[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

domingo, 22 de março de 2020

[2319.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS - DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [VI] || 1926 - 1933

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || VI *

00033. Acrísio Canas Mendes [1932, 1934]

[Acrísio Canas Mendes || F. 22/07/1932 || ANTT || PT-TT-PVDE-Policias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Acrísio Canas Mendes.
Lisboa, 24/04/1882. Engenheiro agrónomo. Filiação: Maria Cândida Canas Mendes, José Máximo de Andrade Mendes. Casado. Residência: Largo General Pereira de Eça, 50 - Lisboa. Preso em Leiria e enviado para Lisboa em 09/07/1932, acusado de estar envolvido em manejos revolucionários com o capitão capelão João Lopes Soares, o sargento reformado José Maria Videira e, eventualmente, o capitão Nuno Cerqueira Machado Cruz, recolheu ao Aljube. Por despacho do Ministro do Interior, datado de 28/07/1932, foi-lhe fixada residência obrigatória em Peniche, para onde seguiu em 08/08/1932: terminou em 22/09/1932. Preso na fronteira de Elvas e transportado para Lisboa em 29/05/1934, "por ser elemento já muito conhecido como elemento da atual Situação e conspirador de largos recursos"; terá permanecido na Cadeia do Forte de Monsanto, passando para a enfermaria em 01/08/1934. Libertado em 24/11/1934. O filho, Vicente Canas Mendes, também foi preso duas vezes por motivos políticos.]
[alterado em 26/12/2021]

00034. Adalberto Claro Chaves [1928, 1933, 1933]

[Adalberto Claro Chaves.
Vidago, c. 1898. Funcionário superior dos Caminhos-de-Ferro do Minho e Douro. Filiação: Luísa Claro Chaves, António Chaves. Casado. Residência: Rua António Luís Inácio, 50 ou Lugar da Cancela, 295 - Ermesinde. Participou ativamente no movimento revolucionário de fevereiro de 1927, tendo-se refugiado em Vigo. Preso em 17/01/1928 por ter tomado parte no movimento de 07/02/1927 - refugiou-se na capital francesa, onde manteve ligações com o Comité Revolucionário da Liga de Paris. Evadiu-se, em 08/04/1928, da Cadeia do Forte de Monsanto. Preso, no Porto, em 29/10/1933, seguiu para o Aljube local; libertado em 05/11/1933. Entrou na SPS/Porto em 18/11/1933 e passou para as prisões do Aljube. Transferido do Aljube do Porto para Peniche a fim de embarcar para Angra do Heroísmo (Fortaleza de São João Baptista) em 19/11/1933. De regresso dos Açores, apresentou-se, em 23/05/1934, na Secção Política e Social da PVDE, saindo em liberdade. Irmão de Cândido Chaves. Faleceu em 06/03/1959.]
[alterado em 31/03/2024]
[alterado em 21/04/2024]
[alterado em 22/04/2024]
[alterado em 11/05/2024]
[alterado em 26/10/2024]
[alterado em 16/05/2025]

00035. Adalberto Ferreira Trancoso [1933]

[Adalberto Ferreira Trancoso.
Lisboa, c. 1882. Funcionário público. Filiação: Gertrudes Rita Ferreira Trancoso, José Trancoso. Solteiro. Residência: Rua Mouzinho da Silveira, 32. Preso pela SPS de Lisboa no Teatro da Trindade em 04-05/12/1933, acusado de tratar "menos corretamente o referido agente"; libertado em 05-06/12/1933.]
[alterado em 18/05/2024]


[Adalberto Pinto de Oliveira.
Vila Meã - Amarante, c. 1912. Empregado de comércio. Filiação: Cristina Bessa Oliveira, António Pinto de Oliveira. Solteiro. Residência: Rua dos Caldeireiros, 181 - Porto. Preso, no Porto, em 16/02/1932, acusado de estar filiado no Socorro Vermelho Internacional e no Partido Comunista, ao qual terá aderido em 1927, por intermédio de José Silva. Autor de "um relatório circunstanciado do estado em que se encontrava a organização das Juventudes Comunistas, no Porto". Libertado em 02/04/1932.]
[alterado em 26/10/2024]

00037. Adalberto Souto [1928, 1928]

[Adalberto Souto.
Lisboa, 25/12/1898. Empregado de comércio. Filiação: Emília do Carmo Dias, José Maria Souto. Solteiro. Residência: Rua da Palma, 73 - Lisboa. Preso durante a 1.ª República (30/08/1921 - 03/09/1921), "por conspirar contra o Governo". Preso em 20/07/1928, "por estar comprometido no movimento revolucionário deste dia"; libertado em 24/08/1928. Preso em 27/11/1928, "por ser agente de ligação entre os elementos revolucionários"; libertado em 24/12/1928.]
[alterado em 26/10/2024]

00038. Adão Duarte [1932]

[Adão Duarte || F. 27/04/1913 || ANTT ||PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-1-NT-8902 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Adão Duarte
Lisboa, c. 1877. Comerciante. Filiação: Maria Carolina de Abreu Duarte, Vicente Duarte. Casado. Residência: Rua do Olival, 95 - Lisboa. Preso durante a Monarquia (1903) e 1.ª República (1913, 1915, 1921, 1924). Vigiado desde 03/09/1929, foi preso em 20/04/1932, sob a acusação de manter correspondência de carácter revolucionário com vários emigrados políticos que se encontram em Espanha. Libertado em 12/05/1932, no mesmo dia que António José FernandesAntónio MariaCésar Augusto Ferreira QuaresmaFrancisco dos Santos ViolanteFrancisco José da CruzFrancisco VenturaJaime Augusto AbrunhosaJosé Pires ("O Espanhol"), Kropotkine Lopes de OliveiraMartinho Osório e Paulino de Vilhena e Vladimiro Mendes Coelho.]
[alterado em 26/10/2024]

00039. Adão Marcelino da Costa [1928]

[Adão Marcelino da Costa.
Barreiro, c. 1901. Mestre de rebocadores da CP. Filiação: Emília da Conceição Costa, Joaquim Marcelino Costa. Casado. Residência: Rua Vasco da Gama, 12. Preso em 17/02/1928, "para averiguações, em virtude de se encontrar próximo da residência do Miguel Correia, no Barreiro, quando esta estava a ser cercada por uma força da guarda republicana e Polícia". Libertado em 09/03/1928.]
[alterado em 26/10/2024]

[João Esteves]

sábado, 21 de março de 2020

[2318.] JAIME ALBERTO DE CASTRO DE MORAIS [III] || CARTA A ERNESTO CARNEIRO FRANCO (S/D - 1.ª REPÚBLICA)

* JAIME ALBERTO DE CASTRO DE MORAIS *
[13/07/1882 - 20/12/1973]

Carta de Jaime de Morais enviada de Angola ao amigo Ernesto Carneiro Franco: sem data, embora seja possível fixá-la no período posterior à implantação da República, pede a interferência do amigo para ser «um candidato oficial à primeira vaga a dar-se no Governo da Província de Timor, lugar que ambicionava».

