-feira, 28 de junho de 2024

[3452.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXVII

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXVII *

02016. José Núncio da Silva Júnior [1927]

[Transferido, em julho de 1927, de Elvas para a Casa de Reclusão do Porto, sendo considerado «preso político».]

02017. Francisco Gonçalves da Cunha [1927]

[2.º sargento. Transferido, em julho de 1927, de Elvas para a Casa de Reclusão do Porto, sendo considerado «preso político».]

02018. Gregório Roque da Silva [1924, 1926, 1927, 1927]

[Gregório Roque da Silva.
"Gregório das Bombas". Torres Novas. Carpinteiro. Filiação: Catarina da Conceição Roque, Francisco Roque da Silva. Preso em 29/08/1924, por "ser detentor de bombas", e em 02/02/1926, "por ter tomado parte no movimento revolucionário de Almada". Por ter participado no movimento revolucionário de 07/02/1927, foi preso, terá estado no Forte de Elvas e seria julgado na primeira audiência do TME, em Santa Clara, em 11/06/1927. A audiência foi presidida pelo coronel Domingos de Oliveira, sendo o coronel Osório de Castro o promotor de Justiça e o capitão Amândio Machado o defensor oficioso: condenado em 4 meses e um dia de prisão, saiu em liberdade devido ao tempo de detenção preventiva. Preso em 09/07/1927, acusado de ser um dos responsáveis pelo ataque à bomba contra um automóvel ocorrido na Rua dos Sapadores em 07/02/1927. Levado para os calabouços do Governo Civil, seria deportado para Angola em 18/09/1927. Embarcou no vapor "Zaire", da Companhia Nacional de Navegação, em 20/09/1927, juntamente com dezenas de cadastrados e outros presos por motivos políticos e sociais, entre os quais constavam: Adriano Matos Fragoso, Alexandre Pereira de Campos, Alfredo Nordeste, Álvaro da Costa RamosAntónio Inácio MartinsAntónio Maria Malva do Vale, António Marques, António Mendes Soldado Júnior, Arnaldo Simões Januário, Artur Augusto Duarte da Luz de Almeida, Bernardino dos Santos, Custódio José Dantas, Francisco Nóbrega Quintal, José Alberto, João Pedro dos Santos, João Pereira, José Bernardino Alves Pereira, Manuel Alegria Vidal e Manuel Portolez Saraiva.]
[alterado em 13/12/2023]
[alterado em 21/03/2025]

02019. Joaquim T. Silva [1927]

[Tenente. Acusado de participar no movimento revolucionário de fevereiro de 1927, esteve deportado na ilha Terceira, de onde regressou em julho, por ordem do Governo.]

02020. ELIMINADO

[alterado em 16/04/2025]

02021. ELIMINADO

[alterado em 09/10/2024]

02022. Eduardo Soares de Moura [1927]

[Professor. Residência: Rua de Santa Catarina - Porto. Preso pela Polícia de Informações do Porto, talvez em 09-10/07/1927, e levado para o Aljube local.]

02023. Maria de Jesus Narcisa/Moreira [1927]

[Residência: Rua de Santa Catarina - Porto. Presa pela Polícia de Informações do Porto, talvez em 09-10/07/1927, e levada para o Aljube local. Talvez libertada em 11/07/1927.]
[alterado em 28/06/2024]

[João Esteves]

quinta-feira, 27 de junho de 2024

[3451.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXVI

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXVI *

02006. Américo Exposto [1927]

[Chefe de Música de Infantaria 3. Acusado de estar implicado na revolução de fevereiro de 1927, no Porto, foi libertado da Casa de Reclusão em meados de maio.]

02007. Aníbal Alves Viana [1927]

[Sargento Ajudante de Infantaria 3. Acusado de estar implicado na revolução de fevereiro de 1927, no Porto, foi libertado da Casa de Reclusão em meados de maio.]

