[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

domingo, 30 de outubro de 2016

[1537.] OS QUE MORRERAM NO TARRRAFAL [III]

[Ernesto José Ribeiro (1911-1941) || Servente de pedreiro]

[Fernando Alcobia (1914-1939) || Vendedor de jornais]

Francisco Domingues Quintas (1889-1937) || Industrial

[Francisco José Pereira (1909-1937) || Marinheiro]

[Francisco Nascimento Gomes (1909-1943) || Condutor]

[Henrique Vale Domingues Fernandes (1913-1942) || Marinheiro]

[Jacinto de Melo Faria Vilaça (1914-1941) || Marinheiro]

[1536.] OS QUE MORRERAM NO TARRAFAL [II]

[Arnaldo Simões Januário (1897-1938) || Barbeiro]

[Augusto da Costa (1901-1937) || Operário vidreiro]

[Campa de Augusto da Costa no Tarrafal]

[Bento António Gonçalves (1902-1942) || Torneiro mecânico no Arsenal do Alfeite]

[Cândido Alves Barja (1910-1937) || Marinheiro]

[Casimiro Júlio Ferreira (1909-1941) || Funileiro]

[Damásio Martins Pereira (1905-1942) || Servente]

[Edmundo Gonçalves (1900-1944) || Ex-2.º Sargento]

[1535.] OS QUE MORRERAM NO TARRAFAL [I]

* Abílio Augusto Belchior * 
[1897 - 29/10/1937]

Motorista.

Filho de Maria Joaquina e de Manuel dos Santos Belchior.

Vivia no Porto, na Rua Nova de S. Crispim, 220, quando foi preso em 2 de Janeiro de 1932 por fazer parte da Confederação Geral do Trabalho.

Acusado de participar em atentados com dinamite, foi condenado pelo TME a 14 anos de degredo.

Em 19 de Março de 1935, foi transferido da Cadeia da Relação do Porto para o Aljube de Lisboa, seguindo para Angra do Heroísmo em 23 de Março.

Enviado para o Tarrafal em 23 de Outubro de 1936, ali faleceu um ano depois, com cerca de 40 anos. 


[Albino António de Oliveira de Carvalho (1884-1941) || Comerciante]

[Albino Coelho Júnior (1897-1940) || Motorista]

[Alfredo Caldeira (1908-1938) || Pintor decorador]

[António de Jesus Branco (1906-1942) || Descarregador]

[António Guedes de Oliveira e Silva (1901-1941) || Motorista]

[António Guerra (1913-1948) || Empregado de comércio]

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

[1534.] CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO POR JOSÉ RUY [II]

JOSÉ RUY || CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO - PIONEIRA NA CIRURGIA E NO VOTO *
|| 5 DE NOVEMBRO || 16 H || FÓRUM LUÍS DE CAMÕES || 

Com rigor histórico e factual, José Ruy reconstrói de forma criativa e apelativa o percurso daquela médica em defesa dos direitos das mulheres, da República e do sufrágio feminino, a par da dedicação à profissão e à família, culminando no precoce falecimento em 3 de Outubro de 1911.

Com a devida vénia, eis algumas vinhetas avulsas:




[José Ruy || Carolina Beatriz Ângelo - Pioneira na Cirurgia e no Voto || Âncora Editora, 2016]

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

[1533.] CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO POR JOSÉ RUY [I]

* CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO - PIONEIRA NA CIRURGIA E NO VOTO || POR JOSÉ RUY *

|| 5 DE NOVEMBRO || 16 H || FÓRUM LUÍS DE CAMÕES || 


Concluído há já cinco longos anos, quando do centenário do voto e do seu falecimento, eis que a Âncora Editora, com o apoio da Seção Regional do Sul da Ordem dos Médicos, edita o álbum de Banda Desenhada "Carolina Beatriz Ângelo - Pioneira na Cirurgia e no Voto", da autoria de José Ruy.

Com rigor histórico e factual, reconstrói de forma criativa e apelativa o percurso daquela médica em defesa dos direitos das mulheres, da República e do sufrágio feminino, a par da dedicação à profissão e à família, culminando no precoce falecimento em 3 de Outubro de 1911.

