[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

terça-feira, 31 de março de 2020

[2334.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS - DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [XVI] || 1926 - 1933

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || XVI *

00118. Albertino Borges de Oliveira [1928]

[Preso em 14/10/1928, libertado em 20/10/1928].

00119Alberto Alexandrino Augusto dos Santos [1932]

[Alberto Alexandrino dos Santos || c. 1937 || in Les Portugais et la guerre d'Espagne - Engagement militant, solidarités et mémoires || Riveneuve Continents 29-30 || 2020]

[Cedofeita - Porto, 04/07/1891, ex-Tenente. Filiação: Maria Augusta dos Santos, João Alexandrino dos Santos. Casado com Maria do Carmo Vieira dos Santos. Residência: Rua Cidade de Manchester, 5 - Lisboa. Militar de carreira, integrou, no ano letivo de 1915/1916, o corpo docente da Escola Prática Comercial Raul Dória, no Porto, sendo, tal como o pai, professor efetivo. De seguida, combateu como voluntário na 1ª Guerra, tendo sido ferido. Foi, entre 1926 e 1969, um ativo opositor da Ditadura portuguesa, combateu na Guerra Civil de Espanha (1936-1939) onde, devido às suas qualidades de disciplina, de organização e de estratega, se tornou o português com a posição mais alta na hierarquia militar leal à República Espanhola e, a partir de novo exílio, integrou a Resistência em França (1942-1944) contra a ocupação nazi. Tenente, participou na revolta que eclodiu no Porto em 3 Fevereiro de 1927 e, devido ao seu fracasso, exilou-se, primeiro, na Galiza, em Vigo, juntamente com Amadeu FernandesCésar de Almeida, Jaime Cortesão, Jaime de MoraisJoão Aires TorresJoão Carlos Lopes MartinsMiguel Augusto Alves Ferreira e Raúl Proença, entre outros. De seguida, fixou-se em Madrid e, em 1928, entrou clandestinamente em Portugal na sequência de tentativas de movimentações revolucionárias, nomeadamente na região do Minho, sendo vigiado desde, pelo menos, 12/07/1928, quando é referido que esteve em contacto com o capitão médico Canário e Joaquim da Silva, da Fábrica de Barcarena. Ao contrário de outros dirigentes, escapou à prisão em massa de 1 de Maio e integrou, com o capitão-tenente Aragão e Melo, João Lopes Soares (ex-capelão milita), coronel José de Mascarenhas, o tenente-coronel Norberto Guimarães e o major Sarmento de Beires, o comité da chamada Revolta do Castelo, desencadeada em 20/07/1928, a qual provocou divisões entre si e outros militares intervenientes. Mais uma vez, conseguiu não ser detido e refugiou-se, inicialmente, no interior do país, mantendo-se na clandestinidade durante alguns anos. Vigiado pelos informadores "Marítimo", "General", "Ave", "Trovão" e "24", as suas movimentações eram relatadas, dando-se conta dos encontros que manteve, entre Outubro de 1928 e Maio de 1930, com, entre outros, Aires Torres, tenente-coronel (António Germano Guedes) Ribeiro de Carvalho, tenente Araújo (José Maria de?), Armando Agatão Lança, capitão Carlos Chaves Costa, aspirante Gois Mota, tenente de infantaria Joaquim Videira, sargento da Armada José Severo dos Santos, coronel de infantaria Mendes Cabeçadas, tenente-coronel Norberto Guimarães. Segundo informações que constam do seu Cadastro Político, teria ido, em 1930, à Holanda comprar armamento, o qual veio a ser apreendido posteriormente. Em Fevereiro de 1931 andava fugido à Polícia (v. Processo 4735). Preso em 06/09/1932, juntamente com o filho, Henrique Alexandrino Vieira dos Santos, e enviado, em 07/09/1932, à Polícia Internacional Portuguesa - Porto, a fim de lhe ser organizado o processo. Enviado para Lisboa em 14/09/1932, apurando-se que mantinha ligações revolucionárias com Alfredo Fernandes, Artur Francisco do Couto, Emídio Guerreiro e capitão Nuno CruzEm 22/10/1932, foi-lhe fixada residência obrigatória em Cabo Verde (Processo 114/PortoProcesso 573/PI). Seguiu, em 05/01/1933, para a fronteira de Elvas por ter sido banido, por despacho do Ministro do Interior, do território nacional. Julgado pelo TME em 02/06/1934 (Processo 9/934 - TME). Instalou-se a Madrid, onde passou a ser proprietário de uma garagem, e integrou o grupo dos Budas, juntamente com Alberto Moura Pinto, Jaime de Morais e Jaime Cortesão, entre outros. 

[c. 1937 || in Les Portugais et la guerre d'Espagne - Engagement militant, solidarités et mémoires || Riveneuve Continents 29-30 || 2020]

