[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

domingo, 7 de novembro de 2021

[2608.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [LXXXIX] || 1926 - 1933

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || LXXXIX *

00695. José Gomes da Costa Lopes [1928, 1928]

[José Gomes da Costa Lopes ||  F. 10/11/1928 || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Preso em 09/11/1928, "por ter tomado parte no movimento revolucionário de 20 de Julho, em Aldegalega - Alcochete"; libertado em 24/12/1928. Preso em 25/12/1928, "por, juntamente com outros indivíduos, andar numa camioneta, no Barreiro, dando gritos subversivos"; multado em 1000$00 e libertado em 28/12/1928. Provável familiar de José Maria Gomes.]
[alterado em 07/12/2024]

00696. José António David [1928, 1928, 1929, 1930

[José António David ||  F. 22/09/1912 || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Vila Nova de Foz Côa, 1891, funcionário público - Lisboa. Casado. Filiação: Raquel Augusta e Francisco Lopes David. Residência: Escadinhas do Monte, 4 ou Rua do Socorro, 30. Terá sido preso em Setembro de 1912, segundo a fotografia que consta dos Livros de Cadastrados (ANTT). Novamente preso durante a 1.ª República, em 11/08/1924, "por ser passageiro do automóvel N.º 4217, apreendido pela Polícia da Esquadra de Benfica"; libertado em 13/08/1924 (Processo 2391/PSE). Preso em 03/02/1928, "por ser o chefe dos chefes dos grupos civis", evadiu-se, em 8 de Abril, da Cadeia de Monsanto (Processo 3504). Preso em 04/06/1928, "por ordem superior" e deportado para a Guiné em 06/06/1928 (Processo 3728), de onde se terá evadido em 10/01/1929 (telegrama do Governo da Guiné ao Ministério do Interior). Embarcou, em 13/01/1929, no vapor "Amerique" com destino a França. Preso em 21/08/1929, "por se ter evadido da Guiné"; libertado em 24/12/1929 (Processo 4386). Preso em 08/08/1930, "por estar implicado no movimento revolucionário em preparação", "ter ligações revolucionárias com o ex-Tenente Quilhó e outros", como Marmelo e Silva, e ser "chefe dum grupo civil que havia de assaltar o Castelo de S. Jorge pela porta Martim Moniz". Embarcou para os Açores em 08/09/1930 (Processo 4676-A) e em, na sequência da Revolta das Ilhas, foi enviado para Cabo Verde, onde estava com residência fixada quando abrangido pela amnistia de 05/12/1932. De regresso ao Continente, apresentou-se em 16/01/1933 e ficou a residir na Rua do Socorro - 30.]
[alterado em 11/04/2023]

00697. José António Ivo [1928, 1928]

[José António Ivo ||  F. 29/05/1928 || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Barquinha, 1891, ferroviário - Entroncamento. Filiação: Maria da Conceição Ivo e Manuel António Ivo. Evadiu-se, em 1928, do Quartel do Parque Automóvel Militar do Entroncamento, "onde estava preso como comprometido no caso das bombas apreendidas naquela localidade". Preso em 25/05/1928, em Coimbra, por se ter evadido daquele quartel do Entroncamento; libertado em 04/09/1928.]    

00698. José António Simão [1928]

[1.º Sargento do Batalhão de Caçadores 10. Preso em 20/07/1928, "por ter tomado parte no movimento revolucionário deste dia", e "Deportado para o Campo de Concentração de Angola" (Ofício 3185 do Ministério da Guerra, de 24/08/1928). De regresso ao Continente, apresentou-se, em 11/03/1933, na Polícia, indo residir para Junça - Almeida.]

00699. José António Pagamim [1928]

[Preso em 08/08/1928, "por estar comprometido no movimento revolucionário de 20 de Julho, no Entroncamento"; libertado em 29/08/1928.]

00700. José António Rosa [1928, 1928, 1930, 1931]

[José António Rosa ||  F. 29/08/1928 || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

["O Subalterno". Alter do Chão, 1893, comerciante com residência em Agualva - Cacém. Filiação: Joana Mantas Rosa e António Rosa. Preso em 25/08/1928, "acusado de ter andado na camioneta que conduziu os indivíduos que assaltaram a Fábrica de Barcarena"; libertado em 04/10/1928 (Processo 3993). Preso em 22/11/1928, acusado de "ser o autor do atentado planeado contra o Senhor Presidente da República"; libertado em 02/05/1929 (Processo 4108). Preso em 21/07/1930, "por estar implicado no movimento revolucionário em preparação, fazendo parte da organização revolucionária em Queluz" e ser o "chefe do grupo civil de Agualva"; libertado em 26/07/1930 (Processo 4640). Preso em 08/03/1931, "por ter ligações revolucionárias com Alfredo monteiro, Adelino Baptista e João António Pires, tendo guardado em sua casa três caixotes com bombas" (Processo 4822-A). Deportado para Timor em 27/06/1931, integrando a leva de presos políticos que, no dia seguinte, seguiu a bordo do navio Gil Eanes. Tal como os restantes deportados, desembarcou em Oecussi em 21/10/1931, ao fim de quatro meses de viagem, permanecendo naquele Campo de Concentração. Segundo Madalena Ceppas Salvação Barreto, na Dissertação de Mestrado Timor do século XX: deportações, colonialismo e interações culturais [Outubro de 2015, FCSH - UNL], após a libertação daquele Campo, e sem permissão para sair de Timor, José António Rosa ficou a residir em Oecussi enquanto marítimo e agricultor. Durante a ocupação japonesa, entre 1942 e 1945, ficou confinado ao campo de concentração em Liquiçá. Terminada a Guerra, e apesar de ter sido levantada a pena imposta aos deportados em Timor, entre os quais constava (ANTT, PT-TT-AOS-D-G-8-4-31), terá regressado no navio "Angola" que atracou em Lisboa em 15/02/1946.] 