Lê-lo é reflectir sobre a condição feminina na transição da Monarquia para a República, acompanhar os primórdios das lutas pela sua emancipação e pressentir as emoções, angústias, alegrias, vitórias e insucessos de uma médica feminista, pacifista, maçónica, republicana, sufragista e cidadã. Sempre cidadã!

Deste encontro de José Ruy, Mestre José Ruy, com Carolina Beatriz Ângelo resultou um álbum de enorme sensibilidade e afectividade, proporcionando, ainda, uma viagem à Lisboa de há 100 anos.

José Ruy nunca desistiu deste projecto, tal como Carolina batalhou pelo voto, "pois o importante é termos a história, porque de repente pode abrir-se uma porta" [Junho de 1911]. Finalmente, abriu-se!


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

[1532.] MARIA LUÍSA DA PALMA CARLOS [I]

* MARIA LUÍSA  DA PALMA CARLOS *
[13/12/1908 - 23/01/2001]

[Revista da Ordem dos Médicos || Julho - Agosto 2016]

A Revista da Ordem dos Médicos de Julho-Agosto de 2016 insere uma relevante entrevista de Maria Luísa Viana de Paiva Boléo à médica Maria Luísa Palma Carlos, irmã, entre outros, de Adelino, Manuela e Manuel João da Palma Carlos.

Entrevista realizada em novembro de 2000, foram precisos 16 anos para ser, finalmente, divulgada nas páginas da Revista da Ordem dos Médicos.

Este testemunho inédito desvenda o percurso de uma médica que, "não sendo bem uma pioneira", foi uma profissional empenhada e prestigiada, dedicando a sua vida a cumprir "sem vacilar o Juramento de Hipócrates".


O meu agradecimento à historiadora e jornalista Luísa Paiva Boléo por me ter facultado este testemunho, que desconhecia, sobre Maria Luísa da Palma Carlos.

[João Esteves]

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

[1531.] MUSEU DO ALJUBE - RESISTÊNCIA E LIBERDADE [XI]

* MULHERES NA RESISTÊNCIA E NA CLANDESTINIDADE *

|| 19 DE OUTUBRO || 16 HORAS *

|| MESA REDONDA COM MULHERES DE MONTEMOR-O-NOVO E ÉVORA ||

|| MODERAÇÃO: ANA ARANHA ||


01. A reconstrução da História reflecte, sempre, os pressupostos  (ideológicos) do Historiador. 

02. Não há oposição e resistência duradoura à(s) Ditadura(s) sem a participação feminina. Muito menos quando ela se prolonga por décadas. 

03. A História das Oposições (1926-1974) continua a ser feita no masculino.

04. A História das Oposições, em Portugal, continua a preferir as partes ao todo.

05. Perduram os silêncios e esquecimentos. 

06. As mulheres, aquelas que lutaram, resistiram e afirmaram-se não podem ser entendidas como personagens secundárias ou figurantes.

07. Intervieram, mesmo quando muitos e muitas outras não o fizeram, não o quiseram ou cansaram-se.

08. E só porque intervieram, sobretudo em tempos difíceis e sombrios em que poucos e poucas ousavam arriscar, não merecem o atributo de vencidas, derrotadas ou irrelevantes, detentoras de papéis menores.

09. A História destas Mulheres, bem como dos Homens, está muito para além das suas prisões, insucessos, erros, episódios. 

10. A sua História é, também, o que souberam construir, as vitórias do dia a dia, a capacidade de resistir, as sociabilidades que desenvolveram... E isto, só por si, é muito, muitíssimo!

11. Estiveram lá, mesmo quando não as viam. Deixaram um legado, tarefa tanto mais difícil por muitas daquelas não terem sido presos ou não constarem, directamente, de processos da polícia política.

12. Importa redescobri-lo, sendo que por detrás de cada nome há um rosto e uma história. 

[Rose Nery Nobre de Melo, 1975]

[Gina de Freitas, 1975]

[Vanda Gorjão, 2002]


[Ana Barradas, 2004]

[Antónia Balsinha, 2005]


[João Céu e Silva, 2006]

[Teresa Fonseca, 2007]

[Lúcia Serralheiro, 2011]

[Cecília Honório, 2014]

domingo, 9 de outubro de 2016

[1530.] LUCINDA MENDES [SABOGA] [IV]

[Lucinda Mendes com Agostinho Saboga e os três filhos || Avante!, 23/04/2009] 

Filha de Nazaré Mendes, Lucinda Mendes nasceu em Telhada em 13 de Janeiro de 1919 e, desde nova, manteve importante actividade política no âmbito da Associação Feminina Portuguesa para a Paz [AFPP] e do Partido Comunista. 