A sua permanência em Espanha e, depois, em França é escalpelizada por Robert Duró Fort no artigo "Alberto Alexandrino dos Santos, un révoltionnaire ibérique pendant la guerre civile espagnole, 1936-1939" (in Les Portugais et la guerre d'Espagne - Engagement militant, solidarités et mémoires, Riveneuve Continents 29-30, 2020, pp.107-138). Na sequência do envolvimento no caso das armas do navio "Turquesa", foi preso em outubro de 1934, em Madrid, e saiu em liberdade condicional em 09/03/1935. Relacionado com o mesmo processo, seria novamente preso em 15/04/1935, desconhecendo-se a data da libertação. Com o triunfo da Frente Popular em Fevereiro de 1936, foi aprovada uma amnistia para os presos políticos e Alexandrino dos Santos persistiu nas suas atividades revolucionárias: continuou a acompanhar a situação portuguesa e, em Espanha, mantinha contactos com elementos da Federação Anarquista Ibérica, intelectuais e com o comunista José Luis Terry, com quem partilhava o apartamento em Madrid. Com o início da insurreição militar franquista em 17 de Julho de 1936, muitos militares republicanos portugueses ofereceram a sua colaboração ao governo legítimo de Espanha. Alexandrino estava, então, em Barcelona e aí vai ficar com o único filho, Henrique, sendo associado ao Partido Socialista Unificado da Catalunha, criado em 23/07/1936 na sequência da fusão de várias organizações políticas locais. Liderou, desde o início, colunas de voluntários em defesa da República, sendo comandante, ao mesmo tempo que reforçou a sua posição no PSUC enquanto dirigente das milícias socialistas naquela região. Participou na frente de Aragão (Tardienta, Vicién e Sangarrén) e, esteve, ainda em 1936, na defesa de Madrid, evidenciando, progressivamente, as capacidades de organização, de disciplina e de estratega. No início de Outubro, assinou o manifesto "Mensaje del verdadero Portugal", onde era condenada a aliança entre o Portugal de Salazar e os fascistas espanhóis, subscrita, também, por Alberto de Moura PintoArmando Zuzarte Cortesão, Fernando de Utra Machado, Gonçalo de ReparazIsrael Anahory, Francisco de Oliveira PioJaime de Morais, Júlio César de Almeida, Manuel Firmo e Jaime Zuzarte Cortesão. Publicado em 4 e 5 de Outubro na imprensa espanhola, nomeadamente no diário madrileno El Sol, coincidiu com a morte, em 05/10/1936, do filho Henrique Alexandrino, com 23 anos, no âmbito da defesa da República Espanhola, havendo versões contraditórias quanto ao realmente sucedido. Em Novembro de 1936, estava como segundo chefe do Estado Maior do exército na Catalunha e, em Dezembro, tornou-se, por nomeação oficial de o Ministro das Finanças, Juan Negrín, Comandante dos Carabineiros, mudando-se para Valência, então capital da República. Promovido, em 02/04/1937, a tenente-coronel dos Carabineros, o que corresponderá à graduação militar mais elevada conseguida por um português nesse conflito. O empenho na sua reorganização e enquanto chefe da base de Castellón de la Plana, culminando na inauguração da Academia dos Carabineros, reforçou a sua importância no desenrolar dos acontecimentos militares durante a Guerra e o reconhecimento das qualidades militares de liderançaCom o avanço franquista, a base passou para a Catalunha, nas proximidades de Barcelona. Simultaneamente, associou-se ao plano L, de Lusitânia, que visava derrubar Salazar através de uma invasão de portugueses por via marítima a partir de Espanha. Em Janeiro de 1939, com a ocupação da Catalunha pelas tropas de Franco, partiu com os seus homens para França através dos Pirenéus e ficou, temporariamente, confinado num campo em Prats-de-Mollo-la-Preste. Seguiu, depois, para Marselha, onde vivia, desde finais de 1938, Moura PintoNum novo exílio, instalou-se, em Setembro de 1939, em Montauban, e integrou a resistência dos antifascistas espanhóis naquele país. Em 18/04/1942, foi internado no campo de refugiados de Judes, em Septfonds, onde participou na reorganização do Partido Comunista de Espanha. Libertado em 27/05/1942, seria novamente preso em 08/07/1942 e internado, desta vez, no campo de Le Vernet d'Ariège. Libertado em 7 de Agosto, entrou na Resistência sob o nome de Alex, desempenhando, novamente, funções militares relevantes na zona de Tarn-et-Garonne, no âmbito da formação e instrução de militares. Membro das Forças Francesas do Interior, abandonou a Resistência em 26/08/1944, regressando, com os republicanos espanhóis, à luta activa contra o regime franquista, integrando a União Nacional. Instalou-se, em 1950, em Toulouse, onde faleceu em 1969, com a graduação de General. Admirado e reconhecido pelos espanhóis, lutou, até ao fim da vida, pela liberdade nos dois países. Os autores Pere Calders  e Jean Morgades, que com ele conviveram no âmbito militar, dedicaram-lhe, respetivamente, os livros Unitats de xoc (1938, 1984) e Vers l'entente ibérique (1945).]

[in Les Portugais et la guerre d'Espagne - Engagement militant, solidarités et mémoires || Riveneuve Continents 29-30 || 2020]

[alterado em 09/03/2022]

00120. Alberto Alonso Gonzalez [1931, 1937]

[Lisboa, 29/03/1910, enfermeiro - Lisboa. Preso em 22/08/1931 (Processo 9). Preso em 21/01/1937, libertado em 10/03/1937 (Processo 67/937)].

00121. Alberto Alves da Fonseca [1932, 1936, 1937] 

[Lisboa, 15/01/1907, estivador - Lisboa. Preso pela PSP de Lisboa e entregue, em 11/04/1932, à Polícia de Defesa Política e Social (Processo 332). Voltou para a tutela da PSP em 14/02/1932. Preso pela PSP em 27/06/1936 e entregue à PVDE em 04/07/1936, recolheu à 1.ª Esquadra e foi libertado no mesmo dia (Processo 1849). Preso em 24/07/1937, recolheu à 1.ª Esquadra e foi libertado em 19/11/1937 (Processos 944/37 e 1007/37)].

00122. Alberto Alves de Figueiredo [1932]

[Vila Real, 1908, trabalhador - Lisboa. Preso pela PSP de Lisboa e entregue na Polícia de Defesa Política e Social em 04/02/1932. Libertado no mesmo dia (Processo 221)].

00123. Alberto Alves [1933]

[Lisboa, 1900, trabalhador - Lisboa. Preso pela PSP em 01/05/1933 e entregue à Secção Política e Social em 02/05/1933 (Processo 686). Libertado em 10/05/1933].

00124. Alberto Augusto Azevedo [1929]

[Carrazeda de Ansiães, 1894, 1.º Sargento - Infantaria 6. Preso em 15/04/1929 (Processo 4315)].

[João Esteves]

segunda-feira, 30 de março de 2020

[2333.] ALBERTINO ABRANTES CASTANHEIRA [I] || FILIADO NAS JUVENTUDES COMUNISTAS (1925)

* ALBERTINO ABRANTES CASTANHEIRA *
[1899 - ?]

[Albertino Abrantes Castanheira || ANTT || -ca-PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-1-NT-8902 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

Filho de Maria Abrantes Esteves e de João Abrantes Castanheira, Albertino Abrantes Castanheiro terá nascido em 1899, em Tábua.

Padeiro, a residir em Lisboa, na Rua Santana à Lapa, era filiado nas Juventudes Comunistas e, em 12 de Maio de 1925, «foi preso por ser detentor duma bomba e duma pistola» [Processo 2578 - P.S.E.].

Deportado para Cabo Verde em 29/05/1925.

Fontes:

ANTT, Livro de Cadastrados 1 [Albertino Abrantes Castanheira / ca-PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-1-NT-8902].

ANTT, Cadastro Político 5557 [Albertino Abrantes Castanheira / PT-TT-PIDE-E-001-CX05_m0355].