Há, também, referência a um irmão de Ernesto Carneiro Franco: o militar António Maria Carneiro Franco que estaria, então, em Tancos e preparar-se-ia, eventualmente, para partir para Angola.



NOTA: Documento que integra o lote disponibilizado por Rui Manuel da Silva Coimbra, a quem muito agradeço, e que o acaso fez chegar às suas mãos há mais de duas décadas.

[João Esteves]

[2317.] JAIME ALBERTO DE CASTRO DE MORAIS [II] || CARTA A ERNESTO CARNEIRO FRANCO (19/03/1941)

* JAIME ALBERTO DE CASTRO DE MORAIS *
[13/07/1882 - 20/12/1973]

Carta de Jaime de Morais enviada do Rio de Janeiro ao amigo Ernesto Carneiro Franco.



NOTA: Documento que integra o lote disponibilizado por Rui Manuel da Silva Coimbra, a quem muito agradeço, e que o acaso fez chegar às suas mãos há mais de duas décadas.

[João Esteves]

[2316.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS - DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [V] || 1926 - 1933

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || V *

00023. Abílio Nunes Marques [1933]

[Abílio Nunes Marques.
Aveiro, 1913. Carpinteiro. Filiação: Maria Emília Marques, Carlos José Marques. Solteiro. Residência: Taboeira. Preso em 12/08/1933 por uma patrulha da GNR, no lugar da Taboeira, por tentativa de agressão da patrulha quando esta procedia contra pescadores sem licença. Entregue, em 13/08/1933, à Seção Política e Social e reenviado, em 23/08/1933, ao Comando da GNR.]
[alterado em 26/10/2024]

00024. Abílio Xavier Correia [1927, 1929, 1931, 1933, 1933]

[Abílio Xavier Correia.
Coimbra, c. 1892. Empregado de comércio - Porto. Filiação: Carminda Xavier Correia. Divorciado. Residência: Rua Sá da Bandeira, 101 / Rua Azevedo Albuquerque, 60. Preso e deportado em 1927 por ter tomado parte no movimento revolucionário de 3 de Fevereiro, tendo prendido os oficiais do Quartel-General. Preso, no Porto, em 21/10/1929, por ter tomado parte no funeral do sargento Manuel Fernandes de Almeida realizado no dia 19 e ter dado no Cemitério do Prado do Repouso "morras à Ditadura, Exército e Polícia de Informações". Referenciado, em Abril de 1931, como um dos organizadores do funeral do estudante João Martins Branco, morto no dia 28, durante uma reunião de estudantes na Faculdade de Medicina. Celebrou nas ruas do Porto a data do 1.º de Maio. Preso no Porto e enviado para Lisboa no dia 10/05/1931; libertado em 23/06/1931. Preso, no Porto, em 13/10/1933, e libertado no dia 14, por não se ter provado que andasse a contribuir para a impressão do jornal "A Verdade". Terá sido de novo preso, pois em 22-23/11/1933, transitou do SPS/Porto para as prisões do Aljube local. Libertado em 22-23/11/1933. Nota: Cadastro Político N.º 600 da Delegação do Porto.]
[alterado em 12/05/2024]
[alterado em 26/10/2024]

00025. Abraão Matias Esmeriz [1927, 1931]

[Abraão Matias Esmeriz.
Tenente de Infantaria - Caçadores 7. Preso e deportado para Angola por ter participado no movimento revolucionário de 3 de fevereiro de 1927. Apresentou-se, em 03/12/1929, no Ministério do Interior. Continuou a conspirar, mantendo ligações com os capitães Ramalho e Sousa Guerra. Por ordem do Governo, ficou com residência fixada em Peniche, tendo-se apresentado, em 07/08/1931, no seu Comando Militar. Faleceu em 16/02/1952.]
[alterado em 26/10/2024]
[alterado em 13/04/2025]

00026. Abraão Rodrigues Coimbra [1931, 1933, 1937]

[Abraão Rodrigues Coimbra.
Miranda do Corvo, 06/06/1899. Tipógrafo / comerciante - Lisboa. Filiação: Maria Santa. Casado. Residência: R. Nova da Piedade, 83 / Av. 5 de Outubro, 201 - Lisboa. Preso em 07/11/1931, "por andar afixando manifestos clandestinos de propaganda subversiva" e "prospectos de propaganda do jornal clandestino 'Avante' e do 'Socorro Vermelho'", na noite de 6 para 7, a fim de comemorar o aniversário da Revolução Russa. As suas atividades eram feitas no âmbito do Partido Comunista, mantendo ligações com João de Oliveira Vidal, José de Sousa e Manuel Augusto da Rosa Alpedrinha. Por despacho do Ministro do Interior, datado de 22/06/1932, foi-lhe fixada residência obrigatória em Peniche, para onde seguiu preso em 02/07/1932, juntamente com Armando Porfírio Rodrigues e Arlindo Augusto da Costa. Segundo comunicação do Comando Militar Especial de Peniche, datada de 23/12/1932, evadiu-se daquela vila. Preso em 21/07/1933, na oficina da Cooperativa "Casa dos Gráficos", onde exercia a sua profissão, sendo um dos sócios. Executou aí várias composições clandestinas, como "O Jovem", órgão central da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas, "O Marinheiro Vermelho", porta-voz da ORA (Organização Revolucionária da Armada) e o folheto, entre outros, "Construindo um Mundo Novo". Além disso, estava em contacto com José de Sousa e José Ramos, ambos procurados pela Polícia, fazia parte da Comissão Inter-Sindical, enquanto representante da Associação de Classe dos Compositores Tipográficos, e colaborava com a Secção Portuguesa do Socorro Vermelho Internacional, sendo, por isso, considerado "um elemento agitador de muita responsabilidade, pois que apesar da sua situação de evadido, continuou a sua ação dentro do Partido Comunista". Transferido para o Aljube em 06/10/1933. Julgado, em 22/01/1934, pelo TME, foi condenado à pena de seis meses de prisão, dada como expiada tendo em conta a prisão preventiva sofrida: libertado na mesma data. Em 15/06/1934, o TME emitiu um mandado de captura por estar implicado no Processo 460, não tendo sido possível cumpri-lo por Abraão Rodrigues Coimbra estar em parte incerta. Preso em 26/05/1937, "para averiguações", e libertado em 31/05/1937. Era, então, comerciante.]
[alterado em 23/12/2021]
[alterado em 22/03/2024]
[alterado em 26/10/2024]

00027. Abreu [1929]

[Abreu.
Tenente. Estava, em 27/12/1929, com residência fixada em Vila Real, sendo vigiado por informadores.]