Vivia na Figueira da Foz quando aderiu, juntamente com a irmã Maria José Mendes [n. 15/09/1924] e por proposta de Eva Amado, ao núcleo de Coimbra da AFPP, tendo, por sua vez, convidado para a mesma agremiação as irmãs Aida [13/10/1926] e Maria da Conceição Alves de Matos [14/02/1924]. 


Entretanto, quando companheira do operário vidreiro Agostinho da Conceição Saboga [21/02/1909-1971], funcionário do PCP ligado à imprensa clandestina, seria com ele presa em Casal dos Galegos-Granja de Ulmeiro, Soure, em 4 de Junho de 1947, quando tinha 28 anos, e enviada para Caxias.

Restituída à liberdade condicional em 17 de Julho, voltou a ser presa em S. Mamede de Infesta, numa casa onde estava instalada a tipografia do jornal Têxtil, em 5 de Dezembro de 1958, no mesmo dia de Maria da Piedade Gomes dos Santos e de Maria Luísa Palhinha da Costa Dias. 

Enviada do Porto para Caxias, aqui se manteve até 24 de Outubro de 1959 – com uma hospitalização em Santa Maria entre 7 de Julho e 3 de Agosto –, quando foi transferida para a Delegação da PIDE daquela cidade e restituída à liberdade dois dias depois, por ter sido absolvida pelo 2.º Juízo Criminal da Comarca do Porto. 

 
[Comissão do Livro Negro sobre o Regime Fascista, Presos Políticos no Regime Fascista IV – 1946-1948, 1985]

A filha mais nova, Lucinda Mendes Saboga, acompanhou os pais na clandestinidade até aos onze anos de idade e guardou, apesar de todas as vicissitudes, preciosos ensinamentos de vida.

Feminae - Dicionário Contemporâneo [CIG, 2013], contém uma entrada sobre Lucinda Mendes [Saboga].

[João Esteves]

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

[1529.] MUSEU DO ALJUBE - RESISTÊNCIA E LIBERDADE [X]

* VIDAS PRISIONÁVEIS || AURORA RODRIGUES *
[Aurora Rosa Salvador Rodrigues]

|| CONVERSAS CONDUZIDAS POR ANA ARANHA || 12 DE OUTUBRO DE 2016 || 16 HORAS ||


Presa pela PIDE em 3 de Maio de 1973, foi levada para Caxias e, durante três meses, mantida em regime de rigoroso isolamento, sem possibilidade de contactar um advogado.

Foi barbaramente espancada e submetida a longos períodos de tortura do sono, tendo sido libertada ao fim de três meses, sem acusação e sem ir a julgamento.

Ana Aranha e Carlos Ademar reuniram o seu testemunho no livro No limite da dor. A tortura nas prisões da PIDE [Edições Parsifal, 2014].

[In Ana Aranha e Carlos Ademar || No limite da dor || Edições Parsifal, 2014]

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

[1528.] MIRIAM HALPERN PEREIRA [I] || A PRIMEIRA REPÚBLICA

* PRIMEIRA REPÚBLICA: NA FRONTEIRA DO LIBERALISMO E DA DEMOCRACIA *

 [Gradiva, Julho de 2016]

Na evocação de mais um aniversário da implantação da República é de destacar esta relevante e inovadora síntese atualizada e interpretativa do período da 1.ª República, da autoria de Miriam Halpern Pereira, destinada "a um público não especializado" mas que nenhum Historiador do século XX pode deixar de ler.

Surpreendentemente, não foi (nada) fácil a aquisição do livro!



domingo, 2 de outubro de 2016

[1527.] JOSÉ MOUGA [III]

[1942 - 2016]

|| CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO "ANOS DE RISCO" (1977-1997) REALIZADA NA CASA DA CERCA - CENTRO DE ARTE CONTEMPORÂNEA (ALMADA) || NOVEMBRO DE 1997 || 

|| TEXTO INICIAL DE ROGÉRIO RIBEIRO (1930-2008) ||



[1526.] ANTÓNIO FOLGADO [II]

* PINTURA || 2004 *