[João Esteves]

[2332.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS - DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [XV] || 1926 - 1933

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || XV *

00111. Aires Rodrigues Correia [ou António Simões da Rocha] [1927]

[Tábua, c. 1906. Padeiro - Lisboa. Filiação: Maria Patrocínio da Conceição, Francisco rodrigues Correia. Solteiro. Residência: Escadinhas Ponte de Lima, 23 - Lisboa. Preso em 17/03/1927, por suspeita de ter participado no movimento revolucionário de fevereiro de 1927. Entrou na Penitenciária de Lisboa em 17/03/1927, tendo sido enviado à Comissão de Inquérito.]
[alterado em 05/05/2025]

00112. Albano Duarte dos Santos [1931

[Arganil, 1914. Estucador. Filiação: Delfina Raimundo Bernardes, Urbano Duarte dos Santos. Solteiro. Residência: Estrada da Luz, 40 - Lisboa. Preso em 1 de setembro de 1931, para averiguações sobre um tiro que matou uma ordenança de Cavalaria 2 durante o movimento revolucionário de 26 de agosto. Libertado no dia seguinte.]
[alterado em 07/03/2026]

00113. Albano Jesus de Matos [1932]

[Lisboa, 1891, chofer - Lisboa. Membro da direcção do Sindicato dos Choferes. Preso em 18/03/1932, libertado em 20/03/1932 (Processo 331). Procurado, nesse mesmo ano, pela Polícia].

00114. Albano José Serra [1929, 1935]

[Albano José Serra.
Castanheira de Pera, c. 1893. Sapateiro. Filiação: Maria Rosa Rodrigues, José Serra. Casado. Filiação: Rua dos Lagares, 39 - Lisboa. Preso em 10/03/1929, "por tentar agredir o agente captor"; libertado em 12/03/1929. Preso pela PSP de Lisboa e entregue à PVDE em 02/01/1935, "por dar morras à Ditadura na via pública"; libertado em 03/01/1935.]
[alterado em 02/04/2025]

00115. Albano Nunes Borges de Carvalho [1933]

[Albano Nunes Borges de Carvalho.
Lisboa, 1892. Empregado de escritório. Preso pela PSP de Lisboa em 19/03/1933 e entregue à Secção Política e Social em 20/03/1933. Libertado em 21/03/1933.]

00116. Albano Pizarro [1930, 1931, 1933, 1933, 1935, 1936]

[Albano Pizarro || 14/10/1933 (Porto) || ANTT || PT-TT-PIDE-E-010-9-1599]

[Albano Pizarro.
Porto, 14/11/1902. Estudante / Desenhador especial de máquinas. Filiação: Ana Assunção Melo Pinto Basto Pizarro, Miguel de Sá Sotto Maior Pizarro. Solteiro / Casado. Residência: Rua da Conceição, 58 - Porto / Rua Garrett, 64 - Porto. Vigiado devido às suas atividades na academia: terá fundado o grupo "República" e mantinha ligações às lojas maçónicas "Comuna" e "Revolta". Preso no Porto em 23/04/1930, «por estar envolvido em manejos conspiratórios»; libertado em 02/05/1930. Preso no Porto em 26/08/1931, «por estar envolvido em manejos conspiratórios»; libertado em 27/08/1931. Preso no Porto em 13/10/1933, «por suspeita de ter contribuído com dinheiro para a impressão do jornal clandestino "A Verdade"»; libertado em 14/10/1933. Preso no Porto em 27/10/1933, «por estar envolvido em manejos conspiratórios»; libertado do Aljube local em 03/11/1933. Preso no Porto em 21/08/1935, acusado de estar envolvido num movimento revolucionário em preparação e manter ligações com Eduardo Salgueiro e Horácio Cunha. Levado para o Aljube da cidade e libertado em 14/09/1935 [Processo 89, 1729/35]. Preso no Porto em 25/08/1936, transferido para Caxias em 15/10/1936, levado para o Aljube em 17/10/1936 e libertado em 18/12/1936 (Processo 137/936, 1092/36). Nas duas últimas prisões é indicado como desenhador especial de máquinas - Porto.]
[alterado em 09/04/2024]

00117Albertina de Sousa Pinheiro [1932]  

[Albertina de Sousa Pinheiro.
Lisboa, c. 1912, empregada da CUF. Filiação: Silvana de Jesus, Artur Pinheiro. Solteira. Residência: Rua da Fábrica da Pólvora, 28. Presa em 15/09/1932, "para averiguações" sobre a participação de Lourenço Pinto, grumete da Armada, nos acontecimentos de Alcântara de 4 de Setembro. Levada, incomunicável, para uma esquadra; libertada da 23ª Esquadra em 22/09/1932 (Processo 558).]
[alterado em 22/03/2022]
[alterado em 28/03/2022]

[João Esteves]

domingo, 29 de março de 2020

[2331.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS - DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [XIV] || 1926 - 1933

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || XIV *

00099. Agostinho da Costa [1932]

[Agostinho da Costa.
Lisboa, 1900. Empregado no Matadouro Municipal de Lisboa. Filiação: Júlia das Mercês Esteves, José Augusto da Costa. Casado. Residência: Azinhaga da Feiteira, 7. Preso pela PSP de Lisboa e entregue à Polícia de Defesa Política e Social em 1 de maio de 1932, por suspeita de conspirar contra a Situação política. Libertado no dia 4.]
[alterado em 06/03/2026]

00100. Agostinho de Almeida Neto [1931]

[Agostinho de Almeida Neto.
1897. Empregado agrícola em São Tomé. Filiação: Maria dos Prazeres, João de Almeida Neto. Residência: S. Tomé. Preso em S. Tomé e enviado para Lisboa onde, em 13 de julho de 1931, foi entregue à Polícia Internacional Portuguesa. Levado para o Aljube, seguiu, em 2 de setembro, para Peniche, onde ficou com residência fixada.]
[alterado em 06/03/2026]

00101. Agostinho Fernando [1930]

[Agostinho Fernando.
1.º Sargento de Infantaria. Deportado, em 8 de agosto de 1930, para os Açores, onde lhe foi fixada residência obrigatória. Em janeiro/fevereiro de 1931, a Polícia não aconselhou o seu regresso ao Continente, como pretendia o Ministério da Guerra.  Estava, em 28 de dezembro de 1932, com residência obrigatória em Cabo Verde. Abrangido pela amnistia de 5 de dezembro, regressou e apresentou-se em 15 de janeiro de 1933, saindo em liberdade. Foi residir para a Rua da Boavista, 65 - Porto. Passou a prestar serviço no edifício dos Tribunais Militares, sendo vigiado por ter ligações com o ex-tenente Quilhó.]
[alterado em 08/04/2023]
[alterado em 06/03/2026]