00028. Acácio Alberto [1930]

[Acácio Alberto.
Alvaiázere. Guarda 1119 da PSP - Lisboa. Preso em 09/01/1930, "por suspeita de conspirar contra a Ditadura Militar". Libertado em 12/01/1930, por nada se ter provado.]
[alterado em 26/10/2024]

00029. Acácio Augusto Rocha [1928]

[2.º Sargento Músico de Caçadores 10. Preso em 20/07/1928, por ter tomado parte no movimento revolucionário desse dia. Deportado, em 21/08/1928, "para o Campo de Concentração de Angola".]
[alterado em 26/10/2024]

00030. Acácio Augusto [1931, 1933]

[Acácio Augusto.
Moimenta da Beira, c. 1896. Guarda dos Caminhos-de-Ferro. Filiação: Maria da Conceição, Francisco Augusto. Casado. Residência: Ponte de Carenque - Queluz. Preso por dois soldados da GNR em 26/08/1931, acusado de ter tomado parte no movimento revolucionário desse dia. Deportado para Timor em 02/09/1931. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, foi autorizado a regressar à Metrópole e apresentou-se na Diretoria da Polícia Política em 12/06/1933, declarando ir residir para Ponte de Carenque - Queluz, morada onde vivia aquando da sua detenção. Preso pela SPS/Lisboa em 18-19/12/1933, "por suspeita de ter ligações revolucionárias com vários indivíduos desafetos à Situação, e ainda por suspeita de saber do paradeiro de vário material de guerra". Transferido, em 22/12/1933, da 26.ª esquadra para a 1.ª. Libertado em 13/01/1934.]
[alterado em 21/05/2024]
[alterado em 23/05/2024]
[alterado em 26/10/2024]

00031. Acácio Eduardo Pereira da Silva [1928]

[Acácio Eduardo Pereira da Silva.
Lisboa, c. 1874. 1.º sargento do exército - reformado. Filiação: Maria dos Ramos Pereira da Silva, João Guilherme Pereira da Silva. Preso em 20/07/1928, por suspeita de estar envolvido no movimento revolucionário desse dia.]
[alterado em 26/10/2024]

[João Esteves]

sexta-feira, 20 de março de 2020

[2315.] JAIME ALBERTO DE CASTRO DE MORAIS [I] || CARTA A ERNESTO CARNEIRO FRANCO (10/01/1941)

* JAIME ALBERTO DE CASTRO DE MORAIS *
[13/07/1882 - 20/12/1973]

Carta de Jaime de Morais enviada do Rio de Janeiro ao amigo Ernesto Carneiro Franco a solicitar, entre outras coisas, certificados de Registo Criminal para si e para a Esposa (Alice Hermengarda Seca de Morais).

[Rio de Janeiro || 10/01/1941]

NOTA: Documento que integra o lote disponibilizado por Rui Manuel da Silva Coimbra, a quem muito agradeço, e que o acaso fez chegar às suas mãos há mais de duas décadas.

[João Esteves]

[2314.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS - DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [IV] || 1926 - 1933

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || IV *

00015. Abílio Cristóvão Sérgio [1931]

[Abílio Cristóvão Sérgio.
Lisboa, c. 1901. Serralheiro. Filiação: Júlia da Conceição Sérgio, João Francisco Sérgio. Solteiro. Residência: Rua Rodrigues Faria, 85 - Lisboa. Preso em 26/08/1931, "por ter tomado parte no movimento revolucionário deste dia"; deportado para Timor em 02/09/1931 ("Pedro Gomes"). Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, apresentou-se em 12/06/1933 e voltou a residir na mesma morada.]
[alterado em 19/12/2021]
[alterado em 26/10/2024]

00016. Abílio da Costa [1932]

[Abílio da Costa.
Porto, c. 1893. Soldado da GNR. Filiação: Maria Martins, Joaquim Costa. Casado. Residência: Rua Nova de S. Crispim, 290 - Porto. Preso em 25/01/1932, "sob a acusação de estar envolvido em manejos revolucionários", com ligações a Manuel da Silva Guimarães, cabo reformado da GNR, e Manuel Rodrigues, 2.º sargento da GNR. Por parecer do Diretor Geral da Segurança Pública, e concordância do Ministro do Interior, foi libertado em 17/06/1932.]
[alterado em 19/12/2021]
[alterado em 26/10/2024]

00017. Abílio de Oliveira [1928]

[Abílio de Oliveira.
Eletricista. Filiação: Maria da Glória de Oliveira, Sebastião de Oliveira. Residência: Rua Prior Coutinho, 61 - Lisboa. Preso em 20/08/1928 e entregue à Polícia de Emigração.]
[alterado em 26/10/2024]

00018. Abílio de Sousa Faria [1931, 1939]

[Abílio de Sousa Faria || F. 12/10/1939 || ANTT || RGP/11680 || PIDE-E-010-59-11680]

[Abílio de Sousa Faria.
Bonfim - Porto, 23/04/1906. Ajudante de Despachante da Alfândega - Porto. Filiação: Maria Vitória Faria, José Maria de Sousa Faria. Solteiro / Casado. Residência: Av. Combatentes da Grande Guerra, 58 - Porto / Rua Gago Coutinho, 195 - Matosinhos. Preso em 05/12/1931, "por ter ideias libertárias e fazer propaganda das mesmas", sendo considerado "um pouco culto" e "perigoso pela propaganda que exerce das suas ideias arrastando e convencendo". Por proposta do Diretor Geral de Segurança Pública, e concordância do Ministro do Interior, chegou a estar previsto que lhe fosse fixada residência obrigatória na ilha Terceira, sendo transferido do Porto para a Cadeia Penitenciária de Lisboa em 02/08/1932. Transferido, em 29/11/1932, da Penitenciária para o Hospital do Desterro, onde ficou internado, continuando sob prisão. Libertado em 10/12/1932, por ter sido abrangido pela amnistia de 05/12/1932. Procurado em 20/03/1938, "por estar envolvido em manejos anarquistas" e pertencer à Comissão do Porto da Confederação Geral do Trabalho. Julgado à revelia em 12/07/1939, seria condenado pelo TME a 24 meses de prisão. Preso em 06/10/1939, em Vilar Formoso, quando regressava de França, acusado de ser um elemento ativo entre os emigrados portugueses e, juntamente com José Agostinho Neves, dirigir naquele país o jornal Liberdade, "órgão anarquista de combate ao Estado Novo". Outro emigrado político influente era o enfermeiro Lourenço de Jesus Friaça. Entregue à Diretoria da PVDE em 12/10/1939, levado para o Aljube e, em 24/11/1939, transferido para Caxias. Regressou ao Aljube em 12/01/1940, a fim de ser julgado pelo TME em 13/01/1940: a pena de prisão foi reduzida para 90 dias, sendo libertado nesse mesmo dia.]
[alterado em 19/12/2021]
[alterado em 02/01/2022]
[alterado em 26/03/2023]
[alterado em 26/10/2024]

