[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

[2611.] PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO [XCI] || 1926 - 1933

* PRESOS POR MOTIVOS POLÍTICOS: DA DITADURA MILITAR AO INÍCIO DO ESTADO NOVO || XCI *

00704. Francisco Lopes [1928]

[Preso em 21/07/1928, "por ter tomado parte no movimento revolucionário de 20"; libertado em 03/08/1928.]

00705. Francisco Pascoal Júnior [1928]

[Francisco Pascoal Júnior ||  F. 19/03/1917 || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Lisboa, fundidor - Barreiro. Solteiro. Filiação: Maria Joana. Terá sido preso pela 1.ª vez em 1917, já que a fotografia que consta dos Livros de Cadastrados data de 19/03/1917. Novamente preso durante a 1.ª República, em 06/10/1923, "por agressão e incitar à greve". Preso em 02/11/1928, "por ter tomado parte, no Barreiro, do movimento de 20 de Julho"; libertado em 24/12/1928.]

00706. Francisco Pereira Duarte [1932]

[Francisco Pereira Duarte ||  F. 16/07/1932 || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Unhais da Serra - Covilhã, c. 1898, empregado da Carris. Solteiro. Filiação: Carolina Rodrigues, José Pereira Duarte. Residência: Estrada do Penedo, 20-A. Preso em 01/07/1932, "sob a acusação de manter ligações revolucionárias com Custódio Rodrigues Ferreira e ainda por lhe ter sido apreendido, em sua casa, vários livros e jornais de carácter avançado" (v. Processo 458); libertado em 16/07/1932.]
[alterado em 28/12/2021]

00707. Francisco Rodrigues de Freitas [1928]

[Francisco Rodrigues de Freitas ||  F. 08/09/1928 || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Preso em 07/08/1928, "por estar implicado nos acontecimentos de Beja, quando do movimento revolucionário de 20 de Julho"; libertado em 04/10/1928.]

00708. Gregorio Gil Font [1927]

[Espanha, c. 1863 (64 anos), industrial - Lisboa. Casado. Filiação: Antonia Gil Font e Francisco Gil. Preso em 25/11/1927, "por manter relações com políticos portugueses emigrados"; libertado em 08/12/1927].

00709. Heitor Rodrigues [1929, 1929, 1931, 1936]

[Heitor Rodrigues || ANTT || PT-TT-PVDE-Polícias-Anteriores-3-NT-8903 || "Imagem cedida pelo ANTT"]

[Lisboa, 13/02/1899, funcionário público / comerciante - Lisboa. Casado. Filiação: Joaquina Rodrigues Barbeitos e Armando Porfírio Rodrigues. Vigiado durante os primeiros meses de 1929, por ser "um grande aliciador de soldados", ter tido "uma ação importantíssima no movimento revolucionário de 7 de Fevereiro", fazer parte "de um grupo revolucionário da Ajuda" e manter contactos, entre outros, com o capitão Chaves e o tenente Sousa Rosa. Preso em 19/03/1929, "por conspirar contra a situação"; libertado em 28/05/1929 (Processo 4330). Continuou a ser vigiado através de informadores, sendo preso em 09/09/1929, "por conspirar contra a Ditadura Militar"; libertado em 02/11/1929 (Processo 4408). Preso em 16/10/1931, "por suspeita de ter tomado parte no movimento revolucionário de 26 de Agosto, tendo andado armado e com chapéu de ferro" e mantendo ligações com o ex-sargento Raul Ciríaco da Cunha. Participou no assalto ao Batalhão de Metralhadoras 1 e manteve, sob prisão, alguns dos seus oficiais. Evadiu-se, no dia 04/04/1932, da Cadeia do Aljube, juntamente com Emídio Guerreiro, Filipe José da Costa (pintor), José dos Santos Rocha (estudante / 2.º Sargento do Batalhão de Metralhadoras N.º 1), José Severo dos Santos (2.º Sargento da Armada) e Manuel Sanches Dias (empregado bancário)tendo sido morto o guarda António Lopes (v. Processo 139).

[Diário de Lisboa || 04/04/1932]

Refugiou-se em Espanha, tendo, em Setembro de 1935, solicitado ao Cônsul de Portugal em Málaga, cidade onde viveria há 22 meses como exilado político, passaporte para regressar ao país, já que em Janeiro de 1933 fora absolvido pelo Tribunal de 1.ª Instância (Boa-Hora), sentença confirmada pelo Tribunal da Relação. A PVDE deu indicação para que se entregasse à Polícia na fronteira, já que se tratava de um fugitivo das prisões, não cedendo às diligências do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

[Heitor Rodrigues || ANTT || RGP/4897 || PT-TT-PIDE-E-010-25-4897]

Preso e entregue à Secção Política e Social da PVDE em 16/10/1936, por ter sido expulso de Espanha, negou o envolvimento na morte do guarda da Cadeia (Processo 2048, 1552/36). Levado para a 1.ª Esquadra, seguiu para o Aljube em 18/11/1936 e foi transferido para Peniche em 27/11/1936; em 01/08/1937, regressou ao Aljube, sendo novamente transferido para Peniche em 13/12/1937. Embora tenha sido despronunciado pelo Tribunal Militar Especial em 25/01/1937, manteve-se, por decisão superior, em prisão preventiva à ordem da PVDE. Saiu em liberdade condicional em 28/05/1939, mais de dois anos após ter sido despronunciado em tribunal. Na sua Biografia Prisional que consta do RGP/4897, está anotado a lápis "Terminou a pena imposta pelo TME em 25-01-37, continuando em prisão preventiva. Foi pedida condenação a S.P.S."]

[João Esteves]

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