00102. Agostinho Ferreira Correia [1931]

[Agostinho Ferreira Correia.
Lisboa, 1908. Motorista (chofer). Filiação: Maria da Conceição, José Maria. Solteiro. Residência: Rua do Benformoso - 272, Lisboa.  Preso em 1 de maio de 1931, «por andar a incitar os choferes à greve», e entregue à PSP.]
[alterado em 25/02/2026]

00103. Agostinho Garcia da Silva [1933]

[Agostinho Garcia da Silva.
Lisboa, 1911. Sapateiro. Filiação: Maria Vicência Garcia, Francisco da Silva. Solteiro. Residência: Beco do Espírito Santo, 12. Preso pela PSP em 16 de fevereiro de 1933 e entregue, no dia seguinte, à Polícia de Defesa Política e Social, por lhe ter sido apreendido o jornal Avante. Libertado em 7 de março.]
[alterado em 06/03/2026]

00104. Agostinho Gomes [1931, 1943]

[Agostinho Gomes || 12/08/1943 || ANTT || RGP/15656 || PT-TT-PIDE-E-010-79-15656]

[Agostinho Gomes.
São Pedro do Sul, 1910. Pedreiro. Filiação: Maria Rosalina, Manuel Monteiro. Solteiro. Residência: Rua de S. Bento. Preso pela GNR em 26 de agosto de 1931, por ter participado no movimento revolucionário que eclodiu nesse dia, levado para a Esquadra do Matadouro e, depois, para a Cadeia NacionalDeportado para Timor em 2 de setembro. Abrangido pela amnistia de 5 de dezembro de 1932, não embarcou no vapor Moçambique por se encontrar doente. Apresentou-se em 8 de novembro de 1933, indo viver para S. Pedro do Sul. Trabalhador, a residir na Baixa Banheira - Alhos Vedros, foi preso pela PSP de Lisboa e entregue à PVDE em 12 de agosto de 1943 e levado para Caxias. Entregue, em 21 de setembro de 1943, ao 4.º Esquadrão da GNR a fim de ser incorporado no Batalhão de Trabalhadores, voltando para a tutela da PVDE em 16 de dezembro. Libertado em 5 de abril de 1944.]
[alterado em 06/03/2026]

00105. Agostinho José Alves [1931]

[Agostinho José Alves.
Vila Pouca de Aguiar, 1906 Estudante de Direito. Filiação: Leonor de Sousa Carneiro, Tiago José Alves. Solteiro. Residência: Couraça de Lisboa, 38 - Coimbra. Um dos subscritores, em 1930, do manifesto "Delenda et Cartago - A Academia Republicana perante a Universidade de Coimbra". Preso em Coimbra em Fevereiro de 1931, por ser um dos autores daquele panfleto e dos manifestos "Ao País". Em maio, foi-lhe fixada residência em Ribeira de Pena. Pode ter emigrado para o Brasil, onde constituiu família.]
[alterado em 05/06/2023]
[alterado em 06/03/2026]

00109. Aires Alberto [1932]

[Aires Alberto || ANTT || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Aires Alberto.
Matosinhos, c. 1903. Carpinteiro. Filiação: Rosalina de Jesus Alberto, Jaime Alberto. Solteiro. Residência: Travessa de Campo de Ourique, 13 - Lisboa. Preso em 30 de agosto de 1932, «por reunir em Campo de Ourique com outros indivíduos que conspiravam contra a Situação Política do País, entre eles José Maria Tavares e João Loureiro». Recolheu a uma esquadra. Libertado em 7 de setembro, por nada se provar.]
[alterado em 12/02/2022]
[alterado em 06/03/2026]

[João Esteves]

sábado, 28 de março de 2020

[2330.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS - DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [XIII] || 1926 - 1933

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || XIII *

00086. Afonso Carlos de Matos [1933]

[Afonso Carlos de Matos.
Lisboa, c. 1908. Impressor. Filiação: Guilhermina de Jesus, Ricardo de Matos. Casado. Residência: Beco do Félix, 1. Preso em 21/07/1933, "por fazer parte da Organização avançada", trabalhando, desde fevereiro, na oficina da Cooperativa "A Casa dos Gráficos", onde imprimiu números dos jornais clandestinos "O Jovem", "O Marinheiro Vermelho" e "O Metalúrgico", para além do manifesto "Carta Aberta". Transferido para o Aljube em 06/10/1933. Julgado pelo TME em 22/01/1934, foi absolvido e libertado nesse dia.]
[alterado em 21/05/2023]
[alterado em 22/03/2024]

00087. Afonso de Albuquerque Sacadura Cabral da Silva Amaral [1933, 1933]

[Afonso de Albuquerque Sacadura Cabral da Silva Amaral.
Moura, c. 1880. Funcionário público. Filiação: Maria do Carmo B. Albuquerque, Bernardo Albuquerque Sacadura Cabral da Silva Amaral. Solteiro. Residência: Hotel Nabão - Tomar. Em 06/05/1933, foi entregue pelo Administrador do Concelho de Tomar à Polícia de Defesa Política e Social, por estar em contacto com António Maria Marmelo da Silva e acolher em sua casa António Marques - "O Marques da Ajuda", Maldonado de Freitas e Sarmento de Beires, dando "abrigo a conspiradores a conspiradores que atuavam revolucionariamente dentro da cidade de Lisboa". Saiu em liberdade condicional em 09/10/1933. Preso, para ser julgado, em 17/11/1933. Transferido da 1.ª esquadra para o Aljube. Libertado em 02/03/1934 por ter sido despronunciado pelo TME.]
[alterado em 22/03/2024]
[alterado em 11/05/2024]
[alterado em 27/10/2024]

00088. Afonso de Macedo [1927, 1929]

[Afonso de Macedo.
Quintela - concelho de Mangualde, 22/07/1888. Comerciante. Filiação: Arminda de Macedo, Adelino de Macedo Simões. Residência: Rua Tomás Ribeiro, 22 - Lisboa. Preso em 1908 e em 1918. Trabalhou no Porto de Lisboa e, em 1919, foi eleito deputado pelo círculo de Torres Vedras, representando o Partido Liberal. Detido na fronteira em meados de maio de 1927por ordem superior, quando regressava de Paris com Fernando de Castro. Acompanhado por um agente desde a fronteira até ao Ministério do Interior, seria informado que a detenção se dera por "questões políticas". Libertado pouco depois. Vigiado em 1928, sendo referenciado como "exercendo uma grande atividade revolucionária" aquando de uma deslocação ao Norte. Vigiado em 1929, devido às atividades no Porto de Lisboa. Solicitada a sua captura em 29/08/1928, a qual não se efetuou por já não se encontrar em Pedras Salgadas. Preso em 03/12/1929, "por suspeita de estar implicado no movimento revolucionário de 20 de julho de 1928";  libertado em 31/01/1930.]
[alterado em 25/06/2024]
[alterado em 27/10/2024]