02008. José da Horta [1927]

[1.º Sargento reformado. Acusado de estar implicado na revolução de fevereiro de 1927, no Porto, foi libertado da Casa de Reclusão em meados de maio.]

02009. Rodrigo Augusto dos Santos [1927, 1935]

[Barcelos, c. 1875. 2.º Sargento reformado. Filiação: Maria da Graça Nunes dos Santos, Sebastião Maria dos Santos. Casado. Residência: Largo General Luís do Rego - Viana do Castelo. Acusado de estar implicado na revolução de fevereiro de 1927, no Porto, foi libertado da Casa de Reclusão em meados de maio. Preso pela Delegação do Porto da PVDE em 15/03/1935, por manter ligações revolucionárias com Adriano de Carvalho e Jorge Gonçalves. Além disso, tinha conhecimento da deslocação do filho a Espanha, onde teria mantido contactos com «foragidos políticos». Libertado em 21/03/1935.]

02010. João de Almeida [1927]

[Professor - Inspeção Escolar de Braga. Deportado em 1927 para Moçâmedes, regressou no vapor "África" em 19/06/1927. Vigiado, um relatório de abril de 1931 identificava-o como «adversário da Ditadura», reunindo na redação do jornal "O Correio do Minho", «baluarte dos adversários da Ditadura».]

02011. Ernesto Gustavo Arruda [1927, 1931, 1941]

[Ernesto Gustavo Arruda.
S. Jorge, concelho Nordeste, Ponta Delgada, c. 1895. Tenente. Filiação: Ana Manuel Arruda, Manuel Inácio Arruda. ? / Casado. Residência: ? / Évora. Na sequência da participação na revolução de fevereiro de 1927, foi preso e enviado do Porto para a Penitenciária de Lisboa. Deportado para Angola. Em meados de junho, embarcou em Luanda, no vapor "África", com destino ao Funchal, de onde deveria seguir para os Açores a bordo do "S. Miguel". Determinada, em 08/08/1931, reclusão temporária no Forte de S. Julião da Barra. Encontrava-se, em outubro de 1934, com residência fixa em Peniche. Quando capitão da Administração Militar, seria preso, dando entrada no Aljube em 14/05/1941. Requisitado, em 10/07/1941 e em 30/07/1941, pelo Ministério da Guerra, regressou àquela cadeia. Transferido, em 07/10/1941, para a Casa de Reclusão do governo Militar de Lisboa, ficando à disposição do 2.º TMT de Lisboa. Faleceu em 16/01/1957.]
[alterado em 12/04/2025]

02012. Fernando Sampaio Rodrigues [1927]

[Fernando Sampaio Rodrigues.
Capitão de artilharia de montanha. Na sequência da participação na revolução de fevereiro de 1927, foi preso e deportado para S. Toméonde terá desembarcado por volta de 12/03/1927. Em meados de junho, embarcou em Luanda, no vapor "África", com destino ao Funchal, de onde deveria seguir para os Açores a bordo do "S. Miguel".]
[alterado em 09/10/2024]
[alterado em 30/05/2025]

02013. Joaquim Bento [1927, 1928, 1934]

[Mafra, c. 1885. Comerciante. Filiação: Maria da Nazaré, José Bento. Casado. Residência: Rua Alves Correia, 141 - Lisboa. Preso em 03/07/1927 pela Polícia de Informações do Ministério do Interior, quando assistia a uma reunião de republicanos, e levado para a antiga Penitenciária com os outros detidos na mesma circunstância. Preso em 16/02/1928, «por ordem superior», e libertado no dia seguinte. Vigiado em 1929 e 1930. Preso em 30/05/1934, «por suspeita de manter ligações revolucionárias com o conhecido conspirador Acrísio Canas Mendes». «Não obstante ser reconhecidamente inimigo do Estado Novo», nada se provou e foi libertado em 15/06/1934.]

