* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || VIII *
00049. Adelino da Silva [1932]
[Adelino da Silva.
Lisboa, c. 1893. Tipógrafo. Casado. Residência: Calçada dos Barbadinhos, 116 - Lisboa. Preso em 14/04/1932, libertado em 06/05/1932, quando "se encontrava incomunicável na 13.ª Esquadra".]
[alterado em 03/12/2021]
00050. Adelino de Almeida [1933]
[Adelino de Almeida.
Celorico da Beira, 1910. Empregado de comércio. Filiação: Maria do Carmo Marques, José de Almeida. Solteiro. Residência: Rua da Era, 27. Preso em 28 de julho de 1933, acusado de acompanhar à fronteira Manuel Rodrigues Correia Júnior, que ali ia receber armamento. Libertado em 1 de agosto por nada se provar.]
[alterado em 01/03/2026]
00051. Adelino Dias [1931]
[Viade de Baixo - Montalegre, 1884, alfaiate. Preso em 07/02/1931, libertado em 13/02/1931 (Processo 4788-B)].
00052. Adelino dos Santos [1933]
[Adelino dos Santos.
Lisboa, 1915. Empregado de comércio. Filiação: Maria Assunção dos Santos. Solteiro. Residência: Rua Triângulo Vermelho, 8 - Lisboa. Militância ativa nas Juventudes Comunistas desde 1931. Preso em 9 de julho de 1933 quando assistia a uma reunião clandestina da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas na sede do Sindicato dos Compositores Tipográficos. Um dos responsáveis pela criação do Comité Escotista Revolucionário, que funcionou dentro dos Escoteiros de Lisboa, e da edição de O Escoteiro Vermelho, para o qual recolheu fundos. Tinha na sua posse um copiógrafo destinado à imprensa clandestina. Transferido, em 11 de dezembro de 1933, da 1.ª esquadra para o Aljube. Julgado pelo TME em 22 de janeiro de 1934 e condenado a 16 meses de prisão correcional. Transferido para Peniche em 8 de fevereiro de 1934 e libertado em 26 de outubro.]
[alterado em 19/05/2024]
[alterado em 01/03/2026]
00053. Adelino Ferreira Moreira [1930, 1932, 1937]
[Assinatura de Adelino Ferreira Moreira || 26/03/1932 || ANTT || PT-TT-PIDE-DP-D-001-5232_m0251]
[Adelino Ferreira Moreira.
Póvoa do Varzim, 12/01/1908. Alfaiate. Filiação: Maria das Dores Maia, David Ferreira Moreira. Solteiro. Residência: Rua Elias Garcia, 70 - Póvoa do Varzim. Preso em 21/04/1930, acusado de estar implicado num movimento revolucionário em preparação, estando ligado a José Domingos Carvalheira e João dos Santos, todos da Artilharia 3. Entregue, em 08/05/1930, em Artilharia 3, "para lhe ser dado destino". Preso pela Delegação do Porto da Polícia Internacional Portuguesa em 16/02/1932, acusado de ser o organizador, na Póvoa do Varzim, do núcleo do Partido Comunista e do Socorro Vermelho Internacional. Levado para o Aljube do Porto em 17/02/1932, foi interrogado em 26/03/1932 sobre a sua participação nos acontecimentos do 1.º de Maio do ano anterior na Póvoa e militância comunista. Negou as acusações, "apesar de ter sido bem instado". Libertado em 02/04/1932. Preso em 03/12/1937, para averiguações, pela Delegação do Porto da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado. Julgado pelo Tribunal Militar Especial em 17/08/1938, seria condenado em 16 meses de prisão correcional e perda de direitos políticos por cinco anos. Libertado em 01/09/1938.]
[alterado em 01/04/2025]
00054. Adelino Henriques Ribeiro [1933]
[Cadaval, c. 1898 Comerciante. Filiação: Gertrudes da Conceição, Francisco Ribeiro. Casado. Residência: Adão Lobo - Cadaval - Bombarral. Considerado agente de ligação do major José Manuel Sarmento de Beires, com quem manteve ligações entre agosto de 1931 e novembro de 1933, assegurando a angariação de fundos e os contactos com o ex-alferes Mário Martins dos Santos e o médico Raul Coelho Madeira: «era a pessoa que sempre estava em contacto com aquele elemento conspirador, quer pessoalmente quando este indivíduo se encontrava em Portugal, quer por correspondência quando se encontrava ausente, para o que usava as cifras que lhe foram apreendidas». Há muito vigiado «pelos agentes secretos desta Polícia», foi preso em 21/11/1933, na casa que arranjara, clandestinamente, para Sarmento de Beires, na Rua da Padaria - 15. Recolheu incomunicável a uma esquadra. Transferido, em 22/11/1933, da 26.ª esquadra para o Aljube. Transferido do Aljube para Peniche em 08/02/1934. Entrou, em 07/04/1934, no Hospital de Arroios «para tratamento». Julgado pelo TME em 02/06/1934, seria condenado a quatro anos de desterro, sem prisão, multa de quatro mil escudos e perda dos direitos políticos por oito anos. Por ter interposto recurso, o julgamento de 09/06/1934 reduziu a pena de desterro para três anos e a multa para mil escudos. Requereu, em 03/07/1934, ao ministro do Interior para que cumprisse a pena no Bombarral ou Alcobaça, invocando a continuação do tratamento da doença de que padecia, o que foi autorizado por despacho de 18/07/1934. Libertado em 23/07/1934, seguiu para Alcobaça, não podendo ausentar-se dessa localidade sem autorização da PVDE. Requereu, em Fevereiro de 1935, para ser transferido para o Bombarral, autorização concedida por despacho do ministro do Interior de 26/02/1935. Foi sempre autorizado a deslocar-se a Lisboa sempre que o solicitou para realizar tratamentos. Sepultado no Cemitério do Bombarral. O nome não consta do Memorial de Homenagem aos Ex-Presos Políticos, inaugurado na Fortaleza de Peniche em 9 de Setembro de 2017, embora tenha lá permanecido entre 8 de Fevereiro e 7 de Abril de 1934.]
[alterado em 12/05/2024]
[João Esteves]

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