00019. Abílio de Sousa Marques [1931, 1936Faleceu no Hospital Curry Cabral em 01/01/1937, quando se encontrava preso

[Abílio de Sousa Marques.
Caldas da Rainha, 11/01/1911. Encadernador - Caldas da Rainha. Filiação: Jacinta Marques, José de Sousa. Solteiro. Residência: Largo da Praça de Touros, 3 - Caldas da Rainha. Preso em 19/11/1931, por ser considerado simpatizante comunista e ter ligações políticas com Mário Alexandre de Carvalho; libertado em 26/11/1931. Continuava com atividade política em 1933, já que fora contactado para auxiliar a organização de células nas Caldas da Rainha, mediante ligações com António Marques Monteiro, Firminiano Cansado Gonçalves e Rafael Fernandes: filiado na Célula Nº 1 do Partido Comunista naquela localidade, integrou o Comité Regional do Oeste, tendo a seu cargo a organização das Juventudes Comunistas. Enviado, em agosto de 1936, pelo Comando Militar de Peniche, recolheu, incomunicável, a uma esquadra. Passou, em outubro, para o Aljube, seguiu, dias depois, para a enfermaria e, em 16/11/1936, entrou, sob prisão, no Hospital de S. José. Faleceu no Hospital Curry Cabral, em 01/01/1937, quando se encontrava detido.]
[alterado em 19/12/2021]
[alterado em 26/10/2024]

00020. Abílio Hernani Teixeira Ribeiro [1930, 1931]

[Abílio Ribeiro ou Abílio Hernani Teixeira Ribeiro
Póvoa de Lanhoso, c. 1907. Empregado de comércio. Filiação: Elvira Areis Ribeiro, Alfredo Ribeiro ou Alfredo António Teixeira Ribeiro. Solteiro. Preso pela Delegação da Polícia de Informações do Porto em 07/04/1930; libertado em 09/04/1930. Preso no Porto por receber boletins da "Aliança Libertária Alentejana" e entregue pela Delegação da Polícia Internacional à Seção de Justiça e Informações do Comando da PSP de Lisboa em 25/09/1931; libertado em 30/09/1931, sendo aconselhado a "maior vigilância possível".]
[alterado em 26/10/2024]

00021. Abílio João Pinto [1932]

[Abílio João Pinto.
Vila Real, c. 1898. Tipógrafo - Aveiro. Filiação: Laurinda Dores Pires, Manuel Henriques Pinto. Solteiro. Residência: R. Tenente Resende, 20 - Aveiro. Preso pela PSP de Aveiro e entregue à Secção Política e Social em 08/06/1932, juntamente com Constantino SilvaGuilherme de Oliveira Santos, José CorreiaJosé Maria dos Santos"acusado de haver percorrido as fábricas, incitando os operários à greve". O tempo de prisão foi determinado por despacho do Ministro do Interior, sendo libertado do Aljube, tal como os colegas, em 07/07/1932.]
[alterado em 11/12/2021]
[alterado em 25/12/2021]
[alterado em 26/10/2024]

00022. Abílio José Ribeiro [1932]

[Abílio José Ribeiro.
Ribeiro de Pena, c. 1908. Chofer (proprietário do carro) - Lisboa. Filiação: Maria Teresa Alves, Bento José Ribeiro. Solteiro. Residência: Escadinhas da Saúde, 10. Preso em 02/03/1932, por ser proprietário do automóvel que serviu para o transporte de bombas. Libertado em 13/03/1932, por se considerar que era apenas o proprietário do carro e não o motorista.]
[alterado em 26/10/2024]

[João Esteves]

[2313.] A MAÇONARIA NO ALTO ALENTEJO (1821 - 1936) [I] || ANTÓNIO VENTURA

* A MAÇONARIA NO ALTO ALENTEJO (1821 - 1936) *

ANTÓNIO VENTURA

Caleidoscópio || 2019

[António Ventura || A Maçonaria no Alto Alentejo (1821-1936) || Caleidoscópio || 2019]

A Maçonaria no Alto Alentejo (1821 - 1936), da autoria de António Ventura, corresponde a uma nova edição do livro A Maçonaria no Distrito de Portalegre, saído em 2007, «mas com substanciais alterações e acréscimos» [p. 7].

Tem por balizas temporais o ano de 1821, quando, presumivelmente, foi fundada a primeira loja maçónica - a Emancipação - em Elvas, e 1936, ano a seguir à proibição da Maçonaria pela Ditadura através da lei 1901, de 21 de Maio de 1935, publicada no Diário do Governo, por existirem «provas documentais de actividade de actividade maçónica na cidade de Portalegre em 1936».

De forma a ultrapassar o facto de, «na sua maior parte, os maçons eram pessoas comuns que não ficaram na História, estando por isso mesmo ausentes das enciclopédias e dos dicionários biográficos» [p. 8], António Ventura realizou uma pesquisa exaustiva nos livros de matrículas do G.O.L.U. (Grande Oriente Lusitano Unido), em documentação avulsa e no seu Boletim Oficial,  colmatando-a e completando-a com documentos de outros arquivos - públicos e privados, nacionais e locais - e de instituições diversas, consulta de monografias locais e recurso à imprensa periódica.

Procurou-se, com este diversificado cruzamento de dados, «reconstituir a história das Lojas, dos Triângulos e dos membros respectivos», só constando «apenas os que pudemos comprovar que o foram» [p. 8]. Para além do levantamento das Oficinas de várias Obediências existentes na região - Loja e Triângulos - e dos seus membros, acrescentou-se os naturais da região que integraram estruturas maçónicas fora do distrito, havendo a preocupação, quase sempre concretizada, de associar a cada nome o seu rosto.