00089. Afonso de Moura [1927, 1930] Faleceu na ilha de S. Nicolau, Cabo Verde, em 07/12/1931

[Afonso de Moura.
Coimbra, c. 1898. Cerâmico. Filiação: Amélia Machado de Moura, Augusto de Moura. Casado. Residência: Rua dos Esteireiros - Coimbra. Ligado, nas décadas de 1910 e 1920, ao associativismo anarquista e libertário daquela cidade. Preso em 10/05/1927, e libertado nesse mesmo dia, por ser anarquista. Preso em 23/12/1930, acusado de estar envolvido num grupo contra a Ditadura, juntamente com Henrique Magalhães e Hermenegildo Granadeiro. Deportado para Cabo Verde em 06/06/1931, embarcou no vapor "Pedro Gomes. Faleceu, em 07/12/1931, na sequência de uma septicémia, na Ilha de São Nicolau da Colónia de Cabo Verde, onde se encontrava deportado.]
[alterado em 27/10/2024]

00090. Afonso Fernandes [1933]

[Afonso Fernandes.
Pedrógão Grande, c. 1907. Empregado de comércio. Filiação: Maria da Conceição. Solteiro. Residência: Av. da República, 4. Preso em 01/06/1933, para averiguações e libertado em 02/06/1933.]
[alterado em 27/10/2024]

00091. Afonso Guedes da Piedade [1931]

[Afonso Guedes da Piedade.
Lisboa, 21/04/1911. Estudante. Filiação: Laurentina Guedes da Piedade, Guilherme Joaquim Boto da Piedade. Solteiro. Residência: Rua Sebastião Saraiva Lima, 74 -Lisboa / Rua Rosa Damasceno, 7 - Lisboa. Preso em 09/06/1931, "por ser chefe de  um dos grupos de revolucionários" e ser detentor de ingredientes para o fabrico de explosivos, colaborando com Álvaro Freire, Augusto César dos Santos, Henrique Júlio de Oliveira e Manuel AlpedrinhaDeportado para Timor em 27/06/1931. Foi autorizado, por despacho do Ministro do Interior datado de 18/04/1933, a transferir a sua residência para Macau, a fim de continuar ali os seus estudos, mantendo-se na mesma situação que tinha em Timor. Regressou de Macau, onde estava deportado, e apresentou-se na PVDE em 08/08/1935, dando entrada no Aljube. Libertado em 12/08/1935.]
[alterado em 27/10/2024]

00092Afonso Henriques de Almeida [1932]

[Afonso Henriques de Almeida.
Évora, c. 1907. Pedreiro. Filiação: Rosa Trindade Almeida, José Maria de Almeida. Solteiro. Residência: Rua Salvador Velho, 32 - Évora. Preso em Évora e enviado para Lisboa em 27/01/1932, acusado de ser comunista e colaborar com David dos Santos Moreno e Natal João Espanca num eventual fabrico de bombas. Conduzido, em 09/06/1932, à Cadeia Penitenciária de Lisboa para ser deportado por decisão do Diretor Geral da Segurança Pública e anuência do Ministro do Interior. Libertado desta cadeia em 02/09/1932, tendo o respetivo processo sido enviado  ao TME em 24/02/1933.]
[alterado em 15/02/2022]
[alterado em 27/10/2024]
[alterado em 23/04/2025]

[João Esteves]

sexta-feira, 27 de março de 2020

[2329.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS - DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [XII] || 1926 - 1933

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || XII *

00078. Adriano Pimenta [1927, 1931, 1932]

[Adriano Pimenta || ANTT || -ca-PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Adriano Pimenta.
Mourão, c. 1903, corticeiro - Barreiro. Filiação: Rosa Joaquina Amaro, Manuel Joaquim Pimenta. Casado. Residência: R. Elias Garcia, 78 - Barreiro. Considerado um "perigoso propagandista anarquista" e editor do jornal Terra e Liberdade, distribuindo, no Sul do país, "os manifestos de propaganda anarquista e social comunista". Preso em 18/12/1927, por injúrias ao Ministro do Interior; libertado em 21/12/1927 (Processo 3447). Preso em 19/08/1931, "por ser um dos organizadores do grupo civil que promoveu desordens ocorridas no Barreiro em 16 do corrente" e terem-lhe sido "encontradas muitas cartas que tratavam de propaganda anarquista", mantendo ligações com anarquistas e comunistas de Évora; libertado em 24/03/1932 (Processo 25). Preso pela GNR do Barreiro em 30/05/1932, juntamente com Domingos Fernandes, "acusado de andar distribuindo manifestos de incitamento à greve geral decretada pela Confederação Geral do Trabalho, como protesto contra o desconto de 2% para o Fundo do Desemprego"; libertado em 28/06/1932 (Processo 392). Utilizou o pseudónimo "João Ferreira" e esteve envolvido na Greve Geral de 18/01/1934, enquanto  membro da Comissão de Propaganda da CGT, tendo mantido contactos com Acácio Tomás Aquino, Manuel Augusto da Costa e Romão dos Santos Duarte. Procurado pela PVDE desde Fevereiro de 1934 (Processos 1011, 1237)].
[alterado em 21/12/2021]

00079. Adriano Pinto de Azevedo [1928]

[Adriano Pinto de Azevedo.
Resende, 1897. Motorista (chofer). Filiação: Henriqueta da Conceição Dias Pinto, Joaquim Pinto de Azevedo. Casado. Residência: Rua das Capelas - 4, Barcelos. Preso pela Polícia de Informações do Ministério do Interior em janeiro de 1928, em Barcelos, e levado para o Porto para ser interrogado, o que sucedeu em 12 de janeiro. Acusado de conduzir um grupo de indivíduos por diversas localidades, o qual fazia «propaganda revolucionária contra a atual situação». Esse grupo integrava Artur Afonso Roriz Pereira.]
[alterado em 25/02/2026]