02014. Joaquim Luís Pinto [1927]

[Preso na sequência da revolta de fevereiro de 1927, evadiu-se da Casa de Reclusão do Porto em finais de junho, juntamente com António de Sousa Júnior. Aguardava julgamento pelo TME.]

02015. Joaquim Monteiro [1927, 1928]

[Joaquim Monteiro.
"O Quim Marinheiro". Porto, c. 1897. Empregado de comércio. Filiação: Ana Ribeiro, José Monteiro. Residência: Rua Anselmo Braancamp, 272 - Porto. Preso em 23/02/1927, no Porto, acusado de ter participado no movimento revolucionário. Levado do Porto, entrou na Penitenciária de Lisboa em 17/03/1927. Transferido, em julho de 1927, do Forte de Elvas para a Casa de Reclusão do Porto. Julgado pelo TME, no Porto, em 19/07/1927, acusado de andar armado durante os acontecimentos de 3 de fevereiro, sendo seu advogado o dr. Alexandre de Córdova. Libertado e vigiado naquela cidade, em 07/10/1927 foi dada a informação que seria "chefe de um grupo civil da conspiração revolucionária". Preso em 21/03/1928, "por ser o autor de vários assassinatos no Porto", evadiu-se da cadeia do Forte de Monsanto em 08/04/1928.]
[alterado em 04/05/2025]
[alterado em 19/05/2025]

[João Esteves]

terça-feira, 25 de junho de 2024

[3450.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXV

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXV *

01998. Alexandre António Joaquim [1927]

[Tenente de Infantaria. Quando integrava o Regimento de Infantaria 13, sediado em Vila Real, participou no movimento revolucionário de 3 de Fevereiro 1927 despoletado no Porto. Deportado, seguiu no barco "Lourenço Marques", tendo de desembarcar em Luanda por motivo de doença. Seria, então, transferido para a Madeira e, depois, passou para a ilha Terceira, viajando no "Vasco da Gama". Vigiado em 1930, era descrito como «elemento conspirador de Vila Real», onde estava com residência fixada. Continuava em Vila Real em setembro de 1934. A SPS da PVDE não foi favorável à sua colocação no Regimento de Infantaria 13, considerando não ser conveniente a sua mudança de residência. Esta situação só seria desbloqueada em finais de 1935, quando a PVDE autorizou a sua colocação em qualquer Unidade «de fronteira».]

[Alexandre António Joaquim || 26/12/1935 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-54-442]

[Alexandre António Joaquim || 03/01/1936 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-54-442]

[Alexandre António Joaquim || 04/01/1936 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-54-442]

01999. Joaquim Lopes Fernandes [1927]

[Tenente de Infantaria. Participou no movimento revolucionário de 3 de Fevereiro 1927 despoletado no Porto. Deportado, seguiu no barco "Lourenço Marques", tendo de desembarcar em Luanda por motivo de doença. Seria, então, transferido para a Madeira e, depois, passou para a ilha Terceira, viajando no "Vasco da Gama".]

02000. Benevenuto Moreira dos Santos [1927]

[Marinha Mercante. Preso em 22/03/1927, acusado de ter participado no movimento revolucionário de 7 de fevereiro e enviado à Comissão de Inquérito. Levado para a Penitenciária de Lisboa, de onde tentou evadir-se em abril. Descoberto, foi transferido para o Forte de Monsanto e, em 11/06/1927, começou a ser julgado pelo Tribunal Militar Especial, reunido em Santa Clara, o qual era presidido pelo coronel Domingos de Oliveira, sendo o coronel Osório de Castro o promotor de Justiça e Amândio Machado o defensor oficioso.]
[alterado em 21/03/2025]

02001. José Fernandes [1927]

[Funcionário da Câmara Municipal de Lisboa. Acusado de ter participado na revolução de fevereiro de 1927, foi levado preso para a Penitenciária de Lisboa. Libertado em abril, «por nada se ter provado contra ele».]