Para além de ser mais um livro de consulta incontornável para quem queira conhecer a intervenção cívica e maçónica de assalariados, caixeiros, comerciantes, empregados, ferroviários, funcionários públicos, industriais, militares, professores do ensino primário ou tipógrafos naturais do distrito de Portalegre, contém, simultaneamente, nomes associados à resistência à Ditadura Militar e ao combate ao Estado Novo, referenciando-se aqui, por ordem alfabética, alguns destes.

António Casanova [pp. 324-325]
[Portalegre, 31/08/1891 - Lisboa, 28/10/1965]
Comerciante. Preso, para averiguações, em 14 de Abril de 1938, levado para o Aljube e libertado no dia 24.

António Casimiro da Costa [pp. 303-304]
[Gavião, 03/07/1897 - Lisboa, 07/04/1986]
Militar e engenheiro. Em 1935, esteve envolvido, juntamente com o tenente coronel Ribeiro de Carvalho, num movimento revolucionário contra a Ditadura, sendo preso em 4 de Setembro e levado para uma prisão militar. Por decisão do Conselho de Ministros, foi enviado para Angra do Heroísmo, embarcando em 18 de Dezembro. Libertado em 28 de Maio de 1936, por ter sido abrangido por uma amnistia.

António Fernandes da Costa Ferro [p. 203]
[Comenda, concelho de Gavião, 08/12/1899 - Portalegre,  26/12/1964]
Licenciado em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Republicano e oposicionista à Ditadura. Aderiu ao Partido Republicano Português em Janeiro de 1928. Em 31 de Janeiro de 1930, discursou, em Évora, na sessão evocativa da revolução republicana de 1891, tendo sido «multado em 6000 escudos, acusado de proferir frases subversivas». Preso, pela primeira vez, em 25 de Abril de 1931 quando distribuía, em Portalegre, o panfleto "Ao Exército e à Nação", sendo libertado em 16 de Maio. Novamente preso em 11 de Março de 1933, «acusado de envolvimento numa conspiração organizada por elementos republicanos portugueses exilados em Espanha com ramificações no Alto Alentejo e região de Abrantes, e de ser o chefe revolucionário civil em Portalegre». Preso, pela terceira vez, em 30 de Setembro de 1938, também em Portalegre. Deu entrada no Aljube em 8 de Outubro e foi libertado em 15 de Novembro. Foi Vogal da Comissão Distrital do MUD, integrou, em 1949, a campanha presidencial de Norton de Matos e, em 1958, fez parte da Comissão de Candidatura de Humberto Delgado.

Armando Octávio da Silva Alvarrão [p. 156]
[Portalegre, 20/11/1900 - Lisboa, 15/01/1950]
Funcionário da Câmara Municipal de Fronteira. Republicano, membro do PRP e oposicionista ao Estado Novo. Aderiu, em 1945, ao MUD e presidiu à respectiva Comissão Concelhia de Fronteira. Em 1947, dirigiu em Portalegre, no antigo edifício da Fábrica Real, a sessão evocativa do 5 de Outubro de 1910.

Augusto António da Assunção Camoesas [p. 150]
[Elvas, ? - Elvas, 07/04/1956] 
Comerciante. Republicano. Integrou, em 1949, a Comissão Concelhia de Elvas da candidatura presidencial de Norton de Matos.

Cândido Fernandes Plácido de Oliveira [pp. 297-300]
[Fronteira, 24/09/1896 - Estocolmo, 23/06/1958]
Empregado dos CTT, jornalista, treinador e seleccionador. Aquando da Segunda Guerra, Integrou a rede clandestina Pax, mais conhecida por Rede Shell, criada pelos serviços secretos ingleses em Portugal. Preso em 1 de Março de 1942, passou por Caxias e foi enviado para o Tarrafal em 20 de Junho, de onde só regressaria em 1 de Janeiro de 1944, passando por Caxias e Aljube até ser libertado em 27 de Maio. Em 1946, esteve associado à "Revolta da Mealhada".

Carlos Clímaco Baptista [pp. 127-129]
[Abrantes, 25/10/1894 - Coimbra,  31/08/1971] 
Médico municipal em Avis, onde, em 1935, foi alvo de um processo disciplinar e despedido por «suspeito de actividades subversivas». Subscreveu, em 1945, as listas do Movimento de Unidade Democrática - MUD. Pai de Rui Clímaco

Casimiro Alberto Mourato [pp. 217-218]
[Portalegre, 11/09/1894 - Lisboa, 17/01/1982] 
Professor e jornalista. Republicano, militante do PRP, manteve intensa actividade política. Foi um dos oradores da sessão comemorativa do 31 de Janeiro realizada em Évora em 1930, «pelo que foi multado».

Eduardo Augusto Cordeiro da Cruz Nunes [p. 271]
[Elvas, 18/08/1877 - Lisboa, 23/06/1948] 
Militar de carreira. Em Janeiro de 1919, durante a revolta monárquica, participou no ataque a Monsanto. Esteve envolvido na revolta de 7 de Fevereiro de 1927 contra a Ditadura Militar. Além da redução de 50% do vencimento foi, sucessivamente, deportado para a Guiné, Angola e Madeira, com residência fixa no Funchal. Na sequência da revolta da Madeira, em Abril de 1931, foi demitido do Exército e deportado para Cabo Verde. Reintegrado, em 10 de Maio de 1936, na situação de reforma. Em 25 de Outubro de 1976, foi reintegrado a título póstumo com o posto de Major.

Florindo Eugénio Madeira [pp. 328-330]
[Portalegre, 03/03/1906 - Estremoz, 24/03/1957] 
Advogado. Quando aluno da Faculdade de Direito de Lisboa, envolveu-se, entre 1928 e 1930, nas lutas estudantis contra a Ditadura Militar. Aderiu, em 1945, ao MUD e participou, em 1949 e 1951, nas candidaturas presidenciais de Norton de Matos e de Quintão Meireles.