00080. Adriano Ribeiro [1921, 1931]

[Adriano Ribeiro || Março de 1921 || ANTT || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Adriano Ribeiro.
Penafiel, 1899, vendedor de jornais. Filiação: Ana de Jesus, José Ribeiro. Solteiro. Residência: Travessa Água da Flor, 41 - Lisboa. Preso em 17 de março de 1921, por insultos ao Governo, e deportado para a Guiné. Preso em 4 de outubro de 1931, acusado de propalar boatos contra o Governo, e libertado a 10.]
[alterado em 05/03/2026]

00081. Adriano Vera Jardim [1930]

[Adriano Vera Jardim.
Figueiró dos Vinhos, 1910. Estudante de Direito. Filiação: Sara Vera Jardim, Joaquim Flaviano de Campos Jardim. Solteiro. Residência: Rua Ferreira Lapa, 19 - Lisboa. 
Preso no Ministério da Instrução em 19 de novembro de 1930, acusado de ter atitudes menos respeitosas para com o ministro. Libertado no mesmo dia.]
[alterado em 05/03/2026]

00082. Adrião Guerreiro de Sá [1931]

[Ex-Vereador da Câmara Municipal do Porto. Vigiado pela Polícia de Informações do Porto. Preso no Porto e enviado para Lisboa em 14/04/1931. Libertado em 23/05/1931, foi-lhe fixada residência em Oliveira de Azeméis (Processo 4880)].

00083. Adrião Ramos de Brito [1932]

[Adrião Ramos de Brito.
Idanha-a-Nova, c. 1905. Guarda 1040 da PSP de Lisboa. Filiação: Antónia Luísa ou Antónia do Carmo, António Ramos de Brito. Solteiro. Residência: Travessa de Santa Catarina, 9 - Lisboa. Preso em 12/07/1932 e entregue pela PSP à S. V. P. S. em 18/07/1932, acusado de manter contactos com Júlio César Leitão e ser "simpatizante comunista". Libertado em 22/07/1932. Com a data de 09/10/1959, há a anotação a lápis de que "nada consta em desabono".]
[alterado em 29/12/2021]
[alterado em 13/04/2025]

00084. Afonso Alvoeiro da Costa  [1931]

[Afonso Alvoeiro da Costa.
Lisboa, 1908. Exportador de peixe. Filiação: Isabel da Conceição, Manuel da Costa. Residência: Rua da Bica Duarte Belo, 66 - Lisboa. Preso em 26 de agosto de 1931, acusado de participar no movimento revolucionário, levado para o Quartel do Carmo e transferido, depois, para a Cadeia Nacional. Deportado para Timor em 2 de setembro de 1931, foi abrangido pela amnistia de 5 de dezembro de 1932 e regressou ao Continente, apresentando-se em 12 de junho de 1933.]
[alterado em 05/03/2026]

00085. Afonso Augusto da Cunha Melo [1928, 1933]

[Coimbra, 1897, chofer - Coimbra. Preso pela Polícia de Informações de Coimbra em 29/11/1928 e libertado em 07/12/1928. Preso pela PSP de Coimbra em 18/12/1933 e enviado para Lisboa em 26/01/1934 - Greve Geral de 18/01/1934 (Processo 1036). Transferido para Peniche em 23/06/1934 e libertado em 16/06/1934, por ter sido despronunciado pelo TME. Não consta do RGP].

[João Esteves]

[2328.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS - DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [XI] || 1926 - 1933

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || XI *

00070. Adolfo Teixeira Pais [1933, 1935, 1936, 1952]


[Adolfo Teixeira Pais || ANTT || RGP/896 || PT-TT-PIDE-E-010-5-896_m0197]

[Adolfo Teixeira Pais.
"O Cantador de Fado" ou "O Diabo". Lisboa, 7 de julho de 1912. Empregado de comércio. Filiação: Ana Joaquina Teixeira e de Germano Pais. Solteiro. Residência: rua Possidónio Silva, 108 - Lisboa. Militante das Juventudes Comunistas, integrou a Célula 46 e, depois, a 47 do Comité de Zona 4, onde desempenharia as funções de Secretário da Comissão de Organização, composta, entre outros, por Manuel dos Santos, "O Manuel da Fonte Santa", e Virgínio de Jesus Luís. Também assistia às reuniões do Comité Regional, juntamente com os delegados das restantes zonas. Integrou o grupo que, em 20 de janeiro de 1933, distribuiu manifestos clandestinos à porta das Oficinas Gerais da CML, na Rua 24 de Julho, entregues por Virgínio de Jesus Luís, enquanto Manuel dos Santos discursava no comício relâmpago então efetuado. Finda a reunião do Comité de Zona 4 realizada em 24 de janeiro de 1933, os intervenientes  foram abordados na rua por dois guardas da PSP, tendo, na sequência de um tiro e do ferimento de um dos agentes, Adolfo Teixeira Pais fugido com Manuel dos Santos. Preso pela PSP em 26 de fevereiro de 1933, levado para o Governo Civil e entregue à Polícia de Defesa Política e Social. Subscreveu a Carta Aberta impressa, datada de 30 de março de 1933, em resposta a uma visita do ministro do Interior (Albino Soares Pinto dos Reis Júnior) ao Aljube e à respectiva nota oficiosa publicada nos jornais, através da qual 56 dos 75 presos esclarecem e denunciam as torturas sofridas, sendo que «foram espancados 49, e alguns duma  maneira bastante selvagem». Considerado «elemento bastante ativo e perigoso», foi julgado pelo Tribunal Militar Especial em 2 de março de 1934 e condenado a 600 dias de prisão. Libertado em 21 de dezembro de 1934, voltou a ser preso em abril de 1935, quando era soldado. Cumprindo ordens do ministro da Guerra, o Regimento de Artilharia de Costa  1 - Trafaria entregou, em 24 de abril, o soldado à PVDE. Levado para a 1.ª esquadra, foi transferido para Peniche em 16 de maio, «em virtude de ter sido um dos principais autores duma insubordinação levada a efeito no calabouço N.° 6 do Governo Civil». Licenciado da tropa em 21 de junho, voltou para os calabouços do Governo Civil em 12 de julho e foi libertado em 22 do mesmo mês. Voltou a ser preso em 19 de fevereiro de 1936, «enquanto comunista», pela Secção Política e Social da PVDE. Permaneceu numa esquadra até ser levado, em 15 de abril, para Peniche e, em 14 de outubro, já estava em Caxias, antecâmara da deportação para o Campo de Concentração do Tarrafal, onde ficou 9 anos. Abrangido pela amnistia de 18 de outubro de 1945, regressou a Lisboa em 1 de Fevereiro de 1946, saiu em liberdade e foi viver para a Rua Convento da Encarnação 43. Referenciado como eletricista, foi preso pela última vez em 18 de agosto de 1952, «por emigração clandestina». Recolheu à Cadeia de Castelo de Vide, sendo julgado pelo Tribunal daquela Comarca. Fixou-se em França e aderiu ao Partido Socialista depois do 25 de Abril de 1974. Faleceu em 30 de setembro de 1979. Augusto Duarte recolheu as suas memórias em Vida e obra de António de Oliveira SALAZAR / Adolfo Teixeira Pais BRIGADA BRAVA. Trata-se de uma edição de autor muito pouco conhecida e divulgada.]
[alterado em 04/03/2026]