02002. Raul Mendes Garcia [1927]

[Guarda (cívico) N.º 832. Funcionário da Câmara Municipal de Lisboa. Acusado de ter participado na revolução de fevereiro de 1927, foi levado preso para a Penitenciária de Lisboa. Transferido para o Governo Civil, regressou àquela cadeia.]

02003. Mário da Conceição Malheiro [1927]

[Mário da Conceição Malheiro.
"Conde de Famalicão". C. 1897. Acusado, por denúncia anónima, de participar no movimento revolucionário de fevereiro de 1927, foi levado preso para o Aljube do Porto. Escreveu para o jornal "O Século" a reclamar a sua inocência e a solicitar ao Ministro da Guerra a revisão do seu processo. Julgado no Porto pelo TME em 22/06/1927, juntamente com mais sete civis, foi defendido pelo advogado Sousa Dias. Condenado a noventa dias de prisão correcional, saiu em liberdade devido ao tempo de prisão já cumprido.]
[alterado em 18/05/2025]

02004. Fernando de Castro [1927]

[Genro de Afonso Costa. Advogado. Detido na fronteira em meados de maio de 1927, por ordem superior, quando regressava de Paris com Afonso de Macedo. Acompanhado por um agente desde a fronteira até ao Ministério do Interior, seria informado que a detenção se dera por «questões políticas». Libertado pouco depois.]

02005. Secundino Martins Real [1927]

[Vila Verde, Braga, 25/05/1869. Filiação: Maria Joaquina Martins da Costa, José Bento Real. 1.º sargento de Caçadores 9. Acusado de estar implicado na revolução de fevereiro de 1927, no Porto, foi libertado da Casa de Reclusão em meados de maio. Faleceu em 09/11/1948.]

[João Esteves]

[3449.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXIV

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXIV *

01991. José Guedes Leite [1927, 1928, 1930, 1931]

[Peso da Régua, c. 1882. Amanuense da Câmara Municipal de Peso da Régua. Filiação: Maria Leopoldina Rodrigues, José Leite Guedes de Gouveia. Casado. Residência: Régua. Acusado de estar envolvido na Revolta de Fevereiro de 1927, no Porto, ficou preso na Casa de Reclusão até ser transferido para Lisboa no "Infante de Sagres". Libertado da Cadeia Nacional em 19/07/1927. Preso em 12/02/1928, «para averiguações», e libertado no dia 14/02/1928. Vigiado em 1929 e 1930, seria preso na Régua em 07/10/1930, «por ser um dos mais ativos conspiradores contra a Situação»; libertado em 17/10/1930. Continuou a ser vigiado em 1931, sendo preso no Porto e enviado para Lisboa em 30/04/1931, «por estar comprometido na projetada greve geral». Libertado em 13/05/1931, foi-lhe fixada residência em Lamego, onde se apresentou no dia 16/05/1931.]
[alterado em 29/06/2024]

01992. Gaspar da Silva Moreira Vasques [1927]

[Comerciante na Régua. Acusado de estar envolvido na Revolta de Fevereiro de 1927, no Porto, ficou preso na Casa de Reclusão até ser transferido para Lisboa no "Infante de Sagres".]

01993. Manuel Moreira [1927]

[Comerciante em Gaia. Acusado de estar envolvido na Revolta de Fevereiro de 1927, no Porto, foi levado do Hospital da Misericórdia para o Hospital Militar, sendo transportado «em maca e escoltado».]

01994. Jaime Augusto da Rosa Alpedrinha [1927]

[Elvas. Major. Filiação: Josefa Maria Policarpo Alpedrinha, Francisco Porfírio da Rosa Alpedrinha. Casado. Integrou o 1.º Corpo Expedicionário Português, tendo embarcado em Lisboa em 14/07/1917. Quando integrava o Regimento de Infantaria 13, sediado em Vila Real, participou no movimento revolucionário de 3 de Fevereiro 1927 despoletado no Porto. Deportado, seguiu no barco "Lourenço Marques", tendo de desembarcar em Luanda por motivo de doença. Seria, então, transferido para a Madeira e, depois, passou para a ilha Terceira, viajando no "Vasco da Gama".]