[João Esteves]

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

[2607.] GERMINAL DE SOUSA [I] || PRESO POLÍTICO EM 1927, 1929, 1930, 1932, 1948, 1961

 * GERMINAL DE SOUSA *

[22/05/1909 - 03/11/1968]

Militante anarquista com responsabilidade em Portugal e em Espanha, Germinal de Sousa foi preso por seis vezes (1927, 1929, 1930, 1932, 1948, 1961), permaneceu em Espanha durante quase toda a Guerra Civil desencadeada pelo golpe militar contra o governo republicano legítimo e, quando refugiado em França, ficou detido no campos de concentração de Le Vernet, passando, depois, para Djelfa e Berrouaghia, na Argélia.

[Germinal de Sousa ||  F. 06/05/1929 || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Filho de Maria José de Sousa e do activista anarcossindicalista Manuel Joaquim de Sousa [1883 - 1944], Germinal de Sousa nasceu no Porto, na freguesia do Bonfim, em 22 de Maio de 1909.

Tipógrafo, a viver em Lisboa na Vila Cândida (Caminho de Baixo da Penha), terá iniciado a militância nas Juventudes Sindicalistas e no grupo anarquista "Germinal" em 1925.  

Em 6 de Fevereiro de 1926, foi preso no jornal A Batalha e "libertado pelos revoltosos" (Processo 2954). 

Já sob a Ditadura Militar, foi preso em 3 de Dezembro de 1927, "por ser anarquista e companheiro de Américo Vilar" [Processo 3475], sendo libertado em 28 de Maio do ano seguinte. 

[Américo Vilar viria a estar associado aos acontecimentos ocorridos em Moncarapacho em 17 de Fevereiro de 1928, quando uma violenta explosão o matou, juntamente com António Calhabotas, dois anarcossindicalistas idos do Barreiro que se encontravam a preparar bombas num pardieiro]

Novamente preso em 26 de Abril de 1929, acusado de "ser bombista e fazer parte de um grupo revolucionário, tendo-se comprometido a carregar as bombas encontradas no Instituto de Medicina Legal", saiu em liberdade em 8 de Maio de 1929 [Processo 4324]. 

Voltaria a ser detido no ano seguinte, em 29 de Novembro, "por suspeita de estar implicado no movimento revolucionário em preparação", e libertado no dia seguinte [Processo s/número].

Em 1931, participou na fundação da Aliança Libertária Portuguesa, sendo preso em 24 de Agosto de 1932, "por estar envolvido em organizações extremistas" e indiciado, segundo o seu Cadastro Político, por ser um dos fundadores da Aliança Libertária de Lisboa e o filiado N.º 4 - integrou o primeiro Secretariado e tornou-se, depois, Secretário da Comissão de Propaganda; libertado do Aljube em 13 de outubro do mesmo ano [Processo 507]. 

Em Março de 1933, era procurado pela Polícia Política "por se tratar de um elemento com graves responsabilidades" no âmbito da Aliança Libertária, tendo o processo sido enviado ao Tribunal Militar Especial [Processo 646]. Estava, então, refugiado em Espanha, onde militou na Federação Anarquista Ibérica (FAI), com quem já colaborava desde a sua fundação. 

Em Março de 1935, foi expulso daquele país para França pela fronteira de Puigcerdà, devido a ser considerado um anarquista "extremamente perigoso". Permaneceu em Espanha durante quase toda a Guerra Civil desencadeada pelo golpe militar contra a República, integrando o Comité Peninsular da FAI, sendo nomeado seu Secretário-Geral em 1938. Fez parte da coluna catalã "Tierra y Libertad", com a qual combateu em Aragão, Madrid e Cuenca. 

Passou, em Janeiro de 1939, para França, através dos Pirenéus, estando na constituição do Conselho Geral do Movimento Libertário Espanhol surgido em Março. 

Com o desencadear da 2.ª Guerra, ficou detido nos campos de concentração de Le Vernet, em França, e Djelfa e Berrouaghia, na Argélia, residindo em Argel até 1948. 

Regressou a Portugal neste ano, foi preso em 6 de Abril de 1948, "para averiguações", levado para o Aljube e transferido para Caxias em 27 de Abril; libertado em 10 de Maio [Processo 283/48]. 

[Germinal de Sousa ||  F. 22/06/1964 || ANTT || RGP/18204 || PT-TT-PIDE-E-010-92-18204]

Retomou, então, contactos com antigos companheiros, nomeadamente com Acácio Tomás de Aquino, Emídio Santana, José dos Santos e Raul Curado

Preso pela sexta, e última vez, em 22 de Junho de 1961, "por exercício de actividades contra a segurança do Estado", levado para o Aljube e transferido, em 29 de Junho, para Caxias, acabou por ser libertado, "mediante termo de identidade e residência", em 4 de Julho [Processo 645/61]. 

Faleceu em 3 de Novembro de 1968, com 59 anos.