00071. Adriano Correia da  Silva [1933, 1935]

[Adriano Correia da Silva || ANTT || RGP/1145 || PT-TT-PIDE-E-010-6-1145]

[Adriano Correia da Silva.
Lisboa, 09/02/1911. Empregado de escritório. Filiação: Rosa da Conceição Machado Silva, João Correia da Silva. Solteiro. Residência: Calçada do Cascão, 18 - Lisboa / Rua Rui Barbosa, 32 - Lisboa. Preso em 11/04/1933, por pertencer às Juventudes Comunistas, onde era o filiado 170, integrava a célula 17, da qual era Secretário, e era "elemento bastante ativo". Mantinha contactos com Fernando Carvalho da Cruz.  Por indicação do médico do Aljube, passou, em 10/11/1933, para a enfermaria da Cadeia do Limoeiro. Regressou ao Aljube em 05/12/1933. Transferido, em 08/04/1934, do Aljube para Peniche. Transferido, em 14/02/1934, de Peniche para Lisboa. O seu processo foi enviado para o TME em 19/06/1933, sendo julgado em 22/02/1934: atendendo a parte das acusações serem anteriores a 05/12/1932, ao período de prisão preventiva e ser menor de idade, foi condenado na pena de mil escudos de multa, a qual, não sendo paga, se convertia em 50 dias de prisão. Libertado de Peniche em 21/04/1934, por ter terminado a pena imposta pelo TME. Preso pela PSP de Lisboa em 29/05/1935, "por suspeita de ter proferido vivas subversivos no cemitério da Ajuda, seguiu para a 1.ª esquadra. Libertado em 04 ou 05/06/1935.]
[alterado em 13/04/2024]
[alterado em 18/05/2024]
[alterado em 23/04/2025]

00072. Adriano dos Reis [1919, 19201933]

[Lisboa, 2 de fevereiro de 1897. Serralheiro ou publicista. Filiação: Guilhermina Reis, António dos Reis. Casado. Residência: Azinhaga de Santa Luzia, Vila Peixeiro, Letra J – Lisboa. Preso duas vezes durante a 1.ª República: em 23 de setembro de 1919, por «dar vivas à revolução social, cantar a Internacional» e proferir «insultos aos senhores oficiais e aos guardas da Polícia de Segurança Pública de Lisboa»; em 22 de junho de 1920, «por estar implicado no atentado da Rua Augusta, como bombista». Preso pela PSP de Lisboa 13 de março de 1933 e entregue à Polícia de Defesa Política e Social no dia 15, acusado de comunista. Libertado em 27 de março.]
[alterado em 05/03/2026]

00073. Adriano dos Santos [1930, 1933]

[Lamego, 1900. Continuo do Ministério da Guerra. Filiação: Casimira da Silva. Solteiro. Residência: Beco do Castelo, 8 - Lisboa. Preso em 23 de março de 1930. por ordem superior, e libertado no mesmo dia. Preso em 1 de junho de 1933, para averiguações, e libertado no dia 2.]
[alterado em 05/03/2026]

00074. Adriano Gonçalves Onofre [1931]

[Adriano Gonçalves Onofre.
Alferes do S.A.M. Por ter participado na revolta militar de 26/08/1931, foi deportado para Timor em 02/09/1931, tendo embarcado no vapor "Pedro Gomes". Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, regressou e apresentou-se na Polícia de Defesa Política e Social em 09/06/1933. Foi residir para Albergaria-a-Velha, Angeja.]
[alterado em 03/12/2024]

00075. Adriano José Leite de Vasconcelos [19271932]

[Adriano José Leite de Vasconcelos.
Arcos de Valdevez, 1911. 2.º Sargento - Infantaria 8. Filiação: Albertina da Cunha Vasconcelos, Teodomiro Leite de Vasconcelos. Solteiro. Preso no Porto em fevereiro de 1927, por ter participado no movimento revolucionário, e deportado. Reintegrado no Exército, voltou a ser preso em 26 de abril de 1932, acusado de de integrar, juntamente com Firmino Ribeiro Lima, o grupo que pretendia assaltar a esquadra de Alcântara e libertar os presos que lá se encontravam. Por despacho do ministro do interior, datado de 22 de junho, foi-lhe aplicado a pena de três meses de prisão. Entregue às autoridades militares em 4 de julho.]
[alterado em 04/03/2026]

00076. Adriano Matos Fragoso [1927, 1927]

[Adriano Matos Fragoso || ANTT || -ca-PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Adriano Matos Fragoso.
Torres Novas, c, 1887. Comerciante. Preso durante a 1.ª República (14/05/1924). Pode ter sido tenente. Preso em 11/02/1927, acusado de ter tomado parte no movimento revolucionário de fevereiro de 1927 e enviado à Comissão de Inquérito em 21/02/1927. Preso em 18/09/1927, "por conspirar ativamente colaborando na organização dum movimento revolucionário, tendo ligações com Malva do Vale". Foi-lhe fixada residência em Angola, para onde embarcou em 20/09/1927, a bordo do vapor "Zaire", com muitos outros deportados. O governo local enviou-o para Sá da Bandeira - Huíla.]
[alterado em 19/06/2025]

00077.  Adriano Marques ou Adriano Matos [19251931, 1933]

["O Padre Matos". Lisboa, 1906. Trabalhador. Filiação: Maria da Conceição, Rafael Marques. Solteiro. Residência: Telheiras de Cima, 1. Preso em 14 de maio de 1925, por arremessar clorato de potássio, e libertado a 19. Preso em 26 de agosto de 1931, por participar armado no movimento revolucionário desse dia: fez parte do grupo que se entrincheirou na Quinta dos Engraxados, em Telheiras de Cima, para fazer frente às tropas fiéis ao Governo. Deportado para Timor em 2 de setembro de 1931, regressou por indicação da Junta de Saúde daquele território e apresentou-se em 22 de outubro de 1932. Preso pela PSP em 29 de abril de 1933, acusado de proferir insultos contra a polícia política, e entregue à Seção Política e Social em 1 de maio. Libertado em 2 de junho.] 
[alterado em 05/03/2026]