01995. António Ernâni de Melo [1927]

[Capitão de Infantaria. Participou no movimento revolucionário de 3 de Fevereiro 1927 despoletado no Porto. Deportado, seguiu no barco "Lourenço Marques", tendo de desembarcar em Luanda por motivo de doença. Seria, então, transferido para a Madeira e, depois, passou para a ilha Terceira, viajando no "Vasco da Gama".]

01996. Manuel Ferreira Barbosa [1927]

[Manuel Ferreira Barbosa.
Capitão reformado da Guarda FiscalParticipou no movimento revolucionário de 3 de Fevereiro 1927 despoletado no Porto. Transferido, de barco, para Lisboa e levado para a Penitenciária. Deportado, seguiu no barco "Lourenço Marques", tendo de desembarcar em Luanda por motivo de doença. Seria, então, transferido para a Madeira e, depois, passou para a ilha Terceira, viajando no "Vasco da Gama".]
[alterado em 11/04/2025]

01997. Agostinho de Almeida Graça [1927

[Guimarães. Tenente de Infantaria 13. Filiação: Ana Emília Rosa de Almeida Graça, Manuel Maria de Almeida. Casado. Integrou o 1.º Corpo Expedicionário Português: embarcou em 15/11/1917 e regressou em 25/01/1919. Quando integrava o Regimento de Infantaria 13, sediado em Vila Real, participou no movimento revolucionário de 3 de Fevereiro 1927 despoletado no Porto. Deportado, seguiu no barco "Lourenço Marques", tendo de desembarcar em Luanda por motivo de doença. Seria, então, transferido para a Madeira e, depois, passou para a ilha Terceira, viajando no "Vasco da Gama".]

[João Esteves]

domingo, 23 de junho de 2024

[3448.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXIII

 PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXIII *

01982. António Maria da Silva [1927, 1928, 1928, 1929]

[António Maria da Silva || F. 11/12/1928 || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903]

[Lisboa, 26/05/1872. Engenheiro pela Escola do Exército (1892). Filiação: Maria da Luz da Silva, António Maria Garcia da Silva. Casado. Residência: Avenida Praia da Vitória, 18 - Lisboa. Maçom, carbonário e republicano, sendo militante e dirigente do Partido Republicano Português - Partido Democrático. Eleito deputado por Silves (1911, 1925) e por Lisboa (1915, 1919, 1921, 1922). Integrou diversos governos enquanto ministro do Fomento (1913, 1915), do Trabalho e Previdência Social (1916), das Finanças (1920, 1920, 1920, 1921), do Interior (1922, 1925), da Guerra (1923, 1925), da Instrução Pública (1923) e da Agricultura (1922, 1922), tendo sido, ainda, o republicano que presidiu a mais governos (1920, 1922, 1922, 1922, 1925, 1926). Chefiava o Governo aquando do golpe militar de 28/05/1926. Preso em janeiro de 1927 e levado para o Forte da Trafaria, por estar associado ao Partido Republicano Português. Vigiado. Preso em 15/06/1928, «acusado de ter contribuído com a quantia de cem escudos para a confecção de manifestos clandestinos»; libertado no dia seguinte. Continuou a ser vigiado e anotados os seus contactos, incluindo participação em reuniões. Preso em 27/11/1928, «por estar implicado num movimento militar em preparação»; libertado em 25/12/1928. Continuou vigiado. Preso em 13/04/1929, «por estar em ligação com o "comité revolucionário"», e deportado, em 08/05/1929, para a Madeira, onde lhe foi fixada residência. Autorizado pelo Ministério do Interior a regressar, embarcou em 22/05/1930. Continuou a conspirar a partir de Cascais. Faleceu em Lisboa, em 14/10/1950.]