[João Esteves]
[alterado em 23/03/2022]
[alterado em 30/11/2022]

[2606.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [LXXXVIII] || 1926 - 1933

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || LXXXVIII *

00691. Celso dos Santos [1928, 1937, 1944]

[Celso dos Santos || F. 09/06/1937 || ANTT || RGP/6934 || PT-TT-PIDE-E-010-35-6934_p2_m0271b]

[Porto - Bonfim, 18/08 ou 09/1909, sapateiro - Porto. Filiação: Maria Rosa Ferreira dos Santos e Alfredo dos Santos. Preso em 21/07/1928, quando tinha 18 anos, "por suspeita de estar implicado no movimento revolucionário de 20 de Julho"; libertado em 31/07/1928. Preso em 07/06/1937, no Porto, "por fazer parte das Juventudes Comunistas", numa célula controlada por Rodrigo Nóbrega Pinto Pizarro, estar a organizar outra, para quem terá convidado Horácio Pereira Marques, fazer propaganda do Socorro Vermelho Internacional e participar, em Dezembro de 1936 e Janeiro de 1937, na distribuição, em Gaia e Matosinhos, do manifesto intitulado "Frente Popular Portuguesa" (Processo 117/937, 650/93732/938 - Porto; 213/938 - Sede, 3377/SPS). Julgado pelo TME em 20/07/1938 e condenado na multa de 600 escudos que, caso não fosse liquidada, seria convertido num mês de prisão; como não a tivesse pagado, foi libertado em 20/08/1938. 

[Celso dos Santos || F. 28/06/1944 || ANTT || RGP/6934 || PT-TT-PIDE-E-010-35-6934_p2_m0271a]

Preso em 27/06/1944, no Porto, "para averiguações de propaganda subversiva"; libertado em 15/07/1944.]

00692. Germinal de Sousa [1927, 1929, 1930, 1932, 1948, 1961]

[Germinal de Sousa ||  F. 06/05/1929 || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Porto - Bonfim, 22/05/1909, tipógrafo / compositor tipográfico - Lisboa. Filiação: Maria José de Sousa e Manuel Joaquim de Sousa, activista anarcossindicalista (1883-1944). A viver em Lisboa, na Vila Cândida (Caminho de Baixo da Penha), terá iniciado a militância nas Juventudes Sindicalistas e no grupo anarquista "Germinal" em 1925. Preso no jornal A Batalha em 06/02/1926 e "libertado pelos revoltosos" (Processo 2954). Preso em 03/12/1927, "por ser anarquista e companheiro de Américo Vilar" (Processo 3475); libertado em 28/05/1928. Preso em 26/04/1929, "por ser bombista e fazer parte de um grupo revolucionário, tendo-se comprometido a carregar as bombas encontradas no Instituto de Medicina Legal"; libertado em 08/05/1929 (Processo 4324). Preso em 29/11/1930, "por suspeita de estar implicado no movimento revolucionário em preparação"; libertado em 30/11/1930 (Processo s/número). Participou, em 1931, na fundação da Aliança Libertária Portuguesa. Preso em 24/08/1932, "por estar envolvido em organizações extremistas" e indiciado, segundo o seu Cadastro Político, por ser um dos fundadores da Aliança Libertária de Lisboa e o filiado N.º 4 - integrou o primeiro Secretariado e tornou-se, depois, Secretário da Comissão de Propaganda; libertado em 13/10/1932 (Processo 507). Em Março de 1933, era procurado pela Polícia Política "por se tratar de um elemento com graves responsabilidades" no âmbito da Aliança Libertária, tendo o processo sido enviado ao Tribunal Militar Especial (Processo 646). Estava, então, refugiado em Espanha, onde militou na Federação Anarquista Ibérica (FAI), com quem já colaborava desde a sua fundação. Em Março de 1935, foi expulso daquele país para França pela fronteira de Puigcerdà, devido a ser considerado "extremamente perigoso". Permaneceu em Espanha durante quase toda a Guerra Civil desencadeada pelo golpe militar contra a República, integrando o Comité Peninsular da FAI, sendo nomeado seu Secretário-Geral em 1938. Fez parte da coluna catalã "Tierra y Libertad", com a qual combateu em Aragão, Madrid e Cuenca. Passou, em Janeiro de 1939, para França, através dos Pirenéus, estando na constituição do Conselho Geral do Movimento Libertário Espanhol surgido em Março. Com o desencadear da 2.ª Guerra, ficou detido nos campos de concentração de Le Vernet, em França, e Djelfa e Berrouaghia, na Argélia, residindo em Argel até 1948. Regressou a Portugal neste ano, sendo preso em 06/04/1948, "para averiguações", levado para o Aljube e transferido para Caxias em 27/04/1948; libertado em 10/05/1948 (Processo 283/48). 

[Germinal de Sousa ||  F. 22/06/1964 || ANTT || RGP/18204 || PT-TT-PIDE-E-010-92-18204]

Retomou, então, contactos com antigos companheiros, nomeadamente com Acácio Tomás de Aquino, Emídio Santana, José dos Santos e Raul Curado. Preso em 22/06/1961, "por exercício de actividades contra a segurança do Estado", levado para o Aljube e transferido, em 29/06/1961, para Caxias; libertado, "mediante termo de identidade e residência", em 04/07/1961 (Processo 645/61). Faleceu em 03/11/1968, com 59 anos.]
[alterado em 23/03/2022]

00693. José da Rosa [1928]

[José da Rosa ||  F. 29/08/1928 || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

["O José Risota". Preso em 25/08/1928, "acusado de ter andado na camioneta que conduziu os indivíduos que assaltaram a Fábrica de Barcarena"; libertado em 04/10/1928.]