Gil Cornélio Gonçalves [pp. 277-278]
[Elvas, 16/09/1893 - Lisboa, 16/11/1966]
Militar. Republicano, em 14 de Maio de 1915, quando era sargento na Trafaria, participou na revolução contra a ditadura de Pimenta de Castro, sublevando a guarnição de uma bateria. Devido às suas ligações ao Partido Republicano / Democrático, esteve preso 332 dias durante o Sidonismo. Em 10 de Dezembro de 1917, com a tomada do poder por Sidónio Pais, foi preso e levado para a Casa de Reclusão da 1.a Divisão do Exército, onde ficou até 24 do mesmo mês. Passou, então, para o Presídio Militar de Santarém, onde permaneceu até ao dia 21 de Janeiro de 1918. Libertado, foi novamente detido durante 21 dias, ficando no Governo Civil e no Castelo de São Jorge. Voltou a ser preso em 6 de Setembro, acusado de fazer parte de um comité revolucionário da margem Sul do Tejo. Levado para o Governo Civil e Penitenciária de Lisboa, foi transferido, em 6 de Outubro, para o Presídio Militar de Santarém, de onde foi libertado em 10 de Janeiro de 1919, aquando da revolta ocorrida na cidade. Fracassada esta, voltou a ser preso, saindo em liberdade com a derrota monárquica em Monsanto. Em Abril de 1931, participou activamente na revolta da Madeira contra a Ditadura, sendo demitido do Exército e deportado para Cabo Verde. Abrangido pela amnistia de 5 de Dezembro de 1932, regressou a Lisboa, onde trabalhou como empregado comercial. Continuou a sua luta contra a Ditadura e, em 24 de Dezembro de 1933, foi preso por ligações ao General Sousa Dias e outros militares revolucionários. Libertado em 12 de Maio de 1934, voltou a ser detido em 16 de Abril de 1938, levado para o Aljube e libertado em 11 de Maio. Reintegrado, em 1939, como oficial miliciano na situação de licenciado, voltou a ser preso em 25 de Março de 1940 e libertado em 13 de Junho, acusado de ser agente de ligação num movimento revolucionário em preparação. Detido, no Porto, em 27 de Fevereiro de 1942 e transferido para o Aljube de Lisboa em 31 de Julho. Embarcou para o Campo de Concentração do Tarrafal em 5 de Agosto de 1942, permanecendo aí até 1 de Janeiro de 1944. De regresso a Portugal, foi internado no Hospital Júlio de Matos, seguiu, em 7 de Janeiro, para Caxias e, em 23 de Maio, passou para Peniche. Saiu em liberdade condicional em 29 de Maio de 1944.

Jerónimo Augusto Facha [p. 335]
[Portalegre, 30/10/1889 - Portalegre, 21/02/1947]
Industrial e comerciante. Preso em 9 de Março de 1933 e libertado no dia 22, acusado de estar envolvido numa conspiração organizada por elementos republicanos portugueses exilados em Espanha com ramificações no Alto Alentejo e região de Abrantes. Aderiu, em 1945, ao MUD.

João Alfredo Pombo [p. 217]
[Portalegre,  04/10/1893 - Portalegre, 12/02/1871]
Comerciante e industrial. Republicano, aderiu, em 1945, ao MUD.

João da Encarnação Abelha [pp. 281-282]
[Elvas, 25/03/1890 - Lisboa, 13/07/1890]. 
Militar, participou em actividades contra a Ditadura Militar. Na sequência das revoltas de Fevereiro de 1927, foi preso e deportado para Angola (Vila Luso, Bié), de onde só regressou em Janeiro de 1935.

João de Brito [pp. 194-196]
[Portalegre, 20/04/1890 - Lisboa, 20/12/1954]
Industrial, proprietário e tesoureiro da Caixa Económica Portuguesa. Republicano portalegrense próximo de Afonso Costa. Preso, em 18 de Outubro de 1918, pelos sidonistas e mantido no Forte de São Julião da Barra durante 101 dias. Após o 28 de Maio de 1926, presidiu à Comissão Municipal de Portalegre do Partido Republicano Português, sendo preso na cidade em 31 de Janeiro de 1930, na sequência das comemorações do 31 de Janeiro de 1891.

João José da Conceição Camoesas [pp. 144 - 145]
[Elvas, 13/03/1887 - New Bedford, 12/11/1951] 
Republicano. Preso, durante algumas semanas, no castelo de São Jorge aquando do Sidonismo. Após o 28 de Maio de 1926, combateu a Ditadura, foi preso e deportado para Angola. Emigrou para os Estados Unidos da América. Apoiou, em 1949, a candidatura presidencial de Norton de Matos, subscrevendo uma mensagem em nome do Comité Luso-Americano pró-Democracia.

Joaquim Felizardo Taborda Velez Caroço [pp. 333-334]
[Portalegre, 19/03/1898 - Lisboa, 03/04/1980] 
Militar e republicano. Integrou o Corpo Expedicionário Português. Participou no movimento revolucionário de 20 de Julho de 1928 contra a Ditadura Militar. Preso no dia 21 e demitido do Exército em 21 de Agosto. Deportado para Angola, com residência fixa em Malanje, terá fugido em Setembro de 1930. Em 1931, estava em Paris e, em 1932, em Espanha. De regresso a Portugal, trabalhou como topógrafo. Preso em 23 de Julho de 1938, no Porto, levado para o Aljube de Lisboa em 25 de Abril de 1939 e libertado em 30 de Junho. Participou, em 1973, no III Congresso da Oposição Democrática realizado em Aveiro.

Jorge Frederico Velez Caroço [pp. 174-176]
[Portalegre, 08/09/1870 - Portalegre, 22/03/1966]
Militar. Republicano e oposicionista à Ditadura. Em 1911, foi eleito Deputado às Constituintes pelo círculo de Portalegre. Manteve-se como deputado até 1915 e foi Governador-Civil daquela cidade entre 1913-1915, embora com uma interrupção. Opôs-se, sem sucesso, à revolta chefiada por Sidónio Pais em Dezembro de 1917. Em 1919, foi eleito Senador por Portalegre e reeleito em 1921 e 1922. Governador da Guiné entre 1921 e Outubro de 1926, quando foi demitido pela Ditadura Militar. Opôs-se a esta, colaborando com o General Sousa Dias e, por isso, foi preso e deportado, em 1927, para Ponta Delgada e Benguela. Novamente preso em 17 de Julho de 1938, sendo libertado no dia 25. Aderiu, em 1945, ao MUD, presidindo à Comissão Distrital de Portalegre. Em 1949, presidiu à Comissão Distrital da candidatura presidencial de Norton de Matos. Colaborou nos jornais República e Diário de Lisboa.

José António Costa [p. 214]
[Alandroal, 14/11/1881 - Portalegre, 06/09/1957]
Agricultor, proprietário e comerciante. Republicano ainda antes de Outubro de 1910, esteve preso durante o Sidonismo. Vogal, em 1945, da Comissão Distrital de Portalegre do MUD.

