[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

sábado, 1 de maio de 2021

[2279.] VIRGÍLIO MARTINS - VIRGÍLIO CELESTINO OLIVEIRA MARTINS [I] || DEPORTADO PARA ANGRA DO HEROÍSMO E PARA O TARRFAL

  * VIRGÍLIO MARTINS - VIRGÍLIO CELESTINO OLIVEIRA MARTINS *

Virgílio Martins foi preso em 1934 e enviado para a Fortaleza de São João Batista, em Angra do Heroísmo, de onde seguiu para o Tarrafal em 1936. Apesar de ter concluído o cumprimento da pena em Março de 1938, ficou em prisão preventiva, por ordem da SPS da PVDE, até 20/02/1945, quando regressou a Lisboa e foi libertado.

[Virgílio Martins / Virgílio Celestino Oliveira Martins || ANTT || RGP/174 || PT-TT-PIDE-E-010-1-174]

Filho de Maria Carlota de Oliveira e de Celestino dos Santos Martins, nasceu em 27 de Outubro de 1907, em Lisboa.
 
Preso e entregue, em 29/01/1934, pelo Comando da PSP de Lisboa à Secção Política e Social da PVDE, acusado de ser membro da Célula 25 do Partido Comunista e ter tomado parte, com Ernesto José Ribeiro e Gabriel Pedro, entre outros, no comício relâmpago realizado na Rocha Conde de Óbidos junto dos operários da Administração do Porto de Lisboa, no âmbito da preparação da Greve Geral Revolucionária de 18/01/1934. 

Tendo-lhe sido apreendido uma pistola, pertença de um guarda da PSP, então desarmado, e "um pedaço de carvão com que nas paredes das escadas e prédios da cidade desenhava a foice e o martelo" (Processo 1011), foi julgado pelo TME em 08/03/1934 e condenado a quatro anos de degredo numa das colónias (Processo 106/934, do TME). 

Em Junho, foi também englobado no Processo 1166

[Virgílio Martins / Virgílio Celestino Oliveira Martins || ANTT || RGP/174 || PT-TT-PIDE-E-010-1-174]

Enviado, em 23/09/1934, para a Fortaleza de S. João Baptista, em Angra do Heroísmo, daí seguiu para o Campo de Concentração do Tarrafal em 23/10/1936, integrando a primeira leva de presos políticos que o foi inaugurar. 

Apesar de ter cumprido em 1938 a pena a que fora condenado, continuou em prisão preventiva pelo Ofício da SPS da PVDE de 08/03/1938. 

Só regressou do Tarrafal em 20 de Fevereiro de 1945, saindo, então, em liberdade e voltando a residir, depois de onze anos de cativeiro e de deportação, nas Escadinhas do Marquês de Ponte de Lima.

[João Esteves]

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