00694. José da Graça [1928]

[Tomar, c. 1893, trabalhador - Lisboa. Solteiro. Filiação: Maria Rosalina Graça. Preso em 21/03/1928, quando teria 35 anos, "por suspeita de ser bombista"; libertado em 09/04/1928.]

[João Esteves]

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

[2605.] FERNANDO MATA [I] || PRESO EM 1928, 1930 E 1937. DEPORTADO PARA ANGRA. FALECEU NA PRISÃO EM 1950

 * FERNANDO MATA *

[09/06/1885 - 30/07/1950]

Preso em 1928, 1930 e 1937, Fernando Mata passou mais de treze anos nas prisões do fascismo, cinco dos quais na Fortaleza de S. João Baptista, em Angra de Heroísmo, de onde regressou doente. Faleceu no Hospital de S. José em 30 de Julho de 1950, quando tinha 65 anos.

[Fernando Mata || F. 19/11/1928 || ANTT || -ca-PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Filho de Rita Maria de Jesus e de Francisco Fernandes Mata, Fernando Mata nasceu em Molelos - concelho de Tondela, em 9 de Junho de 1885.

Ex-guarda das Cadeias Civis, conhecido por "O Malhado", era vigiado desde, pelo menos, Setembro de 1928, por conspirar "activamente contra a Situação" e ser "chefe de um grupo civil revolucionário", sendo preso em 17 de Novembro, "acusado de cumplicidade no atentado praticado contra o Director das Cadeias Civis" e ter "reuniões conspiratórias na Cadeia do Aljube". Referido como tendo participado "no movimento de 19 de Outubro", foi libertado em 05 de Março de 1929 (v. Processo 4101). 

Preso em 2 de Dezembro de 1930, "por andar envolvido em manejos revolucionários", cumpriu 90 dias no aljube, de onde saiu em 3 de Março de 1931 (v. Processo 4717). Residia, então, na Rua dos Mouros, n.º 3. 

Já identificado como trabalhador e a viver no Penedo da Ajuda - Cordoaria, foi preso pela terceira, e derradeira vez, em 20 de Agosto de 1937, "para averiguações".

Permaneceu na 1.ª Esquadra (07/09/1937, 10/01/1938) e em Caxias, para onde fora transferido em 23 de Outubro. 

Julgado pelo Tribunal Militar Especial em 15 de Janeiro de 1938, foi condenado a 10 anos de degredo com prisão e uma multa de vinte mil escudos, ficando, depois, à disposição do Governo (Processo 1210/37). 

Passou, então, pelo Aljube (17/01/1938), Peniche (19/01/1938) e 1.ª Esquadra, antes de ser enviado, em 23 de Maio de 1938, para a Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, de onde regressou em 23 de Julho de 1943 e levado para Peniche.

Transferido para a Penitenciária de Lisboa em 19/07/1945, "para hospitalização", ficou à disposição do Ministério da Justiça a partir de 31 de Dezembro de 1945. 

Faleceu no Hospital de S. José em 30 de Julho de 1950, segundo ofício da Cadeia do Forte de Peniche de 07 de Agosto. 

Tinha completado 65 anos, dos quais treze anos e meio em prisões do fascismo.

[João Esteves]

[2604.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [LXXXVII] || 1926 - 1933

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || LXXXVII *

00688. Ezequiel Pereira da Costa [1929]

[Ezequiel Pereira da Costa || F. 04/04/1929 || ANTT || -ca-PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Lisboa, 1884, reformado do Arsenal do Exército. Viúvo. Filiação: Adelaide Augusta e José Firmino. Com residência na Calçada da Graça n.º 17, foi preso em 02/04/1929, "por fazer parte de um grupo civil revolucionário" (Processo 4287); libertado em 28/05/1929.]

00689. Fernando Mata [1928, 1930, 1937] 

[Fernando Mata || F. 19/11/1928 || ANTT || -ca-PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

["O Malhado". Molelos - concelho de Tondela, 09/06/1885, ex-guarda das Cadeias Civis/trabalhador. Solteiro. Filiação: Rita Maria de Jesus e Francisco Fernandes Mata. Vigiado desde, pelo menos, Setembro de 1928, por conspirar "activamente contra a Situação" e ser "chefe de um grupo civil revolucionário", foi preso em 17/11/1928, "acusado de cumplicidade no atentado praticado contra o Director das Cadeias Civis" e ter "reuniões conspiratórias na Cadeia do Aljube". Referido como tendo tomado parte "no movimento de 19 de Outubro", foi libertado em 05/03/1929 (v. Processo 4101). Preso em 02/12/1930, "por andar envolvido em manejos revolucionários"; libertado em 03/03/1931, depois de ter cumprido 90 dias de prisão no Aljube (v. Processo 4717). Residia, então, na Rua dos Mouros, n.º 3. Já identificado como trabalhador e a viver no Penedo da Ajuda - Cordoaria, foi novamente preso em 20/08/1937, "para averiguações", tendo permanecido na 1.ª Esquadra (07/09/1937, 10/01/1938) e em Caxias, para onde fora transferido em 23/10/1937. Julgado pelo Tribunal Militar Especial em 15/01/1938, foi condenado a 10 anos de degredo com prisão e uma multa de vinte mil escudos, ficando, depois, à disposição do Governo (Processo 1210/37). Passou, então, pelo Aljube (17/01/1938), Peniche (19/01/1938) e 1.ª Esquadra, antes de ser enviado, em 23/05/1938, para a Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, de onde regressou em 23/07/1943 e levado para Peniche. Transferido para a Penitenciária de Lisboa em 19/07/1945, "para hospitalização", ficando à disposição do Ministério da Justiça a partir de 31/12/1945. Faleceu no Hospital de S. José em 30/07/1950, segundo ofício da Cadeia do Forte de Peniche de 07/08/1950. Tinha completado 65 anos, dos quais treze anos e meio em prisões do fascismo.]