01983. José Lopes de Oliveira [1927]

[José Lopes de Oliveira]

[Vale de Açores, Mortágua, 25/12/1881. Professor e historiador. Filiação: Maria Adelaide de Jesus, João Lopes de Oliveira. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra (1905), enveredou pela profissão docente, começando a lecionar em Viseu. Após a implantação da República, foi nomeado diretor da Escola Normal de Lisboa e professor no Liceu Passos Manuel, onde também foi reitor (1920). Republicano e maçom, pertenceu, até 1920, ao Partido Republicano Português, aderindo, em 1923, ao Partido Republicano Radical, do qual se tornou Presidente em 1925. Preso em janeiro de 1927 e levado para o Forte da Trafaria, por estar associado ao Partido Republicano Radical. Deportado para Cabo Verde, regressou no vapor "África" em 19/06/1927. No momento do desembarque, declarou ao jornal "O Século" que era «francamente contra as ditaduras, mas não defendo o regresso à anarquia política em que vivíamos», afastando-se da posição das pretensões dos «republicanos exilados em Paris». As suas considerações sobre o apoio do Partido Radical ao golpe do 28/05/1926 seriam cortadas pela censura. Aposentou-se em 1946 e faleceu na Parede em 03/08/1971.] 
[alterado em 25/06/2024]
[alterado em 26/06/2024]

01984. Mário Marrecas Ferreira Pimentel [1927]

[Capitão de Infantaria 10. Participou ativamente na revolução de 3 de fevereiro de 1927, no Porto, ficando detido na Casa de Reclusão até ser transferido para Lisboa no "Infante de Sagres". Continuou a combater a Ditadura Militar, sendo vigiado quando em liberdade. Incluído na lista dos 33 nomes afastados de todo o serviço público ao abrigo do Decreto-Lei N.º 25317, de 13 de maio de 1935, o qual «manda aposentar, reformar ou demitir os funcionários ou empregados, civis ou militares, que tenham revelado ou revelem espírito de oposição aos princípios fundamentais da Constituição Política ou não deem garantia de cooperar na realização dos fins superiores do Estado».]

01985. Manuel Joaquim Oliveira [1927]

[Capitão farmacêutico. Participou ativamente na revolução de 3 de fevereiro de 1927, no Porto, ficando detido na Casa de Reclusão até ser transferido para Lisboa no "Infante de Sagres". Posteriormente, quando trabalhava na Farmácia Barreto, na Rua do Loreto, estava conotado com a Oposição e apoiou o general Humberto Delgado na campanha presidencial de 1958.]

01986. António José da Costa Cunhal [1927]

[Tenente do Exército – Batalhão de Metralhadoras 2. Quando alferes do Batalhão de Infantaria 35, integrou o 1.º Corpo Expedicionário Português. Participou na Revolta de Fevereiro de 1927, no Porto, e ficou detido na Casa de Reclusão até ser transferido para Lisboa no "Infante de Sagres". Continuou na carreira militar.]

01987. José Bonifácio da Costa [1927]

[Delegado do Ministério Público em Miranda do douro e Presidente da Comissão Administrativa da Câmara de Mesão Frio. Acusado de estar envolvido na Revolta de Fevereiro de 1927, no Porto, ficou preso na Casa de Reclusão até ser transferido para Lisboa no "Infante de Sagres".]

01988. Nicolau Pereira Gouveia [1927]

[Secretário da administração do concelho de Murça. Acusado de estar envolvido na Revolta de Fevereiro de 1927, no Porto, ficou preso na Casa de Reclusão até ser transferido para Lisboa no "Infante de Sagres".]