José Jácome de Santana e Silva [pp. 148-149]
[Elvas, 11/07/1889 - Elvas, 13/01/1945]
Militar. Integrou o Corpo Expedicionário Português, embarcando para França em 26 de Maio de 1917. Preso pela Polícia Internacional e de Informações no Forte da Graça, em Elvas, em Setembro de 1928, «sob suspeita de ligação aos conspiradores republicanos».

José Manuel de Serpa Viana [p. 156]
[Golegã, 01/03/1900 - ?]
Integrou o quadro de funcionários da Junta Autónoma das Estradas, chefiando a 4.ª secção da conservação das estradas em Fronteira. Preso pela PSP de Portalegre em 11 de Março de 1933 e libertado no dia 20, «acusado de envolvimento numa conspiração organizada por elementos republicanos portugueses exilados em Espanha com ramificações no Alto Alentejo e região de Abrantes».

José Maria Marques Godinho [pp. 319-321]
[Galveias - Ponte de Sor, 14/12/1881 - Trafaria, 24/12/1947]
Militar. Integrou o Corpo Expedicionário Português. Esteve, em 10 de Abril de 1947, envolvido na tentativa de golpe contra Salazar. Compulsivamente reformado, foi preso pela PIDE em 21 de Julho e entregue à jurisdição militar. Faleceu em 24 de Dezembro, na Trafaria, na Casa de Reclusão do Governo Militar de Lisboa.

Julião Florentino Topa [p. 254]
[Campo Maior, 09/01/1899 - Olhão, 17/04/1891]
Guarda-livros, comerciante de calçado e industrial de tipografia em Olhão, terra onde se fixou em 1919. Republicano e opositor ao Estado Novo, integrou as comissões locais do MUD e das candidaturas presidenciais de Norton de Matos e de Humberto Delgado. Em 1969, integrou a Comissão Democrática Eleitoral de Faro, usando da palavra na sessão de 14 de Outubro realizada no Cineteatro de Olhão.

Júlio César Cassola [pp. 186-187]
[Portalegre, 21/06/1875 - Portalegre, 14/04/1952]
Professor e inspector-escolar. Livre-pensador e republicano, com intensa intervenção cívica, mesmo após o triunfo da Ditadura Militar. Presidiu, em 1945, à Comissão Concelhia de Portalegre do MUD.

Mário Lopes da Costa Pinto de Castro [pp. 246-247]
[Avis, 08/04/1901 - Lisboa, 11/05/1977] 
Advogado e escritor. Integrou o Directório da Liga da Mocidade Republicana de Portalegre, a Aliança Republicana e Socialista e o Movimento de Renovação Democrática (1933). Esteve ligado ao grupo da Seara Nova. Preso e interrogado em Março de 1930. Vogal da Junta Consultiva do MUD, esteve envolvido na polémica entrega das suas listas às autoridades. Apoiou a candidatura presidencial de Norton de Matos.

Tiago Henrique Morgado [p.187]
[Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, 26/01/1879 - Portalegre, 05/05/1962]
Comerciante. Republicano, aderiu, em 1945, ao MUD.

Vítor Hugo Velez Grilo [p. 248]
[Ervedal, 22/04/1906 - Lisboa, 11/07/1990]
Estudante de Medicina, tendo concluído o curso em 21 de Novembro de 1933, foi delegado ao Senado da Universidade. Militante da FJCP e do Partido Comunista Português desde 1931, integrou a sua direcção e, em 1941, esteve no grupo que se opôs à sua reorganização. Preso em 29 de Março de 1944. Afastado do PCP, partiu para Moçambique onde, em 1951, tentou fundar um partido comunista. Depois do 25 de Abril de 1974, apoiou o movimento FICO, envolvendo-se na revolta branca de Setembro de 1974.

Biografias Femininas

Adelaide de Jesus Damas Brasão Cabete [p. 263]
[Elvas, 25/01/1867 - Lisboa, 19/09/1935]

Francisca Meca Isaac [p. 205]
[Nazaré, 16/09/1870 - Lisboa, 07/04/1951]

Justa Mendes [p. 202]
[Santiago do Cacém, 15/08/1882 - Portalegre, 14/03/1963] 

Maria da Conceição Damas Brasão [p. 293]
[Elvas, 22/12/1873 - Lisboa, 28/02/1943]

Vitória Pais Freire de Andrade Madeira [pp. 322-323]
[Ponte de Sor, 20/01/1883 - Lisboa, 07/11/1930]



[António Ventura || A Maçonaria no Alto Alentejo (1821-1936) || Caleidoscópio || 2019]

[João Esteves]

quinta-feira, 19 de março de 2020

[2312.] ALMA FEMININA || N.º 1 (1907)

* ALMA FEMININA || N.º 1 *

Directora: Albertina Paraíso
Secretária da Redacção: Virgínia Quaresma

[Alma Feminina || N.º 1 || 1907]

[2311.] LUÍS OSÓRIO VS JOSÉ MANUEL OSÓRIO [I] || QUANTO TEMPO (2003)

* LUÍS OSÓRIO *

Quanto tempo - uma criança no olhar

Oficina do Livro || Março de 2003


[Luís Osório || Quanto tempo - uma criança no olhar || 2003]

quarta-feira, 18 de março de 2020

[2310.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS - DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [III] || 1926 - 1933

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || III *

00009. Abílio Adriano Branco [1927, 1931]

[Abílio Adriano Branco.
Freixo de Numão - Vila Nova de Foz Côa, 02/12/1882. Tenente. Filiação: Maria de Amor Divino. Casado. Em 1911, seria 2.º Sargento de Infantaria e ofereceu-se para "servir no ultramar". Integrou, como alferes do Regimento de Infantaria 14, o Corpo Expedicionário Português, tendo participado na Batalha de La Lys. Foi um dos oficiais louvados. Participou no movimento revolucionário de fevereiro de 1927. Deportado para Cabo Verde em 1931, onde se encontrava em Dezembro de 1932 com residência obrigatória. Abrangido pela amnistia de 05/12/1932, regressou à carreira militar, tendo em 1935, já como capitão, sido proposto para ser condecorado com o Grau de Oficial da Ordem Militar de AvisEm 1945, "tomou parte numa reunião política de oposição ao governo" Faleceu em 30/11/1955.]
[alterado em 13/12/2021]
[alterado em 15/05/2023]
[alterado em 25/10/2024]
[alterado em 20/03/2025]

00010. Abílio Alexandre [1927]

[Abílio Alexandre
Castro Daire, c. 1892. Empregado de comércio. Filiação: Maria Clara Augusta Alexandre, Paulo Alexandre. Casado. Residência: Rua Alves Torgo, 77. Preso durante a 1.ª República, entre 3 e 08/02/1926, "por ter tomado parte no movimento revolucionário de Almada". Preso em 04/02/1927, "por ter tomado parte no movimento revolucionário"; libertado em 06/02/1927.]
[alterado em 13/12/2021]
[alterado em 25/10/2024]