00690. Celestino da Silva Rosa [1927, 1928]

[Celestino da Silva Rosa || F. 30/07/1928 || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-1-NT-8902 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Santarém, c. 1901, fogueiro. Casado. Filiação: Emília Maria da Silva. Residência: Rua Manuel Soares Guedes, 14. Preso em 04/02/1927, "por ter tomado parte no movimento revolucionário" (Processo 2977); libertado em 06/02/1927. Preso em 28/07/1928, "por ter tomado parte no movimento revolucionário de 20, no Entroncamento", a chamada Revolta do Castelo, e deportado para Moçambique em 21/08/1928 (Processo 3914), embarcando no paquete "Lourenço Marques" no dia seguinte. Em 1931, por ter participado na Revolta das Ilhas, foi-lhe fixada residência em Cabo Verde, na Ilha de S. Nicolau, onde ainda se encontrava em Dezembro de 1932, "por motivos políticos", tendo sido abrangido pela amnistia de 05/12/1932, informação recebida do Ministério do Interior em 28 do mesmo mês. Apresentou-se em 17/01/1933 e ficou a residir em Lisboa, na rua Manuel Soares Guedes.]
[alterado em 25/04/2023]

[João Esteves]

domingo, 31 de outubro de 2021

[2603.] VICTOR DE SÁ [X] || FASCISMO NO QUOTIDIANO

 * NO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE VICTOR DE SÁ *

[19/10/1921 - 31/12/2003]

Fascismo no quotidiano 

1.ª edição - 1989 || Página a Página: Setembro de 2021 

A História liga-se à vida de cada um!

"A nossa vida, a vida de cada um, por mais comesinha, está tão envolvida na história, que nós podemos ser inconscientes dela, mas ela agarra-nos o destino e marca-nos profundamente a existência." [p. 16]


[Victor de Sá || Fascismo no quotidiano || Página a Página || 2021]

[2602.] JOSÉ PEREIRA CALÇÃO [I] || PRESO EM 1927, 1928, 1933, 1938

 * JOSÉ PEREIRA CALÇÃO *

PRESO POLÍTICO EM 1917, 1927, 1928, 1933 E 1938

O combate político e a "vida prisional" de José Pereira Calção, tal como a de muitos outros opositores à Ditadura Militar e ao regime fascizante, está, ainda, por deslindar, sendo certo que se iniciou ainda durante a 1.ª República. 

[José Pereira Calção || ANTT || RGP/10209 || PT-TT-PIDE-E-010-52-10209]

Filho de Maria Leonor Calção e de Joaquim Pereira Calção, José Pereira Calção nasceu em 1 de Setembro de 1889, em Castelo Branco.

Terá participado activamente na defesa da 1.ª República já que, em Abril e Junho de 1917, foi proposto para ser reconhecido como "revolucionário civil", tendo a respectiva lista de nomes abrangidos sido discutida em sessões do Parlamento. 

Nesse mesmo ano, o periódico A Manhã, de 17/12/1917, noticiava que José Pereira Calção se encontrava entre os detidos na Penitenciária de Lisboa na sequência do golpe militar de Sidónio Pais ["Os presos políticos"]. 

Com o triunfo de nova Ditadura, desta vez em Maio de 1926, José Pereira Calção envolveu-se em movimentações contrárias, tendo sido preso, "por ordem superior", em 22 de Fevereiro de 1927, "sendo entregue à Polícia Militar"; terá sido libertado em 15 de Maio ["Ecos da Revolução", notícia censurada de O Século de 16/05/1927 (PT-TT-EPJS-A-2-006)]. Era então empregado da Casa da Moeda.

Novamente preso em 23 de Junho do ano seguinte, "por ser chefe duma organização de grupos civis", saiu em liberdade em 24 de Agosto de 1928. 

Já como serralheiro e considerado "chefe dum grupo revolucionário" na zona de S. Paulo, onde residia, foi regularmente vigiado pela Polícia de Defesa Política e Social entre Agosto e Dezembro de 1929, disso dando conta relatórios de informadores, assinalando os seus contactos e deslocações.

Novamente preso em 10 de Julho de 1933"para averiguações" [Processo 743], seria entregue, em 13 de Julho, ao Delegado do Procurador da República do 1.º Juízo Criminal. 

A última prisão, a quarta desde 1926, verificou-se em 14 de Junho de 1938, quando tinha 48 anos, "para averiguações". Levado para a 1.ª Esquadra, foi transferido para o Forte de Caxias em 12 de Julho e libertado em 17 de Agosto [Processo 748/38].