01989. Bernardo António Barros [1927]

[Salgueiral - Régua. Acusado de estar envolvido na Revolta de Fevereiro de 1927, no Porto, ficou preso na Casa de Reclusão até ser transferido para Lisboa no "Infante de Sagres".]

01990. António da Silva Correia [1927]

[Solicitador na Régua. Acusado de estar envolvido na Revolta de Fevereiro de 1927, no Porto, ficou preso na Casa de Reclusão até ser transferido para Lisboa no "Infante de Sagres".]

[João Esteves]

sexta-feira, 21 de junho de 2024

[3447.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXII

PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || CCCXXXII *

01977. Eduardo Henrique Maia Rebelo [1928, 1930, 1931]

[Areosa - Viana do Castelo, 1894. 1.º tenente da Armada. Filiação: Maria Antónia Maia Rebelo, Luís Joaquim Dias Rebelo. Residência: Rua de Santo António, 6 - Oeiras. Frequentou o Colégio Militar e a Escola Naval. Republicano, teve relevante participação na Revolução de 14/05/1915, que afastou o general Pimenta de Castro, e desempenhou funções militares em Moçambique e em Timor. Preso na residência de João Nicolau Lúcio Escórcio em 01/05/1928, quando estava reunido com outros elementos que integravam um «comité revolucionário», e levado para a Penitenciária de Lisboa. Ao contrário dos outros detidos, não foi logo deportado para S. Tomé em 04/05/1928, seguindo uns dias depois no barco "Zaire". No mês seguinte, houve uma tentativa de o libertar quando era conduzido num automóvel. Preso em 1930, seria deportado para Angra do Heroísmo em 08/06/1930 e, aquando da "Revolta das Ilhas", já como capitão tenente na reserva, integrou a Junta Revolucionária da ilha Terceira, juntamente com o comandante João Manuel de Carvalho e o major Lobo Pimentel. Fracassada aquela, ficou preso em Angra até ser enviado para Cavo Verde, apresentando-se na Praia em 18/06/1931. Foi-lhe fixada residência em Vila Nova de Sintra, na ilha Brava, e ficou excluído da amnistia  de 05/12/1932. Permaneceu em Cabo Verde até 1937, quando lhe foi levantada a deportação, com a condição de não regressar ao Continente. Exilou-se em Dakar e, sem regressar mais a Portugal, faleceu em 1953.]

01978. João Cruz Cebola [1928, 1937]

[João Cruz Cebola || ANTT || RGP/7524 || PT-TT-PIDE-E-010-38-7524]

[Nisa, 21/09/1886. Comerciante. Filiação: Isabel da Piedade, Jerónimo das Necessidades Marques. Preso em 16/05/1928, quando comerciante a residir no Barreiro, «acusado de ter tomado parte nas reuniões do "comité revolucionário" ultimamente descoberto», e levado para os calabouços do Governo Civil. Preso em 21/07/1937, «para averiguações», recolheu, incomunicável, a uma esquadra. Transferido, em 06/11/1937, para o Campo de Concentração do Tarrafal, sem ter sido julgado ou condenado. Abrangido pela amnistia estabelecida pelo Decreto-Lei n.º 35.041, de 18 de Outubro de 1945, seria libertado em 27/12/1945 e regressou a Lisboa, no barco “Guiné”, em 01/02/1946.]

01979. Vitorino Máximo de Carvalho Guimarães [1927]

[Vitorino Guimarães || ANTT || PT-TT-EPJS-SF-001-001-0002-0589A]