00011. Abílio Augusto Belchior [1932, 1932] Faleceu no Tarrafal em 29-10-1937

[Abílio Augusto Belchior || ANTT || RGP/587 || PT-TT-PIDE-E-010-3-587]

[Abílio Augusto Belchior.
Urros - Concelho de Moncorvo, c. 1898. Marmorista - Porto. Filiação: Maria Joaquina, Manuel dos Santos Belchior. Solteiro. Residência: R. Nova de S. Crispim, 220 - Ilha Nº 12, Porto. Preso por fazer parte da Confederação Geral do Trabalho e acusado de participar em atentados. Condenado a degredo, com prisão, foi enviado para a Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, e integrou a primeira leva de presos que seguiu para o Campo de Concentração do Tarrafal, onde faleceu. Preso no Porto em 02/01/1932, "por fazer parte da Confederação Geral do Trabalho"; libertado em 13/02/1932. Preso no Porto em 14/04/1932acusado de ter participado no atentado de 2 de Janeiro, juntamente com Francisco Alberto, contra Francisco do Passo, Adjunto da Polícia Política do Porto. Por parecer do Diretor Geral da Segurança Pública, e concordância do Ministro do Interior, deliberou-se, em 22 de Junho, que lhe fosse fixada residência na Ilha Terceira. Em 16/07/1932, entrou na Penitenciária de Lisboa, vindo do Porto, ficando a aguardar o embarque para os Açores. Também esteve preso no Aljube, para onde terá seguido no dia 17/07/1932. Voltou à Cadeia da Relação do Porto para, em 26/07/1933, ser julgado pelo Tribunal Militar Especial, o que sucedeu só no ano seguinte, em 23/06/1934, sendo condenado a 14 anos de degredo, com prisão, e na multa de vinte mil escudos. Entrou no Aljube de Lisboa em 19/03/1935 de Março de 1935 e, em 23/03/1935, embarcou para Angra do Heroísmo no vapor Carvalho Araújo (Ofício 191/22-03-1935/SPS). Integrou, em 23/10/1936, a primeira leva de presos políticos enviada para o Campo de Concentração do Tarrafal, onde faleceu em 29/10/1937, com 39 anos de idade.]
[alterado em 13/12/2021]
[alterado em 28/12/2021]
[alterado em 25/10/2024]

00012. Abílio Augusto Lopes [1932]

[Abílio Augusto Lopes.
Lisboa, c. 1909. Chofer - Lisboa. Filiação: Maria Teresa Lopes. Casado. Residência. Beco da Era, 10. Preso pela PSP de Lisboa e entregue em 29/02/1932, "sob a acusação de incitar os choferes à greve". Sem que fosse julgado, foi-lhe aplica uma pena de 20 dias de prisão - libertado em 20/03/1932.]
[alterado em 13/12/2021]
[alterado em 25/10/2024]

00013. Abílio Augusto Martins Fernandes [1928, 1928, 1928, 1930]

[Abílio Augusto Martins Fernandes || F. 07/12/1928 || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Abílio Augusto Martins Fernandes.
Carvalhais - Penacova, c. 1881. Médico e proprietário a residir em Coimbra. Integrou, como Tenente Médico, o Corpo Expedicionário Português. Filiação: Maria Augusta Martins, António Fernandes de Almeida. Casado. Residência: Rua da Sofia, 195 - Coimbra. Em Setembro de 1927, "deu guarida ao Capitão Homem de Figueiredo [...] após o movimento revolucionário de Fevereiro". Preso em 24/07/1928, "por receber correspondência duvidosa que entregava depois a um suposto Dr. Machado, que era um oficial que preparava nesta cidade o movimento de 20 deste mês". Preso em 17/08/1928, "por estar implicado no movimento revolucionário de 20 de Julho"; libertado em 04/10/1928. Em novembro de 1928, era referenciado como mantendo contactos com o Capitão Chaves e estar presente numa reunião realizada na Estação da Pampilhosa em 19/11/1928, estando presentes aquele, Rocha, professor de Oliveira do Bairro, tenente Machado, Diretor da Carreira de Tiro de Ovar, António da Silva Reis, comerciante no Porto, e Albano Pato, de Mogofores. Preso em 29/12/1928 e levado para Lisboa em 03/01/1929; libertado em 23/01/1929. Em Agosto de 1929, era referido como tendo várias conferências com o major médico Júlio da FonsecaPreso em 11/06/1930, "por ter sido surpreendido numa reunião secreta de carácter maçónico, com mais 17 maçons, na rua das Covas nº 15". Em novembro de 1930, era referido como continuando muito ativo, juntamente com Carlos Craveiro e Manuel Mendes Monteiro.]
[alterado em 13/12/2021]
[alterado em 25/10/2024]

00014. Abílio César de Oliveira e Sousa [1931, 1932, 1933]

[Abílio César de Oliveira e Sousa.
Sampaio - Gouveia, c. 1899. Industrial a residir em Lisboa. Filiação: Josefa Augusta Gaspar, Alberto Augusto de Oliveira e Sousa. Casado. Residência: Av. Duque de Loulé, 10. Sócio Gerente da Empresa Portuguesa de Auto-Omnibus Limitada, que assegurava a carreira entre Lisboa e Leiria, facilitando, por isso, o transporte de material e manifestos clandestinos contra a Situação. Preso em 08/06/1931, "por estar implicado no movimento revolucionário que devia eclodir em 1 de Maio" e manter ligações com Piedade e Maldonado de FreitasDeportado para Timor em 02/09/1931 foi, em 06/11/1931, indevidamente autorizado a regressar. Preso em 29/03/1932, "em virtude de ter regressado ao Continente por uma simples informação prestada a Sua Ex.ª o Ministro do Interior, a qual deu origem a que fosse suspensa, sem justificação, a pena a que o epigrafado tinha sido condenado, motivo pelo qual foi novamente detido". Em 15/06/1932, foi-lhe fixada residência obrigatória na Ilha Terceira, "a fim de completar o cumprimento de pena, cuja suspensão se não justifica"; libertado em 08/12/1932, por ter sido abrangido pela amnistia de 05/12/1932. Preso em 20/05/1933, a pedido da PSP de Santarém, por suspeita de ligações revolucionárias com Francisco da Silva; libertado em 01/06/1933.]
[alterado em 13/12/2021]
[alterado em 25/10/2024]

[João Esteves]