[João Esteves]

sábado, 30 de outubro de 2021

[2601.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [LXXXVI] || 1926 - 1933

 * PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || LXXXVI *

00680. Abel Augusto Braceiro [1928]

[Abel Augusto Braceiro.
1.º sargento artilheiro reformado. Por decreto de 9 de abril de 1908, foi agraciado pelo rei D. Carlos com o grau de Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, por serviços prestados nas Campanhas de Cuamato (1907). Preso em 7 de dezembro de 1928, «por suspeita de conspirar». Libertado em 8 de dezembro.]

00681. António da Silva Dias [1930]

[Vieira de Leiria, 1896, laminador com residência em Agualva. Filiação: Amélia da Silva Dias e António Dias. Preso em 13/12/1930, "por suspeita de conspirar contra a Situação". Libertado em 22/12/1930.]

00682. Abel Augusto Monteiro [1928]

[Abel Augusto Monteiro.
Preso em 4 de abril de 1928, «por suspeita de conspirar contra a Situação». Libertado em 7 de abril.]

00683. Agostinho Fernandes de Carvalho [1927]

[Sapateiro. Preso em 10/05/1927, "por ser anarquista". Libertado em 13/05/1927.]

00684. Albertino Borges de Oliveira [1928]

[Preso em 14/10/1928, "por soltar gritos subversivos"; libertado em 20/10/1928. Em Setembro de 1947, foi pedido o seu Cadastro.]

00685. Albertino Pinheiro [1927]

[Preso em 23/02/1927, "por tomar parte num assalto a uma Esquadra de Polícia, sendo entregue à Polícia Militar em 25-2.º-927".]

00686. Alberto Constante [1928, 1928]

[Preso em 01/05/1928, "por ser detentor de explosivos e reunir várias vezes com elementos bombistas"; libertado em 08/07/1928. Preso em 21/07/1928, "por suspeita de estar implicado no movimento revolucionário de 20 de Julho"; libertado em 27/08/1928.]

00687. José Pereira Calção [1927, 1928, 1933, 1938]

[José Pereira Calção || ANTT || RGP/10209 || PT-TT-PIDE-E-010-52-10209]

[Castelo Branco, 01/09/1889, empregado da Casa da Moeda/carpinteiro. Filiação: Maria Leonor Calção, Joaquim Pereira Calção. Proposto, em Abril e Junho de 1917, para ser reconhecido como "revolucionário civil", tendo a respectiva lista sido discutida em sessões do Parlamento. Segundo notícia do periódico A Manhã, de 17/12/1917, José Pereira Calção encontrava-se entre os detidos na Penitenciária de Lisboa na sequência do golpe militar de Sidónio Pais ["Os presos políticos"]. Preso, "por ordem superior", em 22/02/1927, "sendo entregue à Polícia Militar"; terá sido libertado da Penitenciária de Lisboa em 15/05/1927 ["Ecos da Revolução", notícia censurada de O Século de 16/05/1927 (PT-TT-EPJS-A-2-006)]. Preso em 23/06/1928, "por ser chefe duma organização de grupos civis"; libertado em 24/08/1928. Vigiado pela Polícia de Defesa Política e Social entre Agosto e Dezembro de 1929, foi assinalado, em 6 de Agosto, como sendo "chefe dum grupo revolucionário" na zona de S. Paulo, onde residia. Preso em 10/07/1933, "para averiguações" (Processo 743); entregue, em 13/07/1933, ao Delegado do Procurador da República do 1.º Juízo Criminal.  Preso em 14/06/1938, quando tinha 48 anos, "para averiguações", recolheu à 1.ª Esquadra e foi transferido para o Forte de Caxias em 12/07/1938; libertado em 17/08/1938 (Processo 748/38).]
[alterado em 25/06/2024]

[João Esteves]

[2600.] MANUELA ESPÍRITO SANTO || UMA HISTÓRIA ILUSTRADA DA AJHLP

 * MANUELA ESPÍRITO SANTO *

Uma história Ilustrada da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto

AJHLP || Setembro de 2021


Se a solidariedade é "o lugar mais bonito da terra" [José Cruz dos Santos], a Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto soube cumpri-la nestes 139 anos que leva de existência já que, fundada em 13 de Outubro de 1882, sempre "Acudiu aos necessitados, fez da Cultura arma de combate" [Manuela Espírito Santo, p. 013].

Em mais um trabalho de investigação minucioso e rigoroso, Manuela Espírito Santo revisita e reconta, em 39 capítulos repartidos por dois volunes, incluindo a exaustiva listagem dos sócios correspondentes, auxiliares e efectivos, a História desses quase 140 anos da AJHLP, Associação que "Atravessou a monarquia, assistiu à implantação da República, viveu revoltas e revoluções,  duas guerras mundiais, a peste, a cólera e outras epidemias", mantendo "intacta a sua matriz: a Cultura, a Beneficência e a Intervenção Cívica, elementos distintivos que, quanto a mim, justificam a sua longevidade." [p. 005]

Tal como já nos habituou em livros anteriores, nomeadamente os dedicados a Manuel Dias da Fonseca [2012], Virgínia Moura-Lobão Vital [2015] e Óscar Lopes [2015], o encadeamento, cativante, da narrativa é acompanhada de um grafismo apelativo, nunca descurando a preocupação de enquadrar cada momento revisitado e elucidar os respectivos protagonistas, intercalando passado e presente com a finalidade de deixar o legado da AJHLP aos vindouros: "os homens passam, mas é preciso manter vivo o espírito que presidiu à sua fundação para o entregar, límpido e honrado, aos que continuarão no futuro" [Vol. II, p. 168].

Trabalho hercúleo, esta magnífica e invulgar edição em dois volumes, proficuamente ilustrada com centenas de fotografias e outra documentação, inédita, vai muito além de um "repositório da vida social e cultural dos últimos 140 anos na cidade do Porto": é, também, o repositório da vida do próprio país desde finais do século XIX à actualidade.

É uma sorte e uma felicidade enorme poder aceder a mais este livro de Manuela Espírito Santo!

[João Esteves]

[2599.] MÁRIO DE CARVALHO || DE MANEIRA QUE É CLARO...

 * MÁRIO DE CARVALHO *

De maneira que é claro...

[Mário de Carvalho || De maneira que é claro... || Porto Editora || 2021]

"De maneira que é claro..." que estes "lampejos" seleccionados de Mário de Carvalho transbordam, no deliberado despojamento de nomes e repleto de enredos subentendidos, vivências (in)comuns a tantos, despertando memórias de um outro país que existiu e não pode ser ocultado.

Entre tantas outras reminiscências, "Põe os olhos no chão" evoca o longínquo "quando abrires a porta baixa, sempre, os olhos", ensinamento básico ouvido em criança, e continuado quando jovem, para "defesa e protecção de todos".

[2598.] MARIA LAMAS || NASCIDA HÁ 128 ANOS

 * MARIA LAMAS *

NASCIDA HÁ 128 ANOS (06/10/1893 - 06/12/1983)

MULHERES. PAZ. LIBERDADE / MARIA LAMAS

[Torres Novas || Outubro de 2017 || Município de Torres Novas]

Capa do Catálogo da Exposição realizada na Assembleia da República de 19 de Outubro a 6 de Dezembro de 2017

Organização:

Margarida Moleiro (Museu Municipal Carlos Reis / Município de Torre Novas)

Textos:

Alexandra Luís 

Catarina Inverno

Catarina Martins 

Cristina Duarte 

Elza Pais 

Heloísa Apolónio

José Gabriel Pereira Bastos 

Manuela Tavares 

Margarida Freira Moleiro

Maria Leonor Machado de Sousa 

Patrícia Fonseca 

Teresa Leal Coelho 

Teresa Joaquim 

Regina Marques 

Virgínia Baptista

[2597.] MULHERES E ASSOCIATIVISMO EM PORTUGAL (1914-1974) || CONFERÊNCIA - 01/10/2021

MULHERES E ASSOCIATIVISMO EM PORTUGAL 1914-1974 *

1 DE OUTUBRO


Conferência final do Projeto Mulheres e Associativismo em Portugal 1914-1974 (PTDC/HAR-HIS/29376/2017) desenvolvido no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa), e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Intervenções e Resistências: Mulheres e Associativismo em Portugal, 1914-1974 é o título da conferência que tem lugar a 1 de outubro de 2021, entre as 9h45 e as 17h00, exclusivamente online, e de acesso livre. 

Investigadores/as da História e da Sociologia apresentam pesquisas sobre associações que desempenharam um papel significativo ao nível político e social, ao longo de 60 anos. 

O encontro inscreve-se no âmbito da história das mulheres e nos estudos de género e é organizado pelo projeto Mulheres e Associativismo em Portugal, 1914-1974, coordenado pela historiadora Anne Cova (investigadora responsável) e pela socióloga Vanda Gorjão (corresponsável).

A historiadora francesa Françoise Thébaud, da universidade de Avignon, fará a conferência de abertura do evento e a historiadora espanhola Mónica García-Fernández, da universidade del País Basco, a conferência de encerramento.

O encontro está organizado em 3 sessões. 

Na 1.ª, analisam-se associações fundadas entre 1914-1919. 

Na 2.ª, reflete-se acerca de associações de oposição ao Estado Novo fundadas entre 1935 e 1973.

Na 3.ª, estarão de destaque as associações fundadas na década de 1960.  

O programa e os resumos podem ser consultados no website do projeto de investigação. 

[2596.] MULHERES E ASSOCIATIVISMO EM PORTUGAL (1914-1974) || CONFERÊNCIA - 01/10/2021

 * MULHERES E ASSOCIATIVISMO EM PORTUGAL (1914-1974) *

1 de Outubro || Conferências online


O projeto de investigação  𝐌𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫𝐞𝐬 𝐞 𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐭𝐢𝐯𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐞𝐦 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥 𝟏𝟗𝟏𝟒-𝟏𝟗𝟕𝟒 estuda associações femininas que desempenharam um papel significativo ao nível político e social desde o início da Primeira Guerra Mundial até ao 25 de Abril de 1974. 

Desenvolvido no ICS-ULisboa, e financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P. (PTDC/HAR-HIS/29376/2017), conta, entre a equipa, com:

Anne Cova (Investigadora Responsável)

Vanda Gorjão (Investigadora corresponsável) 

Célia Costa 

Sílvia Espírito-Santo 

João Esteves 

Ana Isabel Freire 

Ana Costa Lopes

Natividade Monteiro 

Raquel Rego 

Manuela Tavares

Site do projeto: https://womass.wordpress.com/

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

[2595.] ALICE JORGE || "VENDEDORAS DE LISBOA" - 1957

 * ALICE JORGE *

[1924 - 2008]

Vendedoras de Lisboa” || 1957

Xilogravura sobre papel (58/100)

A fotografia não reproduz a qualidade da xilogravura, nomeadamente quanto às cores.


[João Esteves]

[2594.] MARIA BARREIRA || 1914-2010

 * MARIA BARREIRA *

[1914 - 2010]

Artista plástica e professora, Maria Barreira integrou o Movimento de Unidade Democrática e a Associação Feminina Portuguesa para a Paz, tendo sido afastada do ensino oficial devido ao seu posicionamento antifascista.

Reprodução comprada numa sessão política nocturna muito acalorada realizada, talvez, em Junho/Julho de 1974, no Liceu D. Leonor.


[João Esteves]

[2593.] GAZETA LITERÁRIA N.º 8 [III] || 2020

 * GAZETA LITERÁRIA *

 N.º 8 || 2020 

Edição da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto

Excerto de Cecília Sacramento na sequência da perda da sua filha, quando estava grávida de oito meses, devido à forma como decorreu a terceira prisão do marido e às humilhações que tanto a magoaram aquando da brutal invasão do quarto do casal por uma brigada da PIDE.

Transcrição de Jorge Sarabando no texto evocativo de Mário Sacramento: "Era Maio, o tempo das rosas" [Gazeta Literária, 8, p. 48].

[Gazeta Literária || N.º 8 || 2020 || Edição da AJHLP]

[2592.] GAZETA LITERÁRIA N.º 8 [II] || 2020

 * GAZETA LITERÁRIA *

 N.º 8 || 2020

Edição da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto: fotografia de capa de Bernardo Santareno.

[Gazeta Literária || N.º 8 || 2020 || Edição da AJHLP]

[2591.] GAZETA LITERÁRIA N.º 8 [I] || 2020

 * GAZETA LITERÁRIA *

N.º 8 || 2020

[Gazeta Literária || N.º 8 || 2020 || Edição da AJHLP]

Edição da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, o N.º 8 da sua Gazeta Literária homenageia, no Centenário do seu nascimento, Bernardo Santareno [1920-1960], que "quis, desde o princípio, escrever uma obra interveniente, de combate" [carta a Óscar Lopes, 14/09/1966], sendo considerado por António Pedro "O maior dramaturgo português de todos os tempos" [O Primeiro de Janeiro, 14/11/1957, citado por Júlio Gago]; e Mário Sacramento [1920-1969], médico, escritor, crítico literário, quatro vezes preso pela PIDE e uma referência na dura militância antifascista, iniciada quando tinha apenas 16 anos.

Francisco Duarte Mangas, director e editor, Domingos Lobo, Manuela Espírito Santo, Óscar Lopes e Júlio Gago dão vida a Bernardo Santareno.

Jorge Sarabando, num texto emotivamente intitulado "Era Maio, o tempo das rosas", numa referência ao texto de Cecília Sacramento onde recorda a perda do que seria a sua segunda filha, quando estava grávida de oito meses, na sequência da terceira prisão do marido, retoma a "Vida breve mas tão fértil" de Mário Sacramento.

Há, ainda, uma terceira evocação, a de Fernando Aguiar-Branco [1923-2021], recentemente desaparecido e que, segundo José Manuel Mendes, "Saberemos em breve, mais do que neste transe da sua partida, o imenso que lhe devemos".

Num país onde muitos se acomodaram, incluindo intelectuais, reconforta ler, num número de excepcional qualidade, Bernardo Santareno escrever que queria fazer uma literatura de combate ou deparar com a cidadania plena e a dimensão humana de Mário Sacramento.

Ana Paula Inácio, António Carlos Cortez, João Rios, Henrique Manuel Bento Fialho e José Manuel de Vasconcelos colaboram, ainda, com textos poéticos.

[João Esteves]

[2590.] UNA NUEVA HISTORIA DE LOS FEMINISMOS IBÉRICOS || 2021

 * UNA NUEVA HISTORIA DE LOS FEMINISMOS IBÉRICOS *

Tirant Humanidades || Valencia || 2021

Editoras: Silvia Bermudez || Roberta Johnson

[Una Nueva Historia de los Feminismos Ibéricos || Tirant || 2021]

Activismo, pensamento e publicações periódicas da Península Ibérica, desde o século XVIII até à segunda década do século XXI.

Acabado de sair, com a colaboração de 30 especialistas de Portugal, Inglaterra, Nova Zelândia e Estados Unidos, assim como da Catalunha, Galiza, País Basco e Estado espanhol.

Edição actualizada de versão em inglês, com quatro novos capítulos.

"Este es un volumen imprescindible y de lectura obligada hoy dia ya que las reflexiones, escritos, demandas y luchas que aquí se narran siguen siendo absolutamente relevantes para la sociedad del siglo XXI".

Um muito obrigado a Silvia Bermúdez e Roberta Jonhson pelo desafio, rigor e excelência do renovado trabalho colectivo.

[João Esteves]

terça-feira, 12 de outubro de 2021

[2589.] VICTOR DE SÁ [IX] || O SAMPAIO DA "REVOLUÇÃO" NAS FRACTURAS DO SÉCULO

 * NO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE VICTOR DE SÁ *

[19/10/1921 - 31/12/2003]

O SAMPAIO DA "REVOLUÇÃO" NAS FRACTURAS DO SÉCULO

Edição da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto || 2021

[Victor de Sá || O Sampaio da "Revolução" nas fracturas do século || AJHLP || 2021]