[Penafiel, 13/11/1876. Militar e político republicano. Filiação: Amélia Augusta de Carvalho Guimarães, Joao Antunes de Sousa Guimarães. Frequentou os Institutos Comerciais e Industriais do Porto e de Lisboa e a Escola do Exército, seguindo a carreira militar: integrou o CEP e, em 1936, atingiu a patente de coronel de Administração Militar. Lecionou na Escola do Exército, no Instituto dos Pupilos do Exército e no Instituto Superior do Comércio - Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. Republicano, integrou o Comité Militar envolvido na preparação da implantação da República, exerceu cargos no Partido Republicano Português e foi eleito deputado por Bragança (1911, 1915) e Moncorvo (1919, 1921, 1925). Foi, por diversas vezes, ministro das Finanças (1915, 1921, 1922, 1923, 1925) e chegou a presidir ao 36.º governo republicano durante quatro meses e meio (1925). Preso em janeiro de 1927, por estar associado ao Partido Democrático, e levado para o Forte de S. Julião da Barra. Esteve deportado em Cabo Verde (Praia, ilha de Santiago), de onde embarcou, em junho de 1927, no vapor "África", com destino ao Funchal. Aqui, entrou no navio "S. Miguel", tendo como fim Santa Cruz da Graciosa, onde lhe foi fixada nova residência. Durante a viagem, tal como alguns dos companheiros, passou o dia 28 de junho em Angra do Heroísmo, sendo acolhido e homenageado pelos republicanos locais e deportados, incluindo militares. Chegou à ilha Graciosa em 29/06/1927 e hospedou-se em casa do farmacêutico Costa, na vila de Santa Cruz. Faleceu em 02/12/1957, em Lisboa.
[alterado em 26/06/2024]
[alterado em 29/06/2024]
[alterado em 08/12/2024]

01980. José Cortês / Cortez dos Santos [1927]

[Lisboa, 30/01/1885. Iniciou a carreira militar em 1902. Integrou o Corpo Expedicionário Português, foi chefe do Estado Maior de Lisboa, do Porto e da GNR e lecionou nas instituições militares. Foi ministro da Guerra (1921) e deputado eleito por Torres Vedras (1922). Chegou a ser preso em 1921, acusado de ser um dos autores morais da "Noite Sangrenta", de 21/10/1921: seria absolvido em 1923. Preso em janeiro de 1927, quando era tenente coronel, e levado para o Forte de S. Julião da Barra. Esteve deportado em Cabo Verde (Praia, ilha de Santiago), de onde embarcou, em junho de 1927, no vapor "África", com destino ao Funchal. Aqui, entrou no navio "S. Miguel", tendo como fim Santa Cruz da Graciosa, onde lhe foi fixada nova residência. Durante a viagem, tal como alguns dos companheiros, passou o dia 28 de junho em Angra do Heroísmo, sendo acolhido e homenageado pelos republicanos locais e deportados, incluindo militares. Chegou à ilha Graciosa em 29/06/1927 e hospedou-se em casa do farmacêutico Costa, na vila de Santa Cruz. Regressou ao Continente em 26/02/1929, disso dando conta o Ministério do Interior. Segundo o Ministério da Guerra, estava preso na Casa de Reclusão Temporária de S. Julião da Barra em 05/12/1930, continuando na mesma situação em 14/04/1931. Por informação do Ministro da Guerra ao Ministro do Interior, datada de 05/06/1931, foi posto em liberdade, por nada se ter apurado, «ficando a residir em Lisboa». Prosseguiu a carreira militar, passando à reserva como brigadeiro (1947). Faleceu em Lisboa, em 17/12/1963.]
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[José Cortez dos Santos || 05/06/1931 || ANTT || PT-TT-MI-GM-4-54-72]

01981. Aníbal Augusto Ramos de Miranda [1927]

[Santarém, 06/05/1869. Militar. Filiação: Ana José Carvalho Ramos de Miranda, Augusto dos Santos Ferreira de Miranda. Governar Civil de Santarém em 1921 e, em 1922, foi eleito senador pelo círculo de Santarém, integrando as listas do Partido Democrático. Preso em janeiro de 1927, quando era coronel, e levado para o Forte de S. Julião da Barra. Prosseguiu a carreira militar, atingindo o posto de general. Faleceu em 19/07/1959.]

[João Esteves]