[João Esteves]

quinta-feira, 26 de março de 2020

[2327.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS - DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [X] || 1926 - 1933

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || X *

00063. Adelino Teixeira [1932]

[Adelino Teixeira || F. 27/07/1932 || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Adelino Teixeira.
Coimbra, c. 1902. Trabalhador rural. Filiação: Maria da Conceição Veloso, Adriano Exposto. Casado. Residência: Rua da Beneficência, 519, Quinta do Canavial - Lisboa. Preso em 17/07/1932, "por suspeita de ter ligações com José Duarte 1º e João Facadinhas, incriminados no Processo nº 452 e de ter sido detentor das bombas que estes elementos possuíam". Recolhendo, incomunicável, a uma esquadra e, como nada se provou, seria libertado do Aljube em 27/07/1932. Julgado pelo TME em 18/08/1934.]
[alterado em 28/12/2021]
[alterado em 08/04/2025]
[alterado em 12/04/2025]

00064. Adjuto Semião do Nascimento [1931]

[Adjuto Semião do Nascimento.
Lisboa, 1884. Enfermeiro. Filiação: Maria Ricarda Teixeira, Ezequiel Francisco do Nascimento. Casado. Residência: Travessa das Figueirinhas, 1 – Almada. Preso em 29 de junho de 1931, por estar implicado no «caso das camionetas, em Cacilhas», e libertado em 3 de julho.]
[alterado em 02/03/2026]

00065. Admar Rodrigues dos Santos [1930]

[Admar Rodrigues dos Santos.
Rio de Janeiro, c. 1906. Estudante de Direito - Lisboa. Filiação: Ema das Dores Santos, Alfredo Rodrigues dos Santos. Casado. Residência: Rua A, Letra J. P., ao Bairro Catarino - Lisboa. Preso no Ministério da Instrução em 19/11/1930 e libertado no mesmo dia.]
[alterado em 07/04/2025]

00066. Adolf Patzak [1932]

[Checoslováquia, 1903. Marítimo. Filiação: Ana Oergh, Wengel. Preso em 3 de novembro de 1932, por incitar Francisco José ("O Gaiteira") a insultar o Presidente da República e o Presidente do Ministério e «a dar vivas à República Social e ao Comunismo». Entregue, em 7 de novembro, à Polícia Internacional Portuguesa.]
[alterado em 02/03/2026]

00067Adolfo Augusto Arez da Silva [1931]

[Adolfo Augusto Arez da Silva.
Maputo (Lourenço Marques), 10/05/1908. Estudante de Medicina. Filiação: Laura Leonildes Arez da Silva, José Estêvão da Silva. Solteiro. Residência: Tornilhos, 297. Subscritor, em 1930, do folheto "Grito dos Estudantes do Porto. Aos Trabalhadores, Soldados e Estudantes de Portugal" e, em 1931, assina, com Almerindo de Vasconcelos Lessa e Albino Lobo, também estudantes da Escola Médica do Porto, uma carta enviada "Ao Ministro do Interior da Ditadura Snr. Lopes Mateus". Preso na fronteira perto de Valença, em 27/04/1931levado para o Porto e enviado para Lisboa em 28/04/1931, "por incitar os seus colegas à greve". Libertado em 10/05/1931, foi-lhe fixada residência em S. João da Madeira. Foi um dos promotores da Associação Profissional dos de Medicina do Porto (APEM) e eleito, em Novembro de 1931, Presidente da Assembleia Geral. Faleceu em 1984, em Lisboa.]

[alterado em 01/12/2021 a partir de dados de Cristina Faria,
As Lutas Estudantis Contra a Ditadura Militar (1926-1932),
Edições Colibri, 2000]
[alterado em 03/04/2025]

00068. Adolfo da Silva Sousa [1928, 1929]

[Adolfo da Silva Sousa || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-1-NT-8902 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Lisboa, 1902. Ajudante de soldador. Filiação: Maria de Jesus dos Santos, Plácido da Silva Sousa. Solteiro. Residência: Travessa da Ferrugenta, 26. Preso em 21 de julho de 1928 por, durante o movimento revolucionário do dia anterior, ter matado o guarda da PSP 814. Deportado para Moçambique em 21 de agosto 1928. Evadiu-se, foi capturado em Luanda em 3 de dezembro de 1929 e mandado regressar àquele território.]
[alterado em 02/03/2026]

00069. Adolfo Joaquim de Sousa [1927, 1935, 1938]

 
[Adolfo Joaquim de Sousa || 13/04/1921 || ANTT || -ca-PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-1-NT-8902 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Adolfo Joaquim de Sousa.
Paranhos - Porto, 20 de novembro de 1899. Empregado de comércio. Preso por seis vezes entre 1921 e 1925, sem ser por motivos políticos evidentes. Enquanto cadastrado, foi deportado para Timor em Abril de 1927. Regressou de Timor em 9 de junho de 1933, por motivos de saúde, não tendo sido abrangido pela amnistia de 5 de dezembro de 1932. Recolheu, sob prisão, ao Hospital Militar Principal de Lisboa e, em 9 de setembro de 1933, entrou na Cadeia à ordem da PSP. Libertado em 17 de novembro de 1933, foi-lhe fixada residência em Alcácer do Sal. Encontrava-se, em Fevereiro de 1935, com residência fixada em Oliveira do Conde, concelho de Carregal do Sal. 

[Adolfo Joaquim de Sousa || ANTT || RGP/709 || PT-TT-PIDE-E-010-4-709]

Em 7 de março de 1935, estava preso nos calabouços da PSP de Lisboa, para onde se ausentara e era acusado de fazer propaganda comunista. Deu entrada, em 27 de março de 1935, na Secção Política e Social da PVDE e, em 29 de março, seguiu para Peniche, sendo considerado um cadastrado comum e político. Libertado em 31 de agosto de 1935, foi-lhe fixada residência em Carregal do Sal. Entregue pela Câmara Municipal do Carregal do Sal à PVDE, a pedido desta, em 24 de maio de 1938, por se ter ausentado várias vezes daquele concelho. Recolheu à 1.ª esquadra, enviado para Caxias, Reduto Norte, em 17 de junho e transferido para para Peniche em 2 de julho. Libertado em 9 de setembro de 1938.] 
[alterado em 04/03/2026]

